Deve ser a isto que alguns chamam neoliberalismo governamental.
Neoliberalismo
02/09/2012 by António de Almeida
Filed Under: política nacional Tagged With: socialismo
Expor ao vento. Arejar. Segurar pelas ventas. Farejar, pressentir, suspeitar. Chegar.
Deve ser a isto que alguns chamam neoliberalismo governamental.

Um longo monólogo, com muitos gestos e fundo musical E o colega com bichinhos carpinteiros. As perguntas que já não se fazem, colocam-se. Uma confusão de pessoas e de nomes. No afã de interromper e de falar por cima, quase saía um cinquenta por cento, em vez de trinta.

O governo da República Portuguesa publica uma nota sobre Educação utilizando uma fotografia de um suposto professor em suposto ambiente de suposta sala de aula com um quadro e giz.
Há quantas décadas desapareceram os quadros e giz das salas de aula na república portuguesa…?
Descobri na passada terça-feira que este vídeo deveria ter saído no dia 22 de Setembro de 2024, às 23h30. Pronto, ei-lo.

Segundo EUA e Israel, o Irão está militarmente obliterado. Na realidade, há mísseis iranianos a atingir localidades de Israel (que tem das melhores defesas aéreas do mundo), além da península arábica.
Falta pouco para Trump dizer que acaba esta guerra com um telefonema.
Subida exponencial do preço do petróleo, aumento da inflação e das taxas de juro, perda de poder de compra, perigo de incumprimento nos créditos bancários, tudo em ambiente de forte especulação e de bolha imobiliária. Onde é que eu já vi isto?!
diz Santana Lopes. Pois. Mas só uma pessoa escreveu «agora “facto” é igual a fato (de roupa)». Uma.
Vinícius Jr. “incluiu a Seleção Nacional no lote de favoritos à conquista do Mundial 2026“. Lembrete: ‘selecção’ ≠ ‘seleção’.
Efectivamente, no Expresso: “Enfermeiro nomeado para coordenador da Estrutura de Missão para as Energias Renováveis deixou o cargo quatro dias depois da nomeação ter sido publicada“.
É possível lermos, num artigo de Jorge Pinto, “um partido que defende a política assente na ciência e nos dados” e a indicação “O autor escreve segundo o acordo ortográfico de 1990“? É.
“uma constatação de factos“. Factos? Com /k/? Estranho. Então e o “agora facto é igual a fato (de roupa)“?
“o nosso sentimento e as nossas condolências para com as famílias daqueles que não evitaram a trágica consequência de perder a vida”. Sacanas das pessoas, culpadas de não terem evitado morrer.
Não é Trump always *chicken out (00:31). O verbo é to chicken out, conjugado na terceira pessoa do singular (presente do indicativo), logo, aquele s faz imensa falta. Oh yeah!
Por lá, pó branco, só se for gelo. Como sabemos, o combate à droga é a motivação destas movimentações. A libertação de Hernández foi uma armadilha extremamente inteligente para apanhar os barões da droga desprevenidos.
Oferecer um calendário ou uma agenda a Mourinho. O jogo é na terça…

« Mais vous avez tout à fait raison, monsieur le Premier ministre ! » (1988). Mas, prontos. Voilà. Efectivamente.
Existe uma semelhança entre as pianadas do Lennon no Something e do Tommy Lee no Home Sweet Home.
Moreira, mandatário de Mendes, admite que avanço de Cotrim o levou a não ser candidato a Belém. Júdice, mandatário de Cotrim, votará Seguro na segunda volta.
O “cartel da banca” termina com um perdão de 225 milhões de euros aos 11 bancos acusados de conluio pelo Tribunal da Concorrência. Nada temam!
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Acho que não é bem isso. É mais as negociatas das privatizações que, desde o tempo do Cavaco, têm alienado as empresas rentáveis do Estado, algumas em monopólio, para favorecer uma mão cheia de amigos dos partidos do arco da governação, seja através das participações desses no capital accionista, seja através de altos cargos de gestão. A última golpada parecem ser as privatizações da TAP, da ANA e da RTP, das quais, pelos vistos, Paula Teixeira da Cruz desconfia.
Esqueci-me do BPN e das PPPs…
Mas isso também eu desconfio, adepto que sou da iniciativa privada, abomino monopólios, públicos ou privados (ainda mais estes). Mas não existe em Portugal qualquer Estado ou governo liberal (neoliberal nem sei bem o que significa), porque os partidos teimam em usar a teta pública para dar de mamar aos inúmeros boys inúteis formados nas jotas… O que apresenta são a ponta do iceberg, mas se diminuir a importância, dos ministérios às Direcções, passando por autarquias, o rol é extenso. Por isso é que tudo somado, quando metade da população vive à custa da outra metade, duas palavras me ocorrem, parasitismo e escravatura.
Meu caro, mas o neoliberalismo é isso mesmo. Nasceu em Chicago, foi experimentado no Chile, passou pela cabeça da Sra. Thatcher que imediatamente o despejou no Reino Unido e tornou-se na nova ordem mundial. É a ideia de que os mercados devem controlar tudo, reduzindo o Estado a uma insipiência. Dito de outro modo, o que decide da bondade ou não de realizar algo é o facto de ser susceptível de dar lucro a alguém. E quanto mais, melhor, independentemente dos direitos dos outros. Ultrapassa em muito a ideia, que também partilho, do direito à iniciativa privada e da concorrência saudável, em convivência com um sector empresarial do Estado nomeadamente em sectores estratégicos, em monopólios naturais ou em actividades cujo benefício social e cultural não pode ser reduzido a cifrões.
Deixe-me que lhe diga que Pedro Passos Coelho é o exemplo máximo de um neo-liberal no governo português pelo que tem defendido no passado e pelas políticas que tem executado e se propõe executar. Relvas não chega lá, é apenas um oportunista.
Pois. A implementaçäo do “Estado mínimo” no Chile, RU, EUA, …, fez disparar a dívida pública. Paradoxo? Näo, faz parte do programa ideológico, está é escondido. nas entrelinhas. Porque os serviços fundamentais privatizados aumentam e muito de preço (o fito dos privados é o lucro), e quandos os Estados os têm de pagar, pois, sai-lhes bem mais caro que quando os faziam de forma “ineficiente”.
Neoliberalismo é a ideia de que os mercados devem controlar tudo, reduzindo o Estado à insipiência de funcionar apenas e só como avalista dos monopólios privados. Ou seja, com a desregulamentaçäo deixam concentrar o mercado na mäo de oligopólios que, quando falirem, säo safos com dinheiro público com o argumento de que säo “demasiado grandes para falhar”.
E depois quando tornam a dívida privada em dívida pública usam isso como desculpa para medidas de austeridade porque “vivemos acima das nossas possibilidades”. Vai acabar mal.
Essas acusações do Pedro Passos Coelho ser um neoliberal só podem ser a brincar. Se ele fosse realmente neoliberal então teria feito alguma coisa sobre os monopólios legalmente criados pelo estado, como aqueles concedidos a grupos corporativos para desempenho de profissões ou serviço de mercados. Em vez disso, este governo ocupa-se de criar esquemas pouco claros de vendas a terceiros (e não privados, pois a EDP foi vendida a um estado) em que o estado português acabar por ter de pagar a factura na forma de pagamento de dinheiro e rendas.
A EDP foi vendida a quem deu mais. Nada mais foi tido em conta. É o capitalismo selvagem – se não quiser chamar-lhe neoliberalismo – no seu máximo esplendor.
Mas tocou num ponto importante. A China parece ser um factor novo nesta ordem mundial, com a sua economia mista e o seu modelo algo contraditório, com um sector estatal a conviver com um mercado selvagem e desregulado, nomeadamente nos aspectos sociais.
Em todo o caso, a ideia em Portugal parece ser reduzir o Estado a algo homeopático, independentemente de a quem se vendem as empresas de sectores estratégicos. Os estrangeiros agradecem.
Acho que é a única vez que me vejo a concordar com uma tese de Paula Teixeira da Cruz.
De facto, já há muito tempo venho tentado desmontar o mito do privado melhor que o público, mas esbarro sempre no preconceito criado e alimentado por um certo extrato de políticos pouco escrupulosos e oportunistas, que não desistem do controlo da economia através de amigos do meio empresarial.
Se os gestores das empresas públicas fossem selecionados através de concurso, como no privado, e não nomeados alegando essa coisa nociva da “confiança política”, (ainda por cima muitas vezes recorrendo a contratos leoninos em que se procura assegurar o seu futuro com indemnizações de luxo no caso de mudança de governo) estariam sujeitos a avaliação de desempenho e correriam o risco de exoneração, como em qualquer empresa. Na realidade, o que acontece é que seja qual for o resultado empresarial obtido, o lugar deles está garantido, e bem, uma vez que não estão sujeitos a objetivos. Ora isto é manifestamente lesivo do interesse do Estado, e deita por terra a recente teoria de Cândida Almeida de que os políticos são tão puros como recém-nascidos. O Estado deverá exigir resultados dos seus gestores e demiti-los por manifesta má gestão, como lhe compete como entidade empregadora. Façam isso e comparem depois os resultados.
Chamar ao Passos e Comandita, neo-liberais é valorizar e muito aquela troupe, não passam de amanuenses a pretender ser “governantes”, para se governarem e tratar do governo de quem lhes diz o que fazer e como fazer, o grave é que nem para isso servem, metem as mãos pelos pés quando falam e quando estão calados, mas procuram sempre manter aquele ar de “gente entendida”, equivalências ….!!
Também acho que a senhora (especialmente no “ambiente” dos últimos tempos…), teve “balls”… Quererá isso significar alguma coisa num PSD que começa a vacilar?…
Uma das coisas que sempre me chateou é assumir-se a “incompetência” nata do Estado para realizar obra a custo justo.
São precisamente os políticos que a toda a hora agitam a bandeira do “Estado mau gestor” (como o inqualificável Borges) que TEM A OBRIGAÇÃO de fazer com que o Estado gira bem!
Pois, mas os o “inqualificáveis Borges” näo querem que o Estado seja um bom gestor. De outro modo, como poderiam justificar as privatizaçöes?
Nos países a sério (Norte da Europa) o Estado é bom gestor. Aliás, os Estados nórdicos conseguem ser melhores gestores que muitas empresas privadas do Sul da Europa…
Concordo. Até porque um dos problemas de “base” da economia portuguesa está mesmo na falta de competência do “privado”. Sobretudo nas PMEs que constituem a maior parte do “bolo”. É aí que todos os dias se faz jogo de cintura para fugir aos impostos, se mistura a “vida doméstica” do “patrão” com as finanças da empresa, se considera planificar “uma perda de tempo”, e se está sempre à espera da “mama” estatal, e do “crédito fácil” para investimentos discutíveis (por exemplo em centímetros cúbicos…).