Ferreira Fernandes, cronista do DN, tem algum talento para, a partir de minudências, não-assuntos e casos particulares, discorrer para o geral e para o exemplar. É um talento que possui, reconheço. O problema é que uma minudência, um não-assunto, parte das vezes não chega a dar assunto. Assim, Ferreira Fernandes derrapa, contorce-se, retorce-se e procura uma saída para transformar um campo estéril numa produção de sumo fresco natural, nem que para isso se muna de um exemplo passado na Patagónia em mil e troca o passo para chegar a uma generalização qualquer sobre Pequim. Parte das vezes não dá para espremer mais e a crónica termina de forma idiota.
Ferreira Fernandes não é parco em conselhos dirigidos a terceiros nas linhas ou nas entrelinhas dos seus textos. Eu, que sou mais poupado nos conselhos a outros, tenho um para Ferreira Fernandes: homem, poupe-se, isso de uma crónica diária anda a fazer-lhe mal, você não tem assunto para tanto. Olhe, escreva metade, ganhe metade, publique a cada dois dias e pode ser que arranje forma de concluir sem escrever parvoíces.
Macacos me mordam – esteja descansado, não vou perorar sobre nenhum macaco em particular, nem sobre a Patagónia – se percebo o que quer dizer ou onde quer chegar nas linhas finais da sua crónica de hoje. Mas lá que é uma grande parvoíce, isso é.






Bons tempos em que era fácil distinguir o bem do mal.
http://youtu.be/ngQG7lWWmBI
A este post aplica-se o ditado ” o esfomeado a criticar o que tem vontade de comer”……valha-nos Deus.
Bons tempos, em que Deus nos valia, AACM, Deus e os gigantes do plástico e do amianto. Olhe, vai um mesotelioma, ou também acha chato processar um gigante por causa disso?
Caro A.Pedro…..afinal o artigo sempre tinha conteudo!!! mas nao lhe agradou….agora percebi…..e pumba, passou a parvoice.
AACM, se tem, fiz por não o entender, em defesa do próprio cronista.
Explico: prefiro duvidar que aquilo seja a apologia dos tempos em que, em nome da produtividade e da ignorância, as condições de trabalho pudessem pôr em causa a saúde dos trabalhadores ao ponto de eles viverem alegremente com elas. É que a ser como quase li (e “conheço” a mentalidade “liberal” do autor) a parvoíce aumenta exponencialmente. A meu ver.
É um idiota. E maluco. É concordar sempre com eles, senão podem tornar-se perigosos.
ALGUM talento!? O homem é só o melhor cronista a escrever diariamente na imprensa portuguesa. Nem todas as crónicas tem que ser perfeitas. Acho que está a exagerar na sua interpretação. Mas isso também não tem importância nenhuma. Cumprimentos.
Que puta de comentário absurdo. Todo ele.
Que estranho querer coartar a liberdade de outrem. Porque n�o segue o seu pr�prio conselho? Hoje estou a pensar nos banqueiros portugueses, que tiveram um papel�o para por o ALFORRECA no POTE.,
No dia 2 de Abril de 2013 �19 20:01, Aventar