Estratégias Editoriais

Eu abro uma casa de chá cor-de-rosa num aglomerado residencial com 10 mil habitantes. Conquisto a simpatia e a visita de, digamos, 10% do Bairro, que passa a frequentar o meu estabelecimento.
Um investidor olha para o meu negócio e para os meus clientes e acha que o que dá para um dá para dois. E vai daí abre uma casa de chá cor-de-rosa e assim consegue dividir os meus 10% ao meio, ficando cada um de nós com 5% dos moradores do bairro.
Se tivesse aberto um café azul iria conquistar o seu próprio público, constituído por aqueles que não gostando de casas de chá cor-de-rosa todavia apreciam cafés azuis.
Eu manteria os meus 10% e ele “criaria” um mercado novo de outros 10%. Entre ambos passaríamos a ter 4 mil clientes em vez dos 2 mil da primeira hipótese.

Assim estão as televisões e os OCS nacionais. Copiar o do lado e partilhar públicos é que é. Criar novos é muito arriscado!

Empreendedorismo no seu melhor.

Comments

  1. Amadeu says:

    Só as televisões e os OCS nacionais ? Telejornais à mesma hora, telenovelas à mesma hora. Uma falta de imaginação congrangedora.
    Copiar negócios que dão alguma coisa é um desporto nacional. Noutro nível, salões de estética ou unhas de gel são o exemplo mais popular.


  2. Eu abria mas era um bar de alterne vermelho e preto e queria ver quem é que teria mais clientela.


  3. Estarás porventura a falar da falta de iluminação do Correio da Manhã TV??


  4. Concordo com o seu ponto de vista , Agora só falta todas as televisões requisitarem o execrável Sócrates , para isto pasar
    a ser mais nojento .
    No fundo a sujeira só serve para fazer mais negócios nojenttos.,
    como fazem as televisões .

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