Quaresma no Vale D’Este

Solenidades do Senhor dos Passos, Couto de Cambeses (Barcelos). Hoje.

Cavaco: a ideia do colapso ou o colapso das ideias

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Fonte: Presseurope

O estilo bacoco sempre foi o principal ícone da vacuidade do presidente Cavaco Silva. Superficial e bisonho, revela permanente incapacidade de fazer análises sólidas e consequentes do que o rodeia. Dos vários casos de comunicação de que foi intérprete nos últimos tempos, fica a noção da fatuidade, da incoerência e das gafes por parte do PR.

Surpreendido (?) um dia destes com a dimensão do desemprego em Portugal, diz agora que “a ideia do colapso da zona euro está enterrada”. Quem diria? Para mim, o óbvio, eloquentemente óbvio, sublinho, é o colapso das ideias cavaquistas.

Argumenta o PR que a solução estará no acordo no documento a ser aprovado pelo Conselho Europeu, em 1 e 2 Março. Está, uma vez mais, equivocado. O problema grego, ao contrário do que muitos imaginam, não está solucionado e tem implicações sistémicas para a zona euro. Além do afastamento da Grécia do euro, defendido agora pelo Ministro do Interior alemão – os alemães, sempre eles – há analistas a acusar a UE, e a zona euro, da falta de solidariedade entre países.

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Orquídeas XIII: Oncidium

Da América do Sul e do México chegam-nos a Orquídea Oncidium.

Oncidium
Orquídea, Oncidium (Manuel Lourenço, V.N.Gaia, Portugal)

Aos olhos dos mais novos, estas são aquelas “pequeninas e amarelinhas”. A descrição não é rigorosa, mas anda lá perto, pelo menos no que ao tamanho diz respeito – na cor, nem por isso. Conheça mais exemplares.

BPN: Lá vai Barão

A frase “Lá vai Barão…” foi uma expressão de uso corrente no Brasil, nos anos 80 do século passado. Em Portugal,  Jô Soares popularizou-a através de um ‘sketch’ televisivo. O significado quantitativo-monetário era materializado através desta nota:

lá vai barao

Valia, pois, 1.000 cruzeiros, moeda entretanto substituída pelo ‘real’. A frase, ou o bordão humorístico se quiserem, era utilizado para caracterizar o desaparecimento súbito de avultadas somas de dinheiro.

A injecção de um empréstimo de mais 300 milhões de euros, depois dos 600 milhões investidos no aumento de capital do BNP, oferecido ao BIC por 40 milhões é, de facto, mais uma das atrevidas obscenidades típicas do actual governo.

O empréstimo será titulado pela CGD, a mando da governação. Trata-se, pois, de dinheiros de contribuintes, muitos dos quais exauridos por direitos de retribuição arbitrariamente eliminados; ou por impostos, sobretudo os directos, os indirectos e o confisco, que lhes esvaziam os escassos recursos, nos casos em que estes existem – muitos, na miséria, estão despojados de meios.

De facto, Coelho e Portas, com grande despudor, estão a privilegiar Américo Amorim, Isabel dos Santos e o também despudorado Mira Amaral.

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Cavaco Silva ataca o Governo e o Presidente da República

O Presidente da República declarou-se “surpreendido” com as estatísticas do desemprego, apesar de esses números já estarem previstos há algum tempo. Segundo algumas fontes, esta afirmação terá sido considerada uma crítica ao governo, uma vez que a surpresa estará no facto de que, finalmente, entre promessas e previsões, a realidade presente não desmente afirmações anteriormente produzidas por pessoas ligadas ao Governo.

Por outro lado, num generoso exercício de autocrítica, Cavaco Silva recusou-se a falar do valor da sua reforma no Banco de Portugal, reconhecendo que o seu silêncio é a melhor forma de  não “aumentar polémicas ou desinformações.”

PCP, sexo e prazer

Segundo o Público o tema está quente (aqui daria para um trocadilho fácil!) nos States.

Um potencial asterisco a candidato dos Republicanos teme que

“o sexo seja desconstruído ao ponto de se tornar simplesmente prazer”.

Ainda estou a ver o PCP a votar favoravelmente esta questão.

As multas por falta do cinto de segurança: a PSP preocupa-se com os portugueses


foto daqui

Acabo de ser aliviado de 120 euros que, há que confessá-lo, não me pesavam na carteira. Tudo porque não tinha posto o cinto de segurança no momento em que o agente da PSP me mandou parar o carro.
Não discuto a legalidade da coisa. É contra-ordenação, dá multa. Eu sabia, não pus o cinto, por isso é bem feito.
Só é pena que o agente se tenha cansado depressa de tão dura labuta. Tão depressa que eu fui o último a ser multado. Logo a seguir, atravessou a rua e foi conversar com o dono de um stand que estava mesmo em frente. Os restantes 5 agentes continuaram dentro da viatura.
Também tenho pena que a viatura da PSP tenha estado estacionada durante uma manhã inteira mesmo em cima de uma paragem dos STCP. E que os agentes de serviço não tenham reparado nos vários carros estacionados na passadeira e em cima do passeio.
Afinal, o que é um estacionamento na paragem de autocarro, na passadeira ou no passeio (30 euros) – pondo em causa a segurança dos peões – comparando com o grave crime que é não pôr o cinto de segurança? Algo que, no fim de contas, não prejudica ninguém a não ser o próprio em caso de acidente.
Mas percebe-se, 120 euros é muito mais do que 30 e não é por acaso que as multas em 2011 subiram 80% em relação a 2010. O país está em crise e se calhar esse aumento de receita até estava prevista no Memorando da Troika.
Seja como for, é bom saber que os senhores agentes da PSP se preocupam com a nossa segurança e que saem do quentinho da Esquadra, a um Sábado de manhã, unicamente para verificar se os condutores puseram o cinto de segurança.