A falsa história do sexo de despedida

Desmontada pelo Marco Santos. Acrescento que tratando-se de muçulmanos vale tudo e todos os disparates passam. A caça ao mouro em todo o seu esplendor.

Comments

  1. Tito Lívio Santos Mota says:

    De facto, vale tudo menos tirar olhos.
    E com aquele subtil perfume de racismo parolo tão caro a quem detesta pensar pela própria cabeça.

    Continua-se sem saber quem é mais estúpido, se os fanáticos da Fátima da Meca, se os da Fátima da Cova da Iria.
    Por mim, são iguais ao litro.

    quem tiver a pachorra para ouvir a homilias da Opus Dei a 13 de Maio na tal Cova, vai ter que explicar a diferença entre aquilo e as prédicas dos barbudos.

    Mas é sempre assim “não sou eu, é ele”.
    Velha tática de larápio carteirista.
    Um palma a carteira, passa a outro e um terceiro põe-se a gritar em direção de um indivíduo qualquer “agarra que é ladrão” para fazer diversão e dar tempo ao compincha para se afastar tranquilamente com o roubo.

    Mas há igrejas que não sejam larápias? Quais?

    Todas existem apenas para espezinhar os crentes e prepara-los para aceitar a sua condição de dóceis servos da gleba.

    Qual é o maior medo desta malta?
    Que os crentes descubram que não precisam deles para nada e comecem a passar-se de intermediários.

  2. Pedro Manuel Freitas says:

    Há logros, enganos, incompreensões e contra-informação de parte a parte. Não vale a pena ter ilusões. A imagem que acompanha o artigo é ela própria sintomática e reveladora do que acabo de dizer, pois é imensamente (e também injustamente) discriminatória para com a mulher e a cultura ocidentais (seja lá o que isso for) pois tenta veicular a ideia de que a mulher árabe, ou, se quisermos, a mulher do “east” é mais arguta e perspicaz do que a mulher ocidental. Mas porque é que haveria de ser, por se vestir de uma determinada maneira, por ser obrigada a vestir-se de uma determinada maneira? Na realidade, a imagem não passa de um falso consolo para a mulher do “east”, um falso consolo promovido por quem não quer enfrentar resistência na aplicação da normativa. Sim, a imagem descrimina, mas o propósito da imagem não é descriminar a mulher ocidental, o verdadeiro propósito da imagem é tornar a mulher árabe mais dócil criando-lhe uma falsa sensação de superioridade em relação à mulher ocidental. A imagem da mulher ocidental não passa de um meio para atingir um determinado fim. A imagem acaba assim por penalizar, de uma forma ou de outra, todas as mulheres.

  3. marcobitaites says:

    Pedro Manuel Freitas, não coloquei essa imagem com essa intenção, mas a interpretação que faz é arguta e bastante válida. Talvez se a palavra ‘East’ da foto tivesse sido colocada sobre a boca da mulher muçulmana pudesse ser mais clara a minha intenção: a falta de liberdade, de um lado; a cegueira da alienação, do outro.
    Obrigado pela crítica.

    • Tito Lívio Santos Mota says:

      não tinha reparado na imagem, mas partilho cem por cento a análise acima.
      Liberdade de ser obrigada pela família, pelo meio social (etc.) a usar vestuário discriminatório que “diz” claramente “sou inferior, sou submissa, sou potencialmente uma desavergonhada e não tenho direito a opinião própria”?
      Isto é liberdade?
      Aliás, as nossas viúvas negras que traziam no corpo a marca do “ficou para tia” ou “esta já não tem direito a vida sexual ou amorosa”, também eram livres?

      Não há dúvidas sobre o facto de que a luta pela liberdade é múltipla e que a casuística das religiões constituídas, nem sempre é fácil de contradizer.
      E menos ainda de que lutar pela laicidade, é precisamente lutar pela liberdade de se ser o que se quiser inclusive (e talvez sobre tudo) pela liberdade de se religioso praticante.

  4. MAGRIÇO says:

    Abdul Bari e o imã iraniano não são diferentes dos que dizem calçar as “sandálias do pescador” e se opõem, por exemplo, ao uso do preservativo. Esta posição oficial dos “gestores” do Vaticano é tanto mais iníqua quanto se sabe a mortandade que provoca entre alguns dos países mais pobres do mundo. Se de facto houvesse julgamento final, certamente não se livrariam de uma acusação de homicídio premeditado.