Em Alfena, realizaram-se Conselhos de Turma sem todos os professores presentes?

Pelos vistos, o Governo e os seus Directores de Agrupamento estão dispostos a fazer tudo para que os resultados das avaliações sejam publicados, mesmo com greve dos professores.
Na Escola E B 2 3 de Alfena, os alunos já começaram a receber, com uma celeridade impressionante e invulgar, as notas relativas ao 3.º Período. Num acto de ilegalidade, as notas das turmas foram publicadas com um espaço em branco na disciplina de Inglês. Ou seja, o professor da disciplina terá feito greve mas as restantes notas foram dadas. E o Conselho de Turma realizou-se na mesma.
A verdade é que, se o professor faltou por estar em greve, tudo isto é absolutamente ilegal por uma razão simples – a reunião não existiu porque faltava uma pessoa, logo, tudo o que de lá resultou foi ilegal, ou antes, nem sequer tem existência formal.
Se foi isto que aconteceu, repito, tem de ser levado até às últimas consequências.

Adenda: Na caixa de comentários deste post, a directora do Agrupamento de Escolas de Alfena, Felisbina Neves, garante que os Conselhos de Turma não se realizaram por motivo de greve. Uma docente do mesmo Agrupamento garante o mesmo. E se garantem só posso acreditar que realmente esses Conselhos de Turma não se realizaram e pedir desculpa por ter partido de um princípio errado.
Mas a verdade é que, desde pelo menos hoje à tarde, os alunos do Agrupamento têm acesso às suas notas do 3.º Período, como o comprova o print que fiz (e que omito para não revelar o aluno em causa) e que conservo na minha posse. Não é meu costume inventar notícias e mentiras – aliás, no próprio post tive o cuidado de escrever «se foi isto que aconteceu».
Ora, se não foi isto que aconteceu – realizar-se um Conselho de Turma sem o professor de Inglês presente – o que é que aconteceu? Por que é que os alunos estão a receber as suas notas do 3.º Período? Quem deu aquelas notas? Aquelas notas correspondem às notas que vão ser dadas? Quem se responsabiliza por dar aos alunos informações erradas? Quem responde perante os alunos se as notas afinal forem inferiores?

Comments

  1. Ana Monteiro says:

    Sou professora do quadro do Agrupamento das Escolas de Alfena e considero lamentável a divulgação de notícias falsas. De facto em Alfena não se realizou, até ao momento, qualquer reunião de avaliação. Procedeu-se, como outra coisa não seria de esperar, ao cumprimento da lei: falta um professor por motivo imprevisto e a reunião é adiada. As reuniões são realizadas na escola secundária, nem sequer na EB 2,3. Os falsos testemunhos são indignos, divulgá-los é um disparate!


  2. Perfeitamente de acordo. A questão é que o Gov,. e o ministério vão fazer a coisa ferver em banho Maria e ninguém vai ser penalizado “afinal a direção apenas se revelou preocupada com os alunos que, sem as classificações podiam ser traumatizadas pelo estress…”!

  3. nascimento says:

    No dia 15 a malta vai comemorar o dia do zarolho!!!? É que em relação à poesia,hoje foi um dia muito triste….mas isso não deve preocupar os profss…


  4. Em Alfena não se realizou um único conselho de turma. A notícia é, portanto, falsa. Caso não seja retirada ou corrigida, o agrupamento de escolas de Alfena acionará os meios legais de forma a apurar responsabilidades.
    Cumprimentos
    Felisbina Neves
    Diretora do Agrupamento de Escolas de Alfena

  5. Ricardo Santos Pinto says:

    Ana Monteiro e Directora Felismina, se me dizem que não houve Conselhos de Turma, acredito. Mas garanto-lhes que vi hoje à tarde, através do sistema GIAE, as notas do 3.º período de um aluno do agrupamento. Estavam lançadas as notas a todas as disciplinas, excepto à disciplina de Inglês.


    • só pode ser por lapso informático. Não se realizaram conselhos de turma.
      Felisbina Neves


    • Porque também vi um print de uma ficha de avaliação, onde faltam duas notas e já existe nota final a uma disciplina com exame, só posso concluir que as notas propostas pelos professores estão ao alcance dos alunos e EE.
      Ainda é pior do que aquilo que é denunciado, uma vez que se viola a confidencialidade de um Conselho de Turma.
      Se um software permite isto, anda mesmo tudo maluco.

    • Helena Leote says:

      Caro Ricardo Santos Pinto!

      Houve tanto conselhos de turma, no agrupamento visado, quanto a diretora do mesmo se chama «Felismina”… (corrijo: «Drª Felisbina»… Não gosto de irrealidades, sabe? De acordo com Gustave Flaubert «Deus mora nos detalhes»…. Atenção aos mesmos!
      Helena Leote

  6. sulfur says:

    os conselhos de turma não deviam ser necessários porque quem tem competencia para avaliar o aluno na sua disciplina é o professor dessa disciplina.
    esse professor podia lançar as notas da sua disciplina sem ser preciso um conselho de turma.
    o conselho de turma é um arcaismo.

    • Jorge de Magalhães Ribeiro says:

      nota-se a ignorância de daqueles que opinam sem conhecimento de causa…O silêncio dos sábios sempre foi enaltecido…que fará daqueles que nada sabem do assunto e se permitem julgar. A avaliação é continua e integral do aluno, vertical e horizontalmente…(será que compreende???)
      (Só quem desconhece a riqueza e a importância da avaliação realizada num Conselho de Turma pode fazer destas afirmações…)
      Este blog vai de mal a pior….

  7. Helena Leote says:

    Caro administrador,

    Por acaso deu-se ao trabalho de apurar a data desse conselho de turma? É que é muito fácil aceder às notas dos alunos dos dois períodos precedentes na página de qualquer escola/agrupamento. Também há documentos de trabalho do diretor de turma, que se preparam no “programa de alunos”…. ouviu falar, certamente… Qualquer erro informático poder-lhe-ia permitir o acesso a tais informações… publicá-las, isso sim, seria uma ilegalidade. Fique a saber que neste agrupamento pautamos a nossa atuação por extrema solidariedade e, em especial, pelo rigor, pela responsabilidade e pelo cumprimento da lei. A diretora deste agrupamento é uma pessoa idónea, não a venha, pois, denegrir (nem ao agrupamento que a mesma preside) em praça pública. Primeiro comprove as datas (ora destape lá a turma e o ano e visite o nosso calendário de reuniões para este período); depois, predisponha-se a postar verdades/realidades e não virtualidades.
    Bem, neste caso, o que aconteceu foi mesmo “aventar”… ou o recurso à sua parónima “inventar”… mal informado, meu caro, muito mal informado!
    Helena Leote


    • Nem leu a adenda do post, pois não, Helena?
      Já assumi o meu erro, o mais natural agora seria o agrupamento assumir o seu.
      Desculpe que lhe diga, mas não é nada natural um aluno aceder à sua conta durante o fim-de-semana e aparecerem-lhe lá as notas do 3º Período que ainda não foram dadas.
      Também sou professor e também lanço níveis provisórios antes da realização das reuniões. A diferença é que eles não são publicados. E se forem, é porque alguém fez asneira.
      Destapar a turma? Qual é o interesse de saber o nome do aluno?

      • Jorge de Magalhães Ribeiro says:

        Se matar alguém…parece-lhe que o tribunal vai aceitar argumentos deste????
        Esta´a conseguir pela negativa…aquilo que não conseguiu pela via normal de cidadania e seriedade….eu aceder ao seu blog…
        Feche-o e promova um bom serviço à comunidade Educativa do Agruapmento que quer achincalhar!!!!
        Jorge Ribeiro

      • Helena Leote says:

        Ricardo Ferreira Pinto e Ricardo Santos Pinto são, então, a mesma pessoa? Não sabia…. Concluo, pois, que “Santos” de postagens também não fazem milagres, daí a assunção de “mea culpa”. A imagem postada (retirada do GIAE) é punível por lei; não se divulgam documentos deste teor. A atitude de quem lhe fez chegar a notícia também o é, porque agiu de má fé e não se pode acreditar em tudo quanto vem à rede (“net”)… isso não será “fishing”? É que aceder a estes dados num fim de semana e divulgá-los no Dia de Camões parece-me indiciador de que “outro valor mais alto se alevanta”. Quem o fez pretendeu atingir diretamente este agrupamento na pessoa da sua diretora, o que mostra tratar-se de (e porque a publicação data de 10 de junho… prossigo…) «um bicho da terra tão pequeno».
        «Num acto de ilegalidade, as notas das turmas foram publicadas…» (cito-o) mas um aluno foi em busca delas no tal fim de semana, segundo nos esclarece… então, e publicá-las neste espaço…É o quê? «Legal» (na aceção brasileira do termo e não só…)…
        O senhor, uma vez que também é professor, coloca umas questões no último parágrafo da sua adenda que só poderão ser de retórica, de outro modo seriam escusadas devido à profissão que exerce e ao conhecimento que possui destes meandros. Quanto ao interesse em “destapar” a turma… não é nenhum, tal como o de noticiar este erro informático…
        Matéria arquivada/impressa…
        União, luta e… greve! Pelo justo, pelos nossos direitos… SEMPRE!
        Helena Leote


        • Helena, hoje sou eu que digo: é isso que a colega ensina aos seus alunos? não assumir um erro e cuspir sobre os outros a ver se passa?

          • Helena Leote says:

            Não ensino tiro ao alvo, Cardoso. Citando-o, numa resposta a outro mais adiante: «ilegal, e não é pouco, foi a divulgação de propostas de notas como sendo notas.»… não foi isso que o administrador deste espaço fez? Eu imprimi a página e é isso que vejo: publicação de um “print” a justificar de onde veio a culpa do que se postou. Episódio encerrado. Ah, é verdade! Tenho de assumir um erro: lê-los e, mais grave ainda, dar-me ao trabalho de lhes responder.
            Em greve!

  8. Jorge de Magalhães Ribeiro says:

    O EMBUSTE, a MENTIRA e a BAIXEZA de alguns poucos que atiram as pedras e escondem a mão, não passando de covardes sociais cuja mesquinhês da sua insignificância não os deixa serem pessoas de bem e abertas ao dialogo franco e cara a cara…, na esperança de alcançarem fins que democráticamente e às claras não lhes são permitidos!!!! e avaliar pelo seu comportamento mentecapto …muito bem negados…julgo que as aspirações deste tipo de gente devem passar, primeiro, pela sua formação cívica e democrática!!!

    Permitem-se lançar notícias como a que se seguem…e quem as divulgou reprovo de igual forma, pois deveria confirmar primeiro a veracidade dos conteúdos de que é responsável e que assina…assim como verificar a idoneidade dos que lhes fornecem esses conteúdos…ou seja como estes:

    “Em Alfena, realizaram-se Conselhos de Turma sem todos os professores presentessem todos os professores presentes?”

    Eu sou professor do referido Agrupamento e posso informar que é total mentira a afirmação acima…nenhuma reunião de avaliação se realizou.

    PS: Deixem-se de ser baixos e procurar protagonismo com atitudes destas, espero que sejam apurados os autores e processados à medida das suas atitudes.
    Jorge de Magalhães Ribeiro – Professor dop Agrupamento de Escolas de Alfena

  9. Fernanda Amaro says:

    Assim está a nossa classe TÃO SOLIDÁRIA!
    Caro colega, seja mais rigoroso e cuidadoso na publicação das informações. Cumpre-me informá-lo que as suas declarações por serem falsas e infundadas são um atentado ao bom nome da nossa escola e de todos os professores que a representam. Como professora da Escola E. B. 2/3 de Alfena sinto-me profundamente indignada por um colega de carreira usar o seu blogue de forma tão leviana.


  10. A vergonha da minha profissão é isto: tentar encobrir a incompetência (que neste caso começa em quem adquire um software que permite um disparate destes) com muito fumo, muita areia para os olhos, sem quererem assumir que alguém errou e não foi pouco.


    • Não, a vergonha é vasculhar a menor falha dos colegas para usá-la numa luta politico partidária nojenta. É o que fazem vocês os 2. Mostraram aonde estão as vossas primeiras lealdades e não é com os colegas professores, é com os vossos partidos.


      • Partidos? eu e o Ricardo? a iliteracia, para usar o anglicismo, é mesmo uma chatice.


        • Ideologia, então. Seja como for mostraram que não são colegas leais em quem se possa confiar, não hesitaram em acusar injustamente. Mostraram que andam à procura da mínima falha de um colega para o apunhalarem pelas costas e usarem isso na vossa luta ideológica. Mostraram a lama de que são feitos.


          • Deixa lá a tua propaganda parva anti-greve, ou queres que eu te cite aqui nos teus disparates habituais, nomeadamente contra a função pública? e sai muito envergonhadinho, porque eu não hesito em denunciar uma ilegalidade grave cometida por um colega, uma vez que contrarie o que justifica o meu salário: o serviço público, coisa que um trabalhador do privado nunca faria porque o seu emprego estaria em causa.
            Mas nem é o caso: o erro humano existe, mas a maior responsabilidade é da empresa que fez o software, mais uma a mamar do estado que decidiu privatizar o que estava a fazer bem.


          • Não é propaganda anti greve. Apenas repúdio a pressa em atirar lama, repúdio darem prioridade às lutas ideológicas sobre a lealdade com os colegas, repúdio a forma vergonhosa como caiem sobre os colegas como abutres mal eles cometem a menor falha se isso for conveniente aos vossos interesses. Não gosto de fanatismos e vocês são um par de fanáticos sem escrúpulos que não hesitam em atacar colegas quando isso vos é conveniente.
            Foi cometido um pequeno erro, devido a uma falha informática, mas vocês na vossa ânsia fanática cometeram uma ilegalidade.


          • Ilegal, e não é pouco, foi a divulgação de propostas de notas como sendo notas.
            Essa de nós sermos os fanáticos, vinda de quem vem, teve tanta graça como o Gaspar a culpar a chuva pela falta de investimento.

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