Einstein a mostrar a língua

E a TSF a mostrar o estado actual da adopção do Acordo Ortográfico de 1990 em Portugal:

A fotografia é uma arte, mas não são necessariamente as obras de arte mais belas que se tornam as mais famosas, mas sim aquelas que registam fatos

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Exactamente: fatos.

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Sim, em Portugal.

Albert Einstein sticks his tongue out to photographers in 1951

© Arthur Sasse/ AFP (http://bit.ly/1nr6nXc)

Pelo meu relógio são horas de votar

Mas é tão bom ficar em casa a repetir que são todos o mesmo. A insistir que é tudo do mesmo saco. A proclamar que não vale a pena. A chorar o rendimento perdido, os direitos arrasados, o desemprego assegurado, a emigração forçada.

Sempre é melhor que falecer, pois claro.

Opções anais

Se correr em redor de uma árvore a 300 quilómetros por segundo, conseguirá sodomizar-se a si próprio. Se não estiver em forma, no dia 25 poderá votar CDS-PSD e conseguirá o mesmo resultado.

Exames de matemática (4º e 6º)

A análise mais detalhada fica para depois.

Matemática, 4º ano: Caderno 1 Caderno 2Matemática, 6º ano: Caderno 1 /Caderno 2.

A observar num novo jornal

Le Pen e o vírus ébola, um casal feliz.

Livres da lei?

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O partido do Rui Tavares, o cavalheiro que me roubou o europeu voto de há cinco anos, parece que terá de discutir com o Ministério Público, para onde a Comissão Nacional de Eleições remeteu uma participação contra o partido Livre, o semanário Expresso e o Partido Europeu dos Verdes por realização de propaganda através de publicidade comercial. Isto porque:

A contracapa da Revista era totalmente ocupada por um anúncio a um documentário intitulado “Quebrar o feitiço da crise” de Sílvia Pereira, “a partir de uma ideia de Rui Tavares”, que é o cabeça de lista do partido Livre às eleições europeias deste domingo. No canto inferior esquerdo do anúncio encontrava-se o símbolo do Partido Europeu dos Verdes.

Uma chatice, ainda haver leis que tentam impedir o poder do dinheiro nas campanhas eleitorais.

A realidade é o que lhes dá jeito que seja

Leopold-von-Sacher-Masoch

Era fatal, falamos de imprensa e da direita, mais extrema ou mais sossegada, solta-se o mantra: em Portugal a comunicação social, é tudo de esquerda.

Como lógica tem o seu quê de graça, ora vejamos: embora se desconheça (por imposição da maioria parlamentar) quem são os donos dos grupos de comunicação social em Portugal, há umas luzes. Para começar Belmiro, esse perigoso esquerdista que segundo algumas lendas começou a fortuna quando estava numa comissão de trabalhadores, o uso do vermelho na imagem corporativa do Continente não engana. Depois temos a Cofina, vejam esta listagem, meio Comité Central do PCP anda por ali. A TVI? quem não se lembra de Pais do Amaral desfilando em manifs aos gritos sincopados de 25 de Abril Sempre, SIC nunca mais. E a Imprensa, propriedade de Balsemão, fundador da ala liberal, perdão, libertina do marcelismo, um homem que nunca renegou o seu passado anti-fascista? Como não bastasse esse monopólio da esquerda, temos a presente invasão angolana, gente do MPLA, comunistas de sete ou oito costados.

– Ó meu, estás a tripar, isso não é verdade – avisa-me um bichinho verde com antenas e forma vagamente humana. [Read more…]

Profissão? Intérprete

Não é todos os dias que a minha profissão aparece nos jornais. Hoje, as intervenções de Francisco Falcão (Público) e Olga Cosmidou (The Guardian) são a excepção que confirma a regra. Há dias assim.

Ética

Pelos termos do novo Código de Ética que o Ministério da Saúde quer impor aos médicos, ficamos a saber duas coisas:

i) Que o MS tem dificuldade em distinguir a noção de ética de uma marca de batatas fritas em pacote.

ii) Que, para o actual MS, a velha censura do Estado Novo era uma instituição guardiã da ética e dos bons costumes.

Glorioso!

jesus

© AFP

O povo já não é o que era

Dom Gonçalo da Câmara Pereira, o candidato fadista do Partido Popular Monárquico, foi ontem ao Mercado do Bolhão à procura de circo. Há candidatos assim, que entendem que uma campanha eleitoral se resolve com meia dúzia de aparições chispantes entre o povo, aquele povo chocarreiro, aos berros, a cuspir vernáculo em cada frase, beijoqueiro de políticos mediáticos. O povo está para bater palmas, eternamente agradecido pelos minutos de atenção que lhe dispensem os doutores, e o Gonçalo, ao que fiquei a saber, até já apareceu a fazer depilação no programa do Goucha, o que o alça indesmentivelmente à condição de celebridade à nossa mísera escala. [Read more…]

Se eles esquecem, lembremos nós!

Santana Castilho *

No domingo voltamos às urnas para eleger os deputados de um parlamento com pouco poder para operar as mudanças, muitas, de que a Europa carece. Sendo assim no plano político-burocrático, blindado para servir os poderosos, a cidadania europeia teria uma oportunidade ímpar (utopia a minha!) para recuperar a dignidade que a ganância levou e a solidariedade desaparecida, que alimentou outrora o sonho europeu. Mas a campanha dos partidos do Governo está a ser um desolador mar de esquecimentos.

Sendo o estado social um dos princípios fundadores da ideia europeia e uma das vertentes mais abalroada pela intervenção que acabamos de sofrer, não ouvimos sobre o tema uma ideia nova, muito menos um par de soluções avançadas.

Sendo certo que está a chegar nova onda de fundos comunitários, esperava eu que a campanha servisse para os candidatos se pronunciarem sobre a forma como encaram as prioridades para os utilizar. E não se tendo dado relevância que baste aos efeitos sociais da crise e ao acentuar dos desequilíbrios entre ricos e pobres, cada vez mais estratificados nos seus mundos, julgava eu que os ia ouvir falar sobre o que se proporiam fazer, uma vez eleitos, para defenderem a coesão social em risco. [Read more…]

Confiança

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Bacalhau

“Portas é um senhor bacalhau!” – declarou Paulo Rangel, elogiando o seu parceiro de coligação, que visitara, com o ar conhecedor do costume, uma fábrica de preparação desses gadídeos (como diria o Quitério).

É enternecedor ver as formas ternas, elegantes e eloquentes que podem revestir os elogios mútuos destes grandes… portugueses.

Humanismo burocrata

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Depois do sucesso das suas mais recentes incursões pela história dos Descobrimentos, o chefe europeu dos Passos Coelhos teve outro momento de elevação intelectual, partilhado com a humanidade através da sua conta de Twitter, onde afirmou “People are just as important to me as goods and capital.”

Sossega-me saber que a direita da austeridade já nos coloca pelo menos no mesmo nível de importância que mercadorias ou capital. Mas é capaz de causar mal estar junto da malta liberal… O próximo passo será cotar-nos nos mercados internacionais. Dez milhões devem chegar para financiar as próximas fraudes bancárias dos amigos portugueses do Jean. Só a selecção nacional são logo 297 milhões de euros!

“São Horas de Matar”


“(…) intervir de uma forma eficaz (…), matar, matar, matar.
A resposta poética à crise (…)”