Uma Cultura de Anonimato e Prostituição

Já aqui se escreveu milhares de vezes que o único blogue a nível nacional que pronuncia e defende o nome de baptismo do Filho da Puta é também o único a prostituir-se baixamente, através da baixaria da respectiva defesa de reputação. Sai mês entra mês, entra dia, sai dia, e a estratégia é sempre a mesma: o inocentar grunho de um percurso abaixo de tosco, mais abaixo ainda de danoso a Portugal, estratégia própria da naviarra dos loucos ou do lupanar dos putas. Gasto e batido por milhares de horas de exposição mediática, ninguém pronuncia nem se refere ao Filho da Puta pelo nome civil, mas por metáforas e analogias como A Nódoa, O Encalacranço do País, a Deriva Ensandecida da Dívida, o Amiguismo como Único Fito e Desígnio, a Suprema Falácia, o Rosto do Comprometimento do Estado para largas décadas.

Ora, o Filho da Puta na verdade não saiu de cena há mais de um ano. Fugiu há mais de um ano. Também não se ausentou para fora do reino de modo a que nem a sua sombra incomode os transeuntes. Deixou a sua sombra nefanda a pairar sobre cada buraco, sobre cada dívida oculta, sobre cada PPP, sobre a Parque Chular, sobre cada engenharia impotente em pagar hoje o que nos faltará indubitavelmente amanhã. Evidentemente que o referido Filho gasta os milhões que roubou. Da Puta! Evidentemente também que é impossível deixá-lo em paz sem evocar uma alcunha caracterizadora qualquer, mas nunca o nome, porque o nome é um luxo a que celerados e charlatães não têm direito até que paguem tudo o que devem e se confrontem com os factos daninhos que perpetraram, verdade que escondem com o pé. Entre Relvas e o Filho da Puta há pouco a comparar, senão uma mesma cultura de partido e de poder que o Pedro Lomba caracteriza com límpido acerto. Não tendo como ponto de partida que na verdade ninguém trata pelo nome um Filho da Puta, atira-se Valupi a Alberto Gonçalves, cronista no DN, apenas por laborar singelamente sobre evidências absolutamente evidentes e de senso comum, infelizmente tarde acordado.

No fim do arrazoado prostituto, em que coisa ou entidade se apoia o Supositório B para testificar a inocência falsária do Filho da Puta? No Ministério Público. Que se saiba, os únicos que rasuraram as evidências de falsificação e circo na “licenciatura” canhestra do Filho da Puta foram precisamente os magistrados habituais, habituais tampões, do cândido Ministério Público que muito ao de leve “investigaram”, isto é, deram uma olhadela à sua “licenciatura”. Esses nada encontraram e jamais poderiam encontrar algo de irregular depois de vasculharem a papelada com a venda do favor de sempre, comprometidos como estavam e estão com o evidente processo de enriquecimento milagroso e instantâneo do Filho da Puta, na sua teia complexa de comércios e favores que só um Relvas conhece bem, mas não domina, como explica, repito, Pedro Lomba. Tire-se uma peça desse castelo Lego e o castelo ruirá. Isso o MP não faria. Não fez. Não fará. Omertà que é omertà só se quebra com o sangue, nunca com a liberdade e a coragem de magistrados incrustados nos partidos e vice-versa. Portanto, do MP, nada.

Não admira que todos os outros, incluindo personalidades livres, independentes, ainda que simpatizantes do PS, tenham concluído o princípio de dissolução moral e ética que um oportunista dissoluto inscreve na vida social e pública do País a cujo serviço supostamente se encontre, se nele se configurar toda a espécie de expedientes ilícitos, processos obscuros e factos indecentes. A calúnia só permanece calúnia caso esclarecimentos não sejam prestados. Se não são prestados, a calúnia indicia o que também evidencia: enriquecimento ilícito, favoritismo, decisões danosas contra o interesse público e o resto do cortejo de abusos a que o Filho da Puta e os seus filhos nos habituaram. Já não é calúnia. É dois mais dois. Um oceano de implícitos.

Trata-se, por isso mesmo, de uma tragédia, como insinua Carrilho, que Ministério Público tenha fingido demonstrar que nada encontrara de falso e criminoso na “licenciatura” do Filho da Puta. Mais: como Carrilho sugere, o Partido Socialista deu efectiva cobertura a falcatruas e desmandos; o Partido Socialista foi incapaz de revelar um mínimo de decência; os militantes e dirigentes socialistas contaminaram-se de e rebaixaram-se ao comportamento moralmente abjecto de um videirinho em altíssima escala, hoje a sorver o milagre das comissões por cada prego no nosso caixão. Valupi, completamente escarrapachado, perna para um lado, perna para o outro, e sem um pano que lhe cubra o entrepernas, ousa imputar a Gonçalves e a Carrilho o dever de explicar a falsidade forjada na “licenciatura” do Filho da Puta. Não é preciso. Basta ler atentamente quanto António Balbino Caldeira exaustivamente investigou, depois lavado, enxugado e expurgado, na suposta investigação em segunda mão efectuada judicialmente. Logo, não há nenhuma suspeita. Há só certeza e cristalina evidência.

E, sim, há uma indústria da calúnia, com os seus caluniadores profissionais. Mas há ainda e sobretudo uma indústria maior agregada aos partidos, PS e PSD, indústria de ladroagem e impunidade, indústria da fuga às responsabilidades, indústria do controlo de danos dos seus pelos seus, membros de um clube cujo peso professores e outros bem sentem, indústria das manobras eficazes nos meandros comprados da Justiça Venal Vergonhosa, indústria de opressão inescapável do cidadão, pois é ele que paga em dobro a espessa corrupção que perpassa o Regime e é sobre ele que se atira a factura do falhanço grotesco e traiçoeiro dos seus políticos de merda, legislatura após legislatura.

Por isso mesmo, o Filho da Puta Mor escapa sempre, enquanto se queixa de perseguição, mas fica com os milhões. Filho da Puta que o seja, deixa-nos sempre os ossos. Podemos bem com caluniadores profissionais que falam do fumo e do fogo que todos inferem, implícito em cada falhanço e traição a Portugal, e são tantas. Não podemos é com Filhos da Puta nem com putos-puta como o Aspirinas, sempre do lado mais cona da retórica, extraída do cu com um fórceps especialmente concebido para o efeito.

Comments


  1. Irra!
    Ó homem faça uma cura ao fígado no Gerês.

    PS – (Olhe que PS é apenas Post Scriptum)
    Você deve ter uma cunha enorme para escrever neste blog de referência!!

    • palavrossavrvs says:

      Não seja fingido, mfc. De impostura está o Regime cheio. Qual das minhas liberdades e garantias lhe custa mais a engolir?


      • … a má criação!


        • Ahhh… limpou o outro comentário que também se babava como eu com o seu linguajar?!

        • palavrossavrvs says:

          Má criação porquê? Você nem sequer lê o que escrevo e põe-se logo a espumar porque sabe que sou monárquico, católico e supostamente de Direita, sabe bem que escrevo muitas vezes acerca do Filho da Puta, coisa que não é suposto um católico ou um cão bem comportado fazer.

          Má criação, quando nos oprimem, atraiçoam, fazem sofrer, é o quê? Argumentar para a parede? Para quê escrever com a convencional decência e a convencional limpeza de vernáculo se nada muda, ninguém acorda, nada se transforma? Defina-me má criação. Será ter aclamado um ladrão no Congresso de Espinho? Será pressionar magistrados quando investigam corrupção da grossa? Será tolerar todos os atropelos e abusos se perpetrados pela suposta e dita Esquerda?

          Diga lá: você também dorme com o Parisiense e por isso todo se dói com o que escrevo, não é? E lá vem atrás do ping no aspirinas para bolçar?

          Assuma lá. Saia do armário.

  2. Rui Daniel says:

    Não haja dúvida, somos um País que se encontra completamente atolado na Merda.


  3. Palavrossavrvs, Eu gosto de o ler mesmo quando fala do Parisiense porque aprecio textos em que as palavras são usadas do mesmo modo que um pintor usa o pincel e as tintas e a tela para construir uma obra de arte. Palavrossavrvs, muita gente neste nosso espaço gosta como escreve, pode não gostar tanto ou não gostar mesmo das opções que toma ao “saltar para cima de alguém“ quando escreve. O direito de escolher o tema é seu, obviamente. Porém, neste campo o céu não é o limite. Está a malhar tanto no aço que não se apercebeu que o aço arrefeceu, destemperou e já não pode ser burilado. Está a perder a arte. Percebe-se que há uma obsessão a fixá-lo nessa figura do passado recente; essa acrimónia desmedida e permanente por uma figura priva-o de nos dar textos acutilantes e corrosivos mas belos e edificantes, com linguagem vernácula mas usada a preceito, o que não está a acontecer.
    Desculpe a liberdade deste meu desafogo.

    • palavrossavrvs says:

      Obrigado pelas suas palavras que terei em sincera conta.


    • Caro Antonilourenço, continuo a assombrar-me com a brandura envolta na sensatez dos seus comentários!

      E concordo com o que diz! Quando não se excede, aqui o nosso caro Palavrassavrvs escreve lindamente!

  4. Sou um anónimo e grandessíssimo Filho da Puta onanista que foi sodomizado pelo Sócrates e gostou says:

    pim


  5. Texto Nojento.


  6. Desculpe mas fiquei viciado nas suas palavrossavrvs…
    Vou tentar responder à sua altura.
    A masturbação que as suas palavras me produzem… agradam-me.
    Mas queria desapontá-lo ao dizer que não sou, nunca fui… mas poderei vir a ser socialista, pois ninguém está livre de chalar ou endoudar!!
    Sou de uma esquerda que você não entende.
    Sou grego, espanhol ou admirador de Danny , Le Rouge… líder do maio de 68.
    Sou um libertário por convicção e… por sedução… e dá-me prazer fazer espumar tipos de direita que se deliciam em tirar-nos direitos!
    Finalmente…
    Há uma coisa em que concordo consigo.
    Se o aborto fosse livre, estaríamos livres de gente como V. Exa.

    Sempre a desconsiderá-lo
    Atenciosamente
    Manuel Félix da Costa
    Póvoa de Varzim
    Portugal
    TERRA

    PS – (desculpe insistir.. é apenas post scriptum)
    Sou a favor do Povo Palestiniano, do Povo Sírio… e, por incrível que pareça, do Povo Português que você espezinha com esse odiozinho baixo, servil e egocêntrico…
    Não é o seu mal que eu desejo… desejo apenas que não faça mal a ninguém!
    E para terminar, devo dizer-lhe que Pasteur descobriu há muito a vacina contra a raiva.
    Tome-a, para seu bem!

    (Desculpe-me não me ter escondido envergonhadamente atrás de uma qualquer…palavrossavrvs)

    • palavrossavrvs says:

      Homem, Manuel Félix da Costa, você é o meu herói e para socialista enrustido, bate todos os recordes da dor na excrescência óssea ou excedente de queratina. Investigue um bocadinho e verá que eu nada tenho de anónimo. Conhece o Google? Ouviu falar no Blogger ou no Facebook? Estou lá há anos. É certo que não era obrigado a saber o meu nome completo, mas o Félix, com calma e sem grandes espumações, ao pesquisar na Rede, verá que dorme melhor e até me ganhará algum amor. [Saber como me chamo já é, hoje, uma questão de cultura geral e por isso mesmo o meu caro Costa está em falta].

      Quanto ao aborto, sou contra. Acho que todos temos direito à evolução do espermatozóide+óvulo = zigoto à livre expressão de tolerância, amor ao próximo e liberdade de expressão que lhe permitem, Manuel, engendrar essa ideia homicida peregrina de que o melhor teria sido acontecer-me ser liquidado em vez de nascer. Não será a expressão de esse tipo de pensamento assunto digno de Judiciária?! Se me não conformo com o parisiense é pelo danos gravíssimos perpetrados contra Portugal.

      Mais um pouco e o Félix escreve um Mein Kampf para a extinção de direitolas como eu. Depois nós, os direitolas, teríamos certamente de encontrar uma palestina saco de pancada qualquer. Olhe, poderia ser o Partido Socialista.


  7. Esqueci-me de uma coisa.
    Adoro a sua imagem de Cristo…
    Mas não se suicide como ele.

  8. observadorx says:

    O seu neogongorismo de cloaca máxima é digno de aturado estudo literário-psicológico. Haja quem tenha pachorra, e estômago, para fazê-lo.

    • palavrossavrvs says:

      Obrigado pelo elogio. Sim, sou gongórico, por vezes, mas até um gongórico tem direito à vida. Imbecis têm-no, quanto mais humildes abusadores do estilo como eu!

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