Os Vizinhos de Barcelos

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Ainda que mal pergunte…

… o Senhor Presidente da República fez um roteiro pela Juventude, certo? Andou pelo Norte do país, certo? Falou sobre empreendedorismo, certo? Visitou exemplos de jovens empreendedores, certo? A iniciativa não teve nada a ver com aquela coisa dos jovens numa escola, certo? Aliás, a Presidência fez saber que já estavam a preparar o dito roteiro e que não foi uma coisa à pressão, certo?

 

Então, como se explica que estando o Presidente no Norte, dedicando uns dias à Juventude, não visitou a Capital Europeia da Juventude? Não sendo coisa organizada à pressão, caso contrário até se aceitava o esquecimento, o lapso, podemos ser levados a concluir que foi propositado. Sendo-o, qual o motivo? É que olha-se para o roteiro e compara-se com a Capital Europeia da Juventude e está la tudo: empreendedores, empreendedorismo, debate de ideias sobre o futuro, casos de sucesso, incubadoras de empresas de e para jovens, Universidades, etc.

 

Eu não quero acreditar. Por isso, só estou a perguntar…

Concursos – reuniões do MEC com FNE e FENPROF: novidade má

Durante o dia de hoje o MEC recebeu os representantes dos docentes para negociar as alterações à legislação de concursos.

As duas federações revelaram que é intenção do governo apresentar uma nova proposta que irá integrar algumas das propostas apresentadas.

A FNE (UGT), tal com a FENPROF (CGTP), exigem a antecipação para 2012 do concurso previsto para 2013 e colocaram em cima da mesa as questões já antes destacadas.

A possibilidade dos docentes das escolas privadas com contrato de associação foi até alvo de comentário do “Tudólogo de Domingo.

Da reunião no MEC resulta um esclarecimento que coloca em cima da mesa uma situação completamente absurda: [Read more…]

Um plenário de desempregados

Organizar desempregados sempre foi uma enorme dificuldade dos movimentos sindicais e sociais pelo mundo fora. A situação de quem procura emprego é mais próxima do desespero e do salve-se quem puder do que de entender que juntos podem combater muito melhor a sua situação individual. Este plenário aprece-mo pois uma boa ideia. Espero que tenha sucesso (é já no dia 1).

Óscares 2012: Melhor Curta-Metragem de Animação

“The Fantastic Flying Books of Mr. Morris Lessmore” recebeu o Óscar de Melhor Curta-Metragem de Animação. Vale a pena ver: quinze minutos de homenagem aos livros e aos leitores.

Óscares 2012: a corrosão de Sacha Baron Cohen

O comediante inglês Sacha Baron Cohen aproveitou a passadeira vermelha para promover o seu próximo filme e  protagonizou mais um momento de irreverência, ao derrubar as supostas cinzas de Kim Jong-Il sobre Ryan Seacrest, o entrevistador. Vale a pena ver o vídeo e assistir à pronta intervenção dos seguranças, que o respeitinho é muito lindo.

Krugman contra Krugman

O prémio ‘Nobel da Economia’, atribuído a Paul Krugman, não lhe vale o estatuto de analista transcendente, cujos pensamentos e análises económicas sejam imunes à incoerência e a críticas. Vem a Portugal para ser agraciado com o grau de ‘Doutor Honoris Causa’, atribuído em dose tripla pelos Reitores das Universidades de Lisboa, Universidade Técnica e Nova de Lisboa.

Krugman, em artigos em ‘The New York Times’, tem-se revelado opositor de programas de austeridade de que os países europeus em dificuldades, Portugal incluído, têm sido alvo – por imposição de políticas de contenção orçamental, impostas pela Alemanha, argumenta.  Segundo o jornal ‘i”, e referindo-se a Portugal, o conhecido economista norte-americano considera:

Se estiver a gerir uma nação periférica e a troika pedir austeridade, não tem outra escolha a não ser a opção nuclear de sair do euro.

Esta e outras afirmações consonantes são, de facto, a eloquente demonstração de que, para Krugman, a austeridade não é o caminho para os portugueses vencerem a crise.

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O massacre de um manifesto

Os do costume voltaram a mandar uns bitaites sobre política energética. O Rui Curado Silva faz um desenho, diria eu que à comunicação social que come tudo e não investiga nada.

Já agora, falando de lambe-botas…


Num normalizado artigo de encher pneus em que requenta a sua expressa opinião do costume, o balsemado valentão-anti-cobardes Daniel Oliveira espuma por Passos Coelho não ter aderido ao documento glosado por David Cameron. Em boa verdade, muito daquilo que lá está escrito poderia ser suficiente para o governo português assinar de cruz, como aliás habitualmente tem feito desde há mais de trinta anos. Mas simplesmente não pode agora fazê-lo de ânimo leve. Porquê?

O sistema que pariu e tem mantido os danieisioliveiras, é precisamente aquele que hoje se encontra em apuros e sob o fogo cerrado dos mesmos eternamente irados danieisoliveiras. É o esquema do subsídio à farta para o mau cinema votado às moscas, para os grupos teatrais do rebola no chão e bate na lata, o subsídio para resmas e resmas de ilegíveis opúsculos de e para amigos, das fundações e gabinetes de comparsas, etc. O dinheiro acabou e isso parece insuportável, urgindo recorrer à chantagem para que o caudal volte ao leito a que se habituaram. Tarde demais, é impossível. [Read more…]

Óscares 2012: lista dos vencedores

Hollywood festejou-se, ontem, com o habitual desfile pela passadeira vermelha, numa cerimónia em que, como sempre, a indústria e a arte se digladiam, num combate com muitas perdas e alguns ganhos. Seja como for, a História do Cinema passa sempre por aqui. Esta ligação permite ficar a conhecer os oscarizados.

O passadismo nacional.

Quero tanto saber de Olivença, como de Zeca Afonso, ou seja muito pouco. Ambos os assuntos me soam vagamente passadistas: peças observadas do ponto de vista de um antropólogo ou um historiador. Ou talvez, mesmo, de um simples visitante de museu. Parece haver nas elites portuguesas, electrizadas ocasionalmente com assuntos de que apenas sabem falar pela rama, uma capacidade inata para se agarrarem a momentos do passado que logo transformam em coisas idolatradas. Vão transitando de anacronismo em anacronismo a tentar encontrar algo que os conforte para as circunstâncias do presente. Sem querer generalizar (mas generalizando) os monárquicos agarram-se à questão de Olivença e alguns de Esquerda, ao Zeca Afonso.
Aos primeiros sugiro a leitura atenta e repetida da História de Portugal – isto para não os obrigar a saber mais sobre a formação dos países, sujeitos a flutuações de propriedade. De resto, um bom monárquico mais depressa faria jus ao dístico que corria de boca em boa na Primeira República: antes um Afonso XIII que o Afonso Costa. Meus caros, a única guerra que força a nossa preocupação, hoje em dia, não é só de laranjas. É de laranjas e rosas. O resto é estória.
No concernente aos segundos lamento a proverbial incapacidade de se renovarem. É o triste síndrome marxista. Ainda houve quem tentasse adoptar os Deolinda como grupo de folk-intervenção, mas debalde. Zeca Afonso é um homem de um tempo. Duvido que o seu género singrasse nos dias de hoje, em melodia ou em conteúdo. Ponham-no a “tocar” numa sala cheia de adolescentes e procurem reacções.
De resto, o que será que o José Afonso clandestino pensaria dos assuntos fracturantes que fazem as delícias de uma esquerda actual? por esta entrevista não é claro, mas creio que seria uma desilusão para muitos.
Uma coisa é certa: já passou o tempo de qualquer uma destas cantigas.

Festas dos Passos

Em Couto de Cambeses desde o Séc. XVII (?).

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