Insultos ao primeiro-ministro

Passos Coelho foi, ontem, vaiado, quando se dirigia à praia, o que poderá ser considerado escandaloso, compreensível ou desejável, conforme a perspectiva. Por falar em perspectiva, é interessante ler, a propósito desse acontecimento, o Jornal de Notícias, o Correio da Manhã e uma nota no facebook de Paulo Ribeiro, um cidadão que teve direito a apreensão temporária do telemóvel, com apagamento de ficheiros e ameaças de prisão por parte de um membro da segurança do primeiro-ministro.

Comments

  1. José Mota says:

    Como é que seria esta entrada no blog se, em vez do primeiro ministro, o alvo desta campanha de perseguição fosse, por exemplo, o secretário geral do PCP? Afinal ainda não foi assim há tanto tempo que tivemos gente a ser agredida e expulsa da festa do avante por ter manifestado opiniões inconvenientes ao partido.

    • Jose Cruz says:

      Impressionante como e que o PCP causa tanta “azia” a esta “rapaziada” ?!?! Este “trio” PS/PSD/CDS-PP esta realmente de “parabens” pelos ultimos 36 anos de pilhagem ao Pais e “lavagem cerebral” a este “povinho” (aasim mesmo com “minuscula”…)! Recomendo vivamente uma leitura atenta do “Ensaio sobre a cegueira”…

      • José Mota says:

        O José Cruz não percebeu o que foi dito, e essa teoria de conspiração da “rapaziada” foi disparatada e desnecessária. O que está em causa é que há gente que se ocupa a ter um comportamento execrável, e depois as palas ideológicas de alguns levam a que, por esse comportamento execrável ter sido dirigido a ódios de estimação, venham a aplaudir e incentivar este tipo de imbecilidades. Estes comportamentos de sarjeta não passam a ser exemplares por o alvo ser do partido X ou Y. Aliás, como o José Cruz tem de admitir, a mera sugestão da ideia do secretário geral do PCP ser alvo duma campanha desta baixeza já o deixou incomodado, e isto por reconhecer que é algo que seria inaceitável e sem qualquer justificação possível.

        Por isso, será boa ideia dar descanso a essas palas ideológicas e abrir os olhos para o mundo. Afinal o pior cego é aquele que se recusa a ver.

    • António Fernando Nabais says:

      O primeiro-ministro é alvo de uma campanha de perseguição? Acho que o José Mota está a ver a coisa ao contrário: o primeiro-ministro é mentor de uma campanha de perseguição e os perseguidos são muitos. Não tenho conhecimento de cenas pouco edificantes na “Festa do Avante”, mas a violência é sempre condenável. De resto, admitindo que isso tenha acontecido, serviria para justificar a acção do segurança do PM?


    • O normal em Portugal é um primeiro-ministro poder sair à rua sem ser imediatamente vaiado. Se o mesmo não se passa com este, o mal está nele e não em nenhuma “campanha de perseguição” – que de resto nunca teria êxito se as pessoas não aderissem. O que o tipo tem que ver se entende é que já não tem condições para exercer o cargo que ocupa. A assinatura dele já não vincula Portugal.

      • André says:

        Essa hipótese seria razoável, se a entitulada comissão de utentes da A22 não fosse um joguete do Bloco de Esquerda, controlado pelo coordenador distrital do BE, João Vasconcelos.

        • António Fernando Nabais says:

          Está tudo explicado: nesse caso, a intitulada comissão de utentes da A22 não pode ter razão. Até pode ter argumentos válidos, razão é que não. Aliás, qualquer português que se queixe ou que se manifeste deixa de ter razão se estiver ao lado de alguém do BE ou de outra qualquer agremiação criminosa. Ó André, ainda bem que nos ajudou a resolver mais este problema: é tudo gente instrumentalizada, coitados. Pobres de espírito!


        • Ora aqui está um bom exemplo de sectarismo: julgar os méritos duma ideia conforme quem a apoia.

  2. nightwishpt says:

    Não tenho facecoiso, por isso sff alguém lhes faça chegar à atenção de quem se prepara para filmar esta ilegalidades e disparates tem à sua disposição aplicações para smartphone que automaticamente fazem upload dos vídeos e fotos, podendo os agentes da censura apagar o que lhes apetecer que a verdade é espalhada de qualquer forma.


  3. quem foi o membro da segurança? quero apresentar queixa!

  4. maria celeste ramos says:

    o primeiro ministro é o “primeiro” em quê ??

    • Maquiavel says:

      Foii (É) o 1.o nas escolhas dos tugas em Junho de 2011. Agora aguentem-se.
      Só tenho pena dos 25% de eleitores que näo votaram nele!

  5. José António says:

    Ser vaiado é o mínimo … poderia comer com ovos podres, tomates, botas, sei lá, merecia tudo e ainda seria pouco. Porquê?
    Porque apesar de ter ganho as últimas eleições, não foi mandatado para pôr em prática as actuais políticas, em tudo contrárias ao anunciado em campanha. Os pulhas e os partidos onde pululam pulhas, não deveriam ter assento em democracia.


    • Exactamente. Em política não há promessas, há compromissos. Um político que não cumpre os compromissos que assumiu com os eleitores não tem legitimidade para governar, tenha tido o número de votos que tiver.

  6. MAGRIÇO says:

    De facto, como diria Jô Soares, “tem pai que é cego”. Quando se veste a camisola partidária defende-se a amada até ao ridículo. Que eu saiba, o secretário geral do PCP -e quero desde já esclarecer que não tenho filiação partidária nem procuração para a defesa de quem quer que seja – não foi eleito primeiro-ministro alicerçando a sua campanha em promessas que não fazia a mínima intenção de cumprir; não iniciou uma campanha contra os trabalhadores e a favor dos detentores do poder económico; não sonegou o legítimo rendimento do trabalho a quem dele vive; não foi ele que afirmou que as medidas de austeridade iriam tirar o país da crise e o que se verifica é um falhanço total das previsões de crescimento, como se pode avaliar por uma rápida análise de previsões/resultados: previsão de crescimento do IVA em 11,6%, desceu 2,8%; previsão de quebra das contribuições para a Segurança Social de 1%, vai em 3%; previsão de quebra nos impostos sobre veículos de 6,5%, vai nos 47%; previsão de aumento nos subsídios de desemprego era de 3,8% já estamos com 23%; o recuo previsto para o imposto sobre produtos petrolíferos era de 2,1%, vai nos 8,4%, para só citar alguns exemplos. Perante este cenário de verdadeira calamidade nacional, ainda há quem encontre motivos para desculpabilizar os culpados e aponte noutra direcção para desviar atenções. Pena é que sejamos todos a pagar pela cegueira e sectarismo de alguns…

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