A Grécia destruída por Bruxelas

KO à Grécia

Knockout (KO) à Grécia

Fonte: Presseurop

De um interessante artigo do jornalista Peter Oborne em “The Daily Telegraph”, traduzido para português, sobre o processo de destruição da Grécia pela UE, reproduzimos a respectiva introdução a partir do ‘site’ da Presseurop:

Afundada numa violenta depressão, a Grécia está a ser exaurida por uma UE “incompetente” e pelo seu “insensível” comissário para os Assuntos Económicos e Monetários, Olli Rehn, acusa Peter Oborne, num veemente comentário de página inteira.

A meu ver, é aconselhável a leitura integral do artigo, intitulado ‘Como Bruxelas está a destruir a Grécia’; quanto mais não seja a título de pré-aviso para os efeitos que nos podem estar reservados pela violenta e irracional terapia da ‘troika’, zelosamente aplicada e excedida pelo governo de Passos Coelho e Paulo Portas.

Cavaco Silva – a escola privada e a escola pública

Em tempos Cavaco Silva, político que me merece o respeito que destinamos apenas a quem é chefe de estado – nada mais que isso! Dizia eu, que Cavaco Silva em tempos terá sugerido:

“Considero importante que crianças, jovens, pais e professores venham para a rua para defender a sua escola. É um sinal de vitalidade da nossa sociedade civil”, disse Cavaco Silva em Aveiro, no jantar comício de hoje.

Pois bem, esta semana tivemos o mesmo Político profissional não remunerado a fugir de uma manifestação de estudantes na Escola António Arroio.

O que distingue uma coisa e outra?

O sentido do trânsito ou antes, a inversão de marcha, isto é, de um lado, um sinal obrigatório para o ensino privado – vão para a rua! Do outro, um sinal de trânsito proibido: por aí não, que os putos vão-me chamar nomes!

Mas, há outra coisa a separar este momento do brilhante mandato presidencial: o apelo à rua é feito para os que se batiam pela continuação do apoio dos contribuintes às suas suas escolas privadas!

E a inversão de marcha é feita perante uma escola pública, ainda por cima da área artística!

Sinais dos tempos – um Presidente, um governo, uma maioria que têm os olhos colocados na Escola Pública! Antes fossem cegos!

O lugar da mulher

Monteiro de Castro, o mais recente cardeal português, afirmou que a família devia ser mais apoiada para que as mães pudessem estar mais tempo em casa. [Read more…]

Capela de Santa Ana, Canedo, Santa Maria da Feira

Em Portugal continua a fazer-se boa arquitectura e muito para além do duo de famosos, Siza e Souto Moura.

Capela de Santa Ana, Canedo, Santa Maria da Feira

Capela de Santa Ana, Canedo, Santa Maria da Feira (Imagem http://www.archdaily.com)

Três espaços religiosos portugueses estão entre os candidatos ao Prémio ArchDaily 2011. E, dos três candidatos, destaco a Capela de Santa, que por ser mais perto é a única que conheço.

Resulta do trabalho do gabinete e|348, da Póva de Varzim e tem vindo a ser reconhecido como uma obra de excelência nos últimos tempos.

São poucas as palavras – até porque estou longe de ser um especialista em arquitectura – para descrever esta obra de arte. Deixo-vos a referência e as imagens dos três projetos. Aproveitem o fim-de-semana e conheçam-nos!

Ah! Faltava isto: votem!

Quando o bobo da corte passou a rei

Num certo país muito, muito distante, havia um rei grandemente convencido de si mesmo ao ponto de nunca se enganar e de raramente ter dúvidas. Esta atitude explicará porque é que ele nunca emendou a mão perante erros cometidos – e cometeu-os, pois errar é humano e ele era muito humano.

Certa vez, resolveu falar dos seus rendimentos, sobre o quão pobre estava, a ponto da sua bolsa de maneio estar a ficar perigosamente vazia e sem tostões para a diária. Um dos seus intérpretes, um tal Professor, na sua missa dominical fez o que os padres fazem e explicou os mistérios da bíblia real ao povo. Mas o povo não era bobo, que esse tinha ido para rei, e à primeira oportunidade brindou-o com uma salva de assobios.

Vaidoso, esse rei amuou e passou a mandar regressar a comitiva sempre que à sua espera houvessem sinais de ajuntamento popular. Certa vez, até de bando de miúdos a jogarem ao berlinde fugiu,  julgando que a ele se referiam quando, depois de uma jogada bem sucedida, um exclamou – Apanhei-te!

Contrastando com o anterior verborreico período, no qual não havia dia em que não houvesse edital, passou a ser acompanhado de guardas para impedirem que os escribas do reino colocassem alguma questão inconveniente. Consta que fez votos de pobreza franciscana quanto a palavras e pensamentos e não mais se soube dele. Esse verbo que fora fértil acabou seco que nem um cavaco.

Quem não tem dinheiro não tem História

Museu Britanico, em Londres

O mercado já está a funcionar na Grécia: menos estado, menos segurança nos museus, mais espaço para a iniciativa privada, que naturalmente saberá conservar as peças agora desviadas do Museu de Olímpia.

O património histórico deve estar nas mãos dos empreendedores, caminho que de resto os britânicos já tinham traçado a grande parte do friso do Partenon, tão bem guardado em Londres. E como ficava bonita a Acrópole em Berlim.

Por estas e por outras, hoje também sou grego. Outros irão para a porta do Museu Nacional de Arte Antiga, aguardando a sua oportunidade.

Dia de Mobilização Internacional: Somos todos gregos: [Read more…]

João Proença inicia carreira de professor de Geografia

João Proença vai dizer à troika que Portugal não é a Grécia

Sempre solícito, João Proença, Secretário-Geral da UGT, resolveu acumular as suas funções sindicais com a docência da Geografia. Segundo parece, os senhores da troika, por passarem muito tempo em gabinetes extremamente parecidos têm tendência para confundir os países que andam a inspeccionar. [Read more…]

Contra o Acordo Ortográfico: implicações pedagógicas

A dada altura, os autores do Acordo revelaram uma preocupação com os problemas de aprendizagem dos alunos, explicando que a supressão das consoantes mudas vai tornar tudo mais fácil. A fonética é fonte de muitos erros e a escrita das consoantes mudas fazia parte do rol.

Por esta ordem de ideias, seria importante repensar outras questões ortográficas, como, por exemplo, os vários valores fonéticos de ‘o’ (é vulgar as crianças perguntarem, no Primeiro Ciclo, se pato se escreve com u), de ‘i’ (o que dá origem a erros frequentes, como Medecina) ou de ‘x’ (letra que corresponde a cinco sons diferentes). Fica, ainda, por explicar por que razão tantas gerações de portugueses conseguiram superar essas e outras dificuldades levantadas pela ortografia portuguesa. [Read more…]

Hoje dá na net: A Cientologia e Eu

A Cientologia e Eu – A cientologia é uma organização com uma reputação tenebrosa. Nesta investigação ficamos a conhecer um pouco mais da organização. Pode obter mais informações aqui (inglês).

Este documentário está legendado em português.

SNS: A reforma à Macedo (IV)

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A equipa nomeada pelo ministro Macedo, para a reforma da saúde, propõe uma solução de ‘lista de espera’ hermeticamente fechada e eterna. O doente, depois de registado, nunca mais será esquecido. Vivo ou morto, não interessa.