Quando a Europa salva os bancos, quem paga?

Documentário do canal Arte com Harald Schumann, jornalista de investigação num diário berlinense, demonstrando quem foram os beneficiários dos resgates bancários na Europa; não foram os países, nem sequer os cidadãos que, com os seus impostos, pagam estes resgates.

Documentário extremamente sóbrio e objectivo, contêm entrevistas a vários ministros das finanças europeus (incluindo o alemão), ex-administradores de bancos, a activistas, etc. Mostra quem realmente beneficiou dos resgates e demonstra as profundas consequências destes resgates.

Toda esta informação não é novidade. Interroguemo-nos sobre os motivos de, sendo conhecida e estando bem documentada, não fazer todos os dias as primeiras páginas dos jornais. Desde o inicio da crise que é evidente o que se está a passar, pelo menos para quem acompanha estes assuntos. Em 2010 falávamos disto mesmo aqui no Aventar. Os próprios conselheiros da Sra. Merkel admitem em público que os resgates dos bancos dos países em dificuldades servem para salvar os próprios bancos alemães.

A legendagem foi feita por vários autores e leitores do Aventar. Se encontrar erros não hesite em contactar-nos.

Comments


  1. Deixem-me brincar – e eu que estive nos anos 80 para casar com um banqueiro !! ??? mas que parvalhona ?? novo e bonito, mas um dia estava já tão farta que à porta de casa quase comecei aos gritos, eu que nem gritar sei, e como ainda vivia com meu irmão que chegou mesmo durante a cena – lá me livrou do senhor – ai que ignorante que eu era – pois é, mas não se pode voltar atrás e que jeito me daria agora – mas continuo a não ser capaz de me rir da situação – nem dessa nem d’agora – para rir tenho de fazer um bocado de teatro – e faço – mas cansa-me – agora não teria assim de alimentar “bancos nem banqueiros” – Estou sempre do lado errado – Até há dias deixei sem avisar o grupinho pró-político do Bairro que tanto trabalho me deu e só disse a uma vizinha amiga do grupo ao que respondeu – mas celeste são só dois que te fazem maldades mas nós somos 18 e gostamos de ti – Fiz-lhe a vontade e na 6ª feira lá fui a mais uma reunião e o cabeça de lista lá ficou eleito – mas não vou fazer jeito a ninguém – na 6ª feira na AG da junta só faltou pancada (já tinha havido uma AG com porrada e tudo e polícia) e na 6ª aguentei até ao fim para ver até que ponto a “política” enlouquece – berravam todos – nunca vi nada tão feio e vim embora decididamente – isto não é para mim – por acaso 2 pelo menos, carros de polícia, estavam à porta – Ainda fui e reunião do grupo na nossa sede que é ao lado e foi, ainda, pior do que as que foram más pois que à medida que se aproximavam as eleições era deprimentes – Agora é que já não quero aguentar – isto é política ?? são políticos ?? Ainda não vi nenhum com “escrito no nariz” mas por este andar é o que falta e, por “escrito”, recordo que há anos um prof meu de de química agrícola que morava em andar do meu prédio, todas as 2ª feiras tinha a focinheira cheia de “escritos” – coitado – mas ao menos jogava rugby e o seu grupo dava “coças” ao benfica – acabaram as minhas “núpcias” políticas – e eu que andava tão entusiasmada e trabalhei que nem um cão – parvalhona – sempre fui um bocado para o parvo a fazer voluntariado

  2. Jasmin says:

    Parabéns pela traducao e muito obrigada – este vídeo pode mesmo “salvar muitas vidas”! Será que também há uma versao em inglês e espanhol? (seria bom!)
    Estou a enviar este link a todos os tugas, franceses, alemaes, austríacos, espanhóis, turcos,… que conheco, Todos os europeus devem ser informados sobre o modo ultrajante como os nossos governantes na UE nos tratam, ou melhor, nos mentem. Os povos alemäo, austríaco, etc ainda näo sabem mas eles säo os seguintes a pagar a factura. Há que divulgar este vídeo o mais possível, por 2 motivos: 1) manter a Europa unida ainda que os nossos governantes nos estejam a dividir porque eles próprios se venderam aos norte-americanos. Sem uma Europa unida näo temos qualquer chance contra os EUA ou China 2) evitar o que infelizmente já está acontecer: os partidos de extrema direita estäo a ganhar cada vez mais eleitores. Em Portugal, somos moderados, mas na Europa Central e do Norte, estes partidos säo altamente agressivos. Os placards publicitários do partido de extrema direita em Viena, Áustria, säo um exemplo puro de rassismo: “Viena näo é Instambul” ou “Viena para os verdadeiros vienenses”.

  3. Pedro says:

    Só pude ver ainda metade do documentário e acho um crime fazerem todo um povo pagar pelos erros de umas quantas instituições cujo trabalho, feito competentemente, deveria ser saber lidar com o risco nas operações financeiras e imobiliárias.

    O caso português não me parece só, ou tanto, um problema do imobiliário – ou seja, de promotores que tiveram mais olhos que barriga e que encontraram bancos ávidos em os financiar. Também os houve com certeza mas no caso português, de certo modo o “promotor” que contraiu dívida foi o Estado (em várias áreas, umas boas para combater desigualdades sociais outras nem tanto como os contratos danosos com a EDP e as concessionárias de auto-estradas) quando obteve financiamento a taxas de juro baixas com a entrada do Euro. Aqui não é tanto uma questão de PS ou PSD: têm ambos responsabilidades. O dinheiro provinha de bancos alemães e franceses e, certamente também de bancos portugueses que beneficiaram de injeções de capital tal como na Irlanda a maior escala (64 mil M€ parece-me de um resgate de 70 mil M€). Cá o resgate foi de 78 mil M€ sendo a maior parte contraído pelo Estado. Na Irlanda, o resgate é flagrantemente injusto o Estado assumiu a dívida e repercute os sacrifícios para a pagar aos seus cidadãos

    No fundo, o caso BPN não difere nada disso. O Estado já lá perdeu 7 mil M€, valor superior ao orçamentado para fazer as 30 obras públicas consideradas prioritárias no País (5 mil M€). É caso para nos perguntarmos o quanto melhor não seria a nossa vida se tivéssemos governantes competentes e honestos…?

Trackbacks


  1. […] Nós, portugueses e restantes povos do Sul (a que se acrescentam os irlandeses), somos os seus enteados: burros que nem portas, que aceitam todas essas culpas e culpabilizações, enquanto os alemães e os franceses nos censuram, acusando-nos de sermos esbanjadores, preguiçosos, irresponsáveis, como crianças que se recusassem a crescer, e muito embora o dinheiro que hoje falta para financiar a nossa soberania e independência se tenha essencialmente perdido na corrupção mais abjecta. Uma sorte para os alemães e para os franceses, como bem explicou Harald Schumann. […]


  2. […] César das Neves descobriu o capitalismo de compadres. Só lhe falta perceber o capitalismo. […]


  3. […] veio a Portugal filmar a nossa miséria e entrevistar pessoas para o seu novo documentário. O governo não aceitou falar com ele. Em Outubro passado o Aventar legendou o seu primeiro filme. […]


  4. […] recomendado a quem acredita na propaganda do governo. Um trabalho de  Harald Schumman (autor de Quando a Europa salva os bancos, quem paga?, que também já legendámos) aqui em segunda versão, com correcções nas legendas e melhor qualidade de vídeo que a […]

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