É um desperdício

não ler a desmontagem, peça a peça, feita pelo José Vítor Malheiros à caridadezinha dos restos e outras sobras de comida.

Comments


  1. Coloco aqui o comentário:

    Esta campanha é realmente um vómito! E é um vómito o que a minha revolta suscita!

    Como é possível que haja mentes tão perversamente retorcidas para transformar uma total aberração numa boa acção?

    Sim, que isto de existirem pessoas de primeira que “generosamente” dão as suas “sobras” às pessoas de segunda não é mais que uma abjecta e ignóbil maneira de se mascarar a desumanidade que desmesuradamente tem vindo a crescer e de a “obscura minoria regente” tentar mostrar a sua extrema benevolência.

    Brinca-se descaradamente com uma necessidade indispensável do ser humano: a necessidade de se alimentar! E como sempre, de olhos irremediavelmente fechados, lá anda o rebanho a aplaudir medida tão caridosa!

    que coloquei aqui:
    http://otempoquehadevir.wordpress.com/2012/04/24/619/#comment-2446

  2. maria celeste ramos says:

    Isabel G – não é assim como diz – este movimento começou em Los Angeles onde se deitava para o lixo mais refeições do que eram servidas – essa comida passou a ser guardade para distribuir – mas limpa – Quem recolhe junta depois tudo em armazém que depois redistribui por várias instituições – o movimento tem adesões de restaurantes portugueses de que vi reportagem na TV que aderiram e comprometeram-se a deixar a comida limpa e arrumada – uma pastelaria da minha rua há anos que deixa embrulhado pão e bolos do dia depois da hora de fechar e já vi quem vem recolher para redidtribuir – no mundo que “come” desperdiça-se mais do que se come mas esqueci o valor dos milhares de toneladas – agora guarda-se para distribuir – na minha rua havia e há quem recolha comida dos caixotes do lixo e essa sim foi deitado ao acaso – se é feita com o cuidado que se diz não posso garantir mas também em Portugal há o movimento de sero desperdício para que não se deite para o lixo o que sobra – se é bom ou mau não sei mas o que vi não me repugnou – é triste mas pode haver dignidade em quem dá – eu própria deixo à minha porta à noite tuperwere LAVADO e fechado e tranaparente de modo a que se perceba que é bom o pão que não como e sobra e é levado quando o ponho sempre no mesmo lugar – e é levado – não deixo no caixote do lixo – é pena ser assim mas não ando à procura de quem precisa que nem se mostra mas vejo da janela à eia noite percorrer caixotes – não fico contente de fazer isto – mas faço – quando vivia acompanhada todos os dias uma cigana e filha vinham comer um prato de sopa na estada de entrada do meu andar a uma cigana que creio ter sido explusa do bairro – mas que anos depois estava sentada à prta da rua e nos reconhecemos – mas desapareceu – dei-lhe dinheiro mas não posso dar todos os dias e faço comida sempre de forma a não sobrar e se sobra como no dia seguinte – só dizer mal de quem faz como eu ou melhor não é bonito – se se revolta tanto faça a sua parte – eu tenho quotas de 3 em 3 meses para instituções de ajuda a animais recolhidos e outra para quem vem buscar o dinheiro e deixa recibo da dádiva – etc – dizer só mal não resolve NADA

  3. Pisca says:

    Senhora Dona, repare que:

    – Esta campanha tem ainda uma virtude que não é referida, poupa o caminho até ao caixote do lixo, e sempre se fica com a alma confortada

    Mas olha não exagere depois tem que ir para o ginásio tirar os quilitos a mais


  4. Cara Maria Celeste, temo que não esteja a ver a coisa como eu a vejo.

    Existem três necessidades básicas, as quais, não sendo devidamente satisfeitas, põem em sério risco a sobrevivência do homem. Todos nós precisamos de comida, roupa e tecto. E aqui reside a verdadeira igualdade do ser humano! E se somos todos iguais, por que carga de água haveria eu de comer em mesa farta e exótica, e o meu semelhante haveria de comer o que me sobra, o que estou na disposição de lhe dar, quando lho quiser dar? A que propósito sou eu que decido o quê e como deve comer o meu semelhante? Se eu tenho a fome saciada e nunca me vi privada do que quis, por que raio vou achar que o meu semelhante, que tem fome, há-de ficar a pular de contente com o que me não faz falta? Se fosse ao contrário, será que poria aos pinotes? Atitudes sobranceiras destas, a mim, não me convencem.

    Tudo o que são sobras, excedentes de produção, já sejam de comida ou de qualquer outra coisa, são, inegavelmente, erros crassos do sistema social e capitalista e são, inequivocamente, o resultado de uma forma egoísta de estar na vida. E todos nós, os que não passamos fome, temos culpa disso, quer pelo nosso comportamento social, quer pela imaturidade política, quer pela atitude da “caridade” que nos infla o ego e nos faz achar que somos muito boas pessoas!
    Esse grupelho das “Sobras” está-se nas tintas para o verdadeiro problema: a existência da fome num mundo abundante! Em pleno século XXI, com a tecnologia e o avanço existentes, é inqualificável que existam seres humanos que tomam as necessidades básicas dos seus semelhantes com tal ligeireza e futilidade! Esse grupelho, dizia eu, além de promover a “imagem”, muito provavelmente ainda vai ganhar uns “cobres” com a venda de CD’s e espectáculos de província!

    Sabe, cara Maria Celeste, o que não serve para mim, definitivamente não serve para o meu semelhante! Para mim, a caridade não se chama caridade, chama-se respeito, chama-se solidariedade, chama-se partilha, chama-se igualdade. Mas jamais se chamará “caridadezinha”, superioridade, filantropia, publicidade, interesse!

  5. MAGRIÇO says:

    Decididamente, a Isabel fascina-me! Li há pouco uns comentários seus que votei negativamente e de repente dá uma reviravolta e inverte completamente a direcção para que apontava (ou talvez a minha bússola tenha defeito). Possivelmente reside aqui o segredo do fascínio da alma humana. De qualquer modo, este seu comentário merece o meu maior aplauso (não que considere que isso tenha alguma relevância: não me dou assim tanta importância importância).


  6. Caro Magriço, nem sei que lhe diga! Fiquei algo encavada! Peço desculpa se causei algum estrago à sua bússola, mas é que eu sou mesmo assim, não sirvo de exemplo para ninguém, não penso como a maioria e não me coíbo de o dizer. A grande maioria das pessoas acha-me louca, uma ínfima minoria entende-me porque fala a minha linguagem; para outras pessoas pensantes que não se autolimitam, e que se situam entre a grande maioria e a ínfima minoria, sou desconcertante…

    Agora, duas coisas eu sei: uma, fiquei-lhe muito grata pelo seu aplauso ao meu comentário, e, duas, pode crer, caro Magriço, que tem o meu amigo muito mais importância do que julga! Se duvida, releia-se uma e outra vez…


  7. Upsss! Queria dizer “encavacada” e não “encavada”!

  8. MAGRIÇO says:

    Cara Isabel, estou certo que não serão comentários alheios que a farão mudar de opinião ou influenciar de algum modo o seu carácter independente. E sabe que mais? Faz a Isabel muito bem! Um pouco de loucura todos teremos, o que, possivelmente, até pode evitar a loucura total funcionando como preventivo. Continue pois, para o prazer dos que têm o privilégio de a ler.


  9. Magriço, meu caro, muito, muito obrigada pela compreensão! 🙂

  10. Miguwl says:

    Antes de comentar, fui documentar-me e entre outras coisas descobri que toda esta ideia nasceu de cidadãos fora da área partidária, que não pediram nada a ninguém (dinheiro ou algo no gánero) e que simplesmente quiseram dar uma vida mais digna a quem passa dificuldades.
    Deram o seu tempo livre a uma questão premente: ajudar com refeições boas – ao que parece não são restos de prato, são sobras que ninguém tocou – fazendo por quem precisa, muito mais do que até aqui alguém tinha feito ( governos, partidos, bloguistas, anarcas, democratas e afins).
    Por estas razões e apesar de não poder ajudar – pois ausentei-me de Portugal – fico feliz por existir no meu país quem faça mais do que falar.
    Apesar de não classificar ninguém, os meus cinquenta e muitos permitem-me afirmar que estes sim, seriam pessoas de primeira num mundo cada vez mais de segunda e que com acções como esta, nos dão alguma esperança.
    Acaba com a fome ? Não.
    Com a pobreza de espírito ? Ajuda.

    Com todo o respeito por outras opiniões, aqui exponho as minhas ideias ao vento.

  11. Bloquista says:

    RECOMENDAÇÃO (aprovada por unanimidade)

    No Algarve, o desemprego assume uma expressão terrível: o nosso distrito encerrou o 4.º trimestre de 2011 com uma taxa de desemprego de 17,5%, apresentando uma subida do terceiro para o quarto trimestre de 4,2 pontos percentuais, com quase cerca de 40.000 desempregados, a região do país com a mais alta taxa de desemprego. Lagos faz parte desta estatística.

    Há, por isso, a tomada de consciência da realidade da pobreza, envergonhada ou não, na nossa região e da necessidade estratégica de a minorar. Devemos, por isso, aumentar a nossa atenção aos casos problemáticos que, direta ou indiretamente, conhecemos no nosso concelho.

    Os lacobrigenses devem ser alertados para a sua responsabilidade na luta contra o desperdício de bens alimentares.

    O movimento Zero Desperdício, http://www.zerodesperdicio.pt, deu o exemplo. O movimento predispõe-se a “ (…) acabar com o desperdício. Nos tempos que correm, o que há a mais num lado está a faltar noutro. O que nós fazemos é equilibrar os dois lados: ter a certeza que aquela refeição do dia não vai para o lixo e que chega de facto à mesa de alguém. E esta não é só uma ação. Nós vamos mais longe. Queremos que seja o dia-a-dia, queremos mudar a situação atual. Tivemos uma atitude de não aceitar tanto desperdício e propusemos uma solução. Para isso, diariamente se juntam a nós pessoas que têm a mesma visão, que acreditam no mesmo objetivo e se movem por ele. Dedicamos parte da nossa vida a fazer com que outras pessoas possam ter uma vida. Pôr fim a todo o tipo de desperdício.”

    A operacionalização deste movimento é simples: as refeições que nunca foram servidas, cujo prazo de validade está a chegar ao fim ou que não foram expostas nem estiveram em contacto com o público, são guardadas em embalagens. Depois de recolhidas, as refeições de cada estabelecimento são transportadas para as Entidades Aderentes. Nas Entidades Aderentes, as refeições são organizadas e distribuídas pelas famílias.

    Face ao exposto,

    O Bloco de Esquerda vem por este meio recomendar ao Executivo Camarário o seguinte:

    1. Criar, através da Divisão de Saúde e Acção Social da Câmara, em parceria com outras instituições como a Santa Casa de Misericórdia de Lagos, a diocese de Lagos, a associação sem fins lucrativos DariAcordar/ movimento Zero Desperdício, http://www.zerodesperdicio.pt, um movimento contra o desperdício alimentar, contactando, para o efeito, estabelecimentos comerciais do concelho: restaurantes, cantinas, cafetarias, refeitórios, hotéis, super e hipermercados (entidades aderentes) para, desta forma, minorar as dificuldades sentidas por vários cidadãos de Lagos.

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