Vítor Cunha não foi à escola

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Começou com uns gráficos, aldrabados até dizer chega (esquecer o secundário para comparar número de docentes com número de alunos não é de cábula, é de asnídeo).

Seguiram-se quatro perguntas, em que a factual tinha resposta e as ideológicas são de anedotário.

Continuando, em dia de greve de professores falou do que não sabe, e levou uma ensaboadela óbvia.

Como não chegasse, entrou agora no território do delírio: compara o sector da distribuição alimentar, que é privado, com a rede de ensino, que é pública, misturando RSI e educação com a maior das naturalidades.

Tudo isto para defender o cheque-ensino, esse santo milagreiro que faria brotar colégios eficientes como outonais cogumelos numa húmida floresta, enquanto as escolas existentes seriam convertidas, imagino, em supermercados. O esforço para defender o capitalismo à portuguesa, sempre a viver das rendas do estado, merece mais e melhor que ser assistido por um manifesto caso de insucesso escolar.

Comments

  1. vitorcunha says:

    Obrigado, João José. Foi pedagógico.

  2. nightwishpt says:

    Onde é que o coiso vai arranjar esta gente? Parece um íman para o pior dos betinhos que nunca tiveram que trabalhar na vida.

Trackbacks

  1. […] desta dama: do cálculo de propriedades à História, passando pela demografia e terminando em gráficos que saltitam da Matemática e das Ciências Sociais para o desenho livre com a mesma velocidade que […]

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