PR, PM e manifestações: em que ficamos?

O Presidente Cavaco Silva

Recuperado de longa letargia, o PR veio a público e, a propósito das manifestações de Sábado passado, afirmou:

Uma síntese das palavras de Cavaco Silva:

Devemos ter todo o respeito àqueles que se manifestaram […] numa manifestação com aquela dimensão as vozes que se fizeram ouvir devem ser escutadas…

O Primeiro-Ministro Passos Coelho

Passos Coelho que garantiu não querer polémicas sobre manifestações, acabou por entrar em controvérsia com a oposição:

Reproduzimos algumas das afirmações do primeiro-ministro:

[…] Nenhum governo deve ficar indiferente a essas manifestações públicas e elas não podem deixar de ser tidas em conta,eu não governo em função desssas manifestações e desses protestos.

Confuso não é? Por um lado, ‘nenhum governo deve ficar indiferente a essas manifestações’; por outro, Passsos assevera que ‘o governo que chefia não exerce uma governação condicionada pelas mesmas manifestações’. Temos de reinvindicar imediata ida do primeiro-ministro ao pasicanalista, a fim de termos a certeza de que Coelho tem uma mente sã (embora politicamente perversa). Ou então somos nós a enlouquecer.

Em que ficamos?

Lembram-se da história da dança do tango entre Sócrates e Coelho? Ora, nesta dança das manifestações, o par Cavaco e Coelho não acerta os passos; mas, diga-se, há entre os dois um cuidado extremo em evitar pisar o parceiro e provocar qualquer hematoma, entorse ou coisa do género. Cavaco é claramente mais macio com Coelho do que  com Sócrates.

Considerada tanta precaução na dança, pergunto, então, o que fará o PR na sequência do clamor das multidões a pedir a demisssão do governo e o termo das recessivas políticas pelas quais o mesmo governo nos tem conduzido.

E ainda questiono: – Em que ficamos? – e acrescento continuamos nesta lenga-lenga da ultra-subserviência à Europa do Norte patrocinada por Coelho e Portas e com o tresloucado tecnocrata Gaspar a dilacerar o País para várias gerações e décadas? Pergunto mais uma vez, outra e outra. De respostas, nada! O País, nas mãos desta gente e sob pressão de uma Europa tão coesa quanto os cacos de uma taça quebrada de cristal da Boémia – da Marinha Grande perde na qualidade da matéria-prima – nas mãos desta gente, dizia, temos o destino do ‘Titanic’. Curiosamente, porque o comandante, neste caso instalado em Belém, intercala desabafos entre longos silêncios mas continua a navegar na mesma direcção. O  Gaspar, esse é  o maestro, prosseguindo na direcção da orquesta que connosco se afundará. A menos que, desta vez e no lugar de truques eclesiásticos, haja mesmo ‘milagre de Fátima’.

Comments


  1. Bons rapazes!


  2. PERFEITAMENTE DE ACORDO . COM ESTE PRESIDENTE DA RE-
    PÚBLICA E ESTES POLÍTICOS JAMAIS CHEGAREMOS A BOM
    PORTO . CAMINHAMOS A PASSOS LARGOS PARA A DEGRADA-ÇÃO SOCIAL .

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