Maria Helena Loureiro

Ao fundo da minha rua há uma outra rua e nessa rua há pensões que já foram mal afamadas e que agora passaram a sérias, com anúncio nos roteiros turísticos e tudo.
Hoje de manhã, quando ia para a paragem do autocarro, vejo quatro mulheres a sair de uma delas, em conversa muito agitada. Estavam vestidas de peregrinas, fatos de treino, coletes refletores, bonés, mochilas e a pronúncia do norte profundo.
“… e o bandalho deixou que a pobrezinha fosse pró hospital tirar o peitinho e amigou-se cua badalhoca, a porca, a ganda puta…”
Abrando o passo e olho, imagino, com o queixo caído.
“Ó! O qué que foi? Nunca viste?!
Fujo a sete pés de tanta fé, amor e caridade…






Um peregrino procura algo. Às vezes a própria fé, ou o amor ou a caridade, com o perdão da redundância. Um peregrino nunca é perfeito. Se o fosse não precisava de peregrinar.
Quanto ao seu post, se o ler com a pronúncia do norte profundo verificará que não há assim tanta falta de caridade na frase. Afinal sempre demonstram solidariedade com os abandonados, o que é uma forma de caridade.
…é preciso ter sempre a mente aberta, certo?
Entretanto permitam deixar como sugestão a nossa página onde poderão encontrar Capas para livros, em tecido, próprias para quem ama os seus livros.
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Obg e cont de boas leituras
“O NORTE PROFUNDO” !!!!
No sul profundo as peregrinas discutem cromodinâmica quântica durante a peregrinação !!!!!
Como diria o “Bitor Fuscas” : -” Deus Nosso Senhor é pai de cada caralho !!!!!!!