Cheira a jobs for the boys

O presidente da Câmara de Lisboa, António Costa, defendeu nesta quinta-feira a regionalização como forma de “aproximar o poder das pessoas” e num contexto de “reforma do Estado. O seu homólogo do Porto, Rui Rio, diz apenas que o tema “cabe no debate”.

“A regionalização não é espalhar serviços, é aproximar o poder das pessoas, num contexto da reforma do Estado para racionalizar e diminuir um conjunto de estruturas que se multiplicam”, afirmou António Costa na conferência “Portugal – A soma das partes”, a decorrer em Lisboa, na qual participou por videoconferência a partir de Bruxelas.

Como se para descentralizar fosse preciso criar novas estruturas e como se novas estruturas, as regiões, por si só descentralizassem. E comparar Portugal com outros países regionalizados sem olhar para a dimensão geográfica de cada um deles é piada para contribuinte pagar, só pode.

Já agora, os governos civis já fecharam? Ah pois é, venham lá os jobs for the boys. Mais e mais camadas na cebola até que todos gravitem no estado.

Comments


  1. Nem mais!…

  2. murphy says:

    “comparar Portugal com outros países regionalizados sem olhar para a dimensão geográfica de cada um deles é piada para contribuinte pagar”

    Sobre “dimensão”, veja pf o exemplo da Suiça… e outros. Até a Grécia avanço oano passado para a sua reforma administrativa.

    Claro que a Regionalização tem riscos, mas o regime centralista actual resultou em quê?
    http://jornalismoassim.blogspot.pt/2013/02/portugal-lisboa-e-o-resto-do-pais-1.html

    Por ex., os indicadores de poder de compra “per capita”, dizem-nos que um cidadão residente na capital mais do que triplica o valor do mesmo indicador relativamente a um compatriota da região do Tâmega, Serra da estrela e outras do interior.
    Isto não é um factor de separação maior que aqueles receios de divisionismo?! Obviamente, não estou a falar na perspectiva de quem vive em Lisboa…

    E, para terminar, num país onde a Constituição é invocada por tudo e por nada, é curioso que a reforma administrativa lá plasmada nunca tenha saído do papel. São aspectos para reflectir…

    Cumprimentos

    • Maquiavel says:

      Eu também pensaria assim, se Portugal fosse um país civilizado.
      Mas como o facto é que näo é, basta olhar para o que deu a regionalizaçäo (autonomia) da Madeira para prever o que acontecerá nas 5, 8, 10 “regiöes” que querem implementar.

      • murphy says:

        A questão é: se o tivessem regionalizado, como era suposto desde 1976, seria um local mais civilizado?

        • Maquiavel says:

          Não, não seria. Porque há coisas que já vêm de longe… se nem ao fim de 40 anos de democracia isto entra nos eixos… haveria de ter entrado nos eixos fresquinho de 50 anos de ditaduras. Ui!

    • Hugo says:

      Já para não falar que a dívida desaparecia se se regionalizasse o país. E o crescimento industrial? Ui! Triplicava mal se constituísse a região do Grande Norte Atlântico! Até os pintores pintariam quadros mais bonitos, as flores seriam mais viçosas e os rrrrrrroixinóis chilreariam mais felizes e mais contentes.

    • jorge fliscorno says:

      “comparar Portugal com outros países regionalizados sem olhar para a dimensão geográfica de cada um deles é piada para contribuinte pagar”

      Tinha em mente o país que Rui Rio usou nas suas comparações: a Alemanha.

      Quanto ao poder de compra dos Lisboetas, é um bocado ilusório pois os preços também são proporcionalmente superiores. Por exemplo, os meus amigos de Cantanhede arrendam uma casa por 250 euros que aqui custaria uns 500.


      • Não é ilusório é a verdade. Essa frase comprova o poder de compra. Que não é só de compra, é também de venda. Tal como se ensina nos manuais de Economia, o poder de compra deve ser de compra-venda.

        • jorge fliscorno says:

          É ilusório porque se poderia pensar que essa massa monetária mais elevada permitiria adquirir mais bens. Não permite porque os bens são mais caros.


          • É, os carros, os moveis e os telemóveis são mais caros em Lisboa… E então em nova Iorque? Quem lhes dera ganhar o que ganha alguém do Minho!

          • jorge fliscorno says:

            E almoçar fora? Barato e bom. Uma delícia.

          • Maquiavel says:

            Também se consegue em Lisboa. Felizmente.
            E sem se procurar muito, felizmente.

      • murphy says:

        Apenas usei o exemplo da Suiça para “demontar” o argumento da dimensão (para além disso os cantões suiços ainda contam com uma autonomia mto maior – inclusive legislativa – que a prevista para as 5 Regiões portuguesas ).
        Portugal é o único País da Europa Ocidental não regionalizado, os outros é que estão todos errados e nós estamos certos, é a conclusão evidente… talvez um dia se consiga fazer Lx para Portugal, o que Luanda é para Angola (aí os arrendamentos passarão para uns milhares de dólares).

        Já faltou mais…

        • Jacquerie says:

          Para se poder elaborar pensamento acerca da Suíça e dos seus cantões convém saber um pouco da história (alô camilourenço) desse país para não cair no ridículo. É só estudar um bocado e percebe-se o porquê da Suíça ser assim, condicionada, felizmente pela sua história e porque é que Portugal, com a maioria desta classe política e grande parte dos portugueses, muito provavelmente, nunca o poderá ser.
          Ai a Educação (alô de novo camilourenço) deste país.


  3. A regionalização seria ter no continente 5 ou 6 “Madeiras”.

  4. José Maria Pacheco says:

    A regionalização é nacessária, o que não necessitámos é dos políticos que não respeitam a sociedade que os põe no governo e no Parlamento.


  5. As teorias deste António Costa são estapafúrdias , foi um dos políticos que também ajudou afundar este País com o Sócrtates .

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