3 milhões de desempregados e precários

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54% da população activa do País não tem trabalho. 19.000 postos de trabalho destruídos por mês em 2012.

Comments

  1. Maquiavel says:

    Veremos quantos levantaräo a peida do sofá e estaräo na manif…

  2. eduardo soares says:

    Hugo diz uma palermice: coitado, está bem na vida, é uma excepção! Se Hugo contratasse trabalhadores e os seus amigos não os despedissem NÃO ERAM PRECISAS MANIFESTAÇÕES ! Compreendeu ?

    • Hugo says:

      Por acaso, não estou. Estou desempregado. Mas não me parece que se for à “manif” de sábado, na segunda já tenha trabalho. Assim sendo, acho que é mais produtivo ficar em casa a praticar aquilo que aprendo no curso profissional que estou a tirar do que ir para a “manif” gritar frases feitas. Aliás, desde o início da crise já houve três ou quatro “manifs”, outras tantas ou mais greves gerais e o desemprego continua a aumentar. Às tantas, não é com “manifs” que vamos lá. E essa mania de pensar que quem não pensa segundo a cartilha do PC/BE/CGTP é um porco capitalista que vive à custa dos outros já cansa.

      • eduardo soares says:

        Lamento o seu desemprego e que não ache interessante quem está, por exemplo na sua situação, demonstre o seu descontentamento na única forma que o pode fazer: acrescentar a sua presença junto das outras passoas que estão descontentes. Um reformado fica em casa a “curtir” o quê?
        Penalizo-me e peço-lhe desculpa por lhe ter respondido como se o Hugo fosse entidade patronal, uma qualquer, até um Ulriche, aquele banqueiro que acha que pessoas como nós (não como ele) podem tornar-se sem abrigo e de facto tem razão: hoje qualquer desempregado ao fim de seis meses pode passar a sem abrigo, um reformado ao próximo corte de pensão pode ficar no limiar da pobreza. É pena que ainda se pense que as manifestações dão emprego (quem lhe disse isso ? como fez esse raciocínio ?); não dão, mas à malta do “reviralho” dando-lhe presença, dão-lhe a dignidade de lutar e de se sentirem solidários. SABE O QUE ISTO É, OU PREFERE VIVER NA TOCA COMO UM LAPAROTO ?

        • Hugo says:

          O meu raciocínio baseou-se no primeiro comentário que pergunta quantos dos desempregados/precários vão à manifestação. Acho que não é abusivo concluir que pelos vistos há quem pense que as manifestações dão emprego e/ou põem fim à precariedade, daí a minha questão. Eu não impeço nem censuro quem vai às manifestações, pelo que agradeço que não se critique quem não participa nelas. Estamos num país livre e laico e portanto cada um passa os sábados como bem entender. O que entendo é que o governo já sabe que a maioria dos portugueses não estão contentes e não é uma manifestação que vai mudar alguma coisa. Há dois anos, tinha trabalho, mas fui a uma manifestação (também em Março, se não me engano) e o que vi e ouvi desiludiu-me. Além de ver pessoas todas contentes a tirar fotos com os iPhones novos e de cerveja na mão, vi outras que se queixavam de questões tão importantes como o salário do PM e a PJ local não investigar o roubo à casa da mãe, quase que se agredindo pelo direito de segurar o megafone. Nos meses seguinte, obviamente nada mudou. O desemprego continuou a aumentar, a economia continuou em recessão e a troika chegou com as políticas de austeridade. Duas ou três manifs depois, nada mudou. Portanto, a experiência mostra que não é com manifs pacíficas que as coisas se alteram. Só uma manifestação violenta – que, atenção, não recomendo, nem desejo – que tivesse como intuito derrubar pela força o governo traria consequências objectivas e reais. Em relação ao que prefiro, prefiro mexer-me para tentar arranjar trabalho, preferencialmente na minha área de formação ou então, se não o conseguir, noutra área qualquer. A manifestação vai melhorar ou alterar a minha situação actual? Não? Então, não vou fazer lá nada.

          • ANTONIO EDUARDO SOARES says:

            O meu caro interlocutor n�o v� que se as pessoas n�o aparecem a manifestar-se os nossos iluminados governantes na senda do que teve a desfa�atez de dizer o incompetente absoluto gaspar considerar�o que ainda podem ir mais longe no saque de direitos e no completo desprezo a que nos t�m votado ? H� ocasi�es que mesmo duvidando dos efeitos das ac��es de cidadania devemos estar presentes, isto �, c�pticos mas solid�rios, talvez desconfiados mas com uma r�stia de esperan�a. E depois, nalgum tempo da hist�ria poderemos dizer que estivemos l�, poucos mas bons, gente em quem os serventu�rios dos grandes capitalistas de todo o mundo N�O PODEM CONFIAR, pq os p. A insubmiss�o de esp�rito at� pode vir a ser o nosso �ltimo ref�gio, podemos vir a ser escravos, mas seremos a voz que diz n�o, numa independ�ncia que nos torna CIDAD�OS e n�o meras dentaduras que comem e consomem e cloacas que lan�am dejectos e lixo para o ch�o. Acorde !!! Se � do Porto apare�a na Batalha, ver� que todos v�o reparar em si, porque se vai reparar no aprumo da sua coluna vertebral e no seu ar determinado … 16h, l�.

            No dia 1 de Mar�o de 2013 �35 14:50, Aventar escreveu:

            > ** > Hugo commented: “O meu racioc�nio baseou-se no primeiro coment�rio que > pergunta quantos dos desempregados/prec�rios v�o � manifesta��o. Acho que > n�o � abusivo concluir que pelos vistos h� quem pense que as manifesta��es > d�o emprego e/ou p�em fim � precaried” >

  3. Já tenho participado em algumas manifs. Quando acho que fazem realmente sentido. Não fui a esta, porque achei que não era o caso, que iria ser como outras a que fui, com pessoas a gritar coisas que não têm nada a ver, cada um com a sua reivindicação (às vezes nem têm nada a ver com nada, repito), cervejas, bifanas e mais uma vez até palco montado. Parece mais uma festa popular. Aliás o nosso amigo PM é assim que se refere a estas manifs, como uma festa. Porque será? Ou seja, concordo com o que diz o Hugo. Embora ressalve que já participei em manifs que eram manifs e faziam sentido. Esta não me pareceu que se incluísse nesse grupo.

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