
… foi uma limpeza ao bolso dos portugueses.
Expor ao vento. Arejar. Segurar pelas ventas. Farejar, pressentir, suspeitar. Chegar.

… foi uma limpeza ao bolso dos portugueses.
Anunciada a “saída limpa”, espécie de Nirvana para nabos, os nossos “amigos” falaram. Não tardou que o vice-presidente da UE, qual sargento falando às mulas na parada, viesse, de sobrolho levantado, bradar ordens e instruções sobre o que o governo português tinha de fazer. O despenteado mental do eurogrupo já veio prometer-nos as penas dos infernos se não nos portarmos como eles acham que “deve ser”. O FMI exige um mini-memorando (que coisa tão querida, ’tá ver tia) com as nossas obrigações detalhadas e a garantia de controlo das nossas contas públicas nas próximas décadas.
“Estamos livres”, “é 1640”, “Portugal recuperou a independência”, dizem os governamentais papagaios. Pois é. É uma maçada. Os nossos governantes sopram sobre nós esta brisa libertadora e vem a realidade e atira merda para a ventoinha.

A geração que nos vai governar a seguir está em breve a sair das faculdades; é o caso desta estudante de Direito em Coimbra – uma talvez-futura-juíza ou mesmo presidente-da-assembleia, – Cecília Gonçalves. Ouvida pelo Público, a promissora doutora deita cá p’ra fora o que lhe vai na alma. Por exemplo…
– “(…) a praxe não é humilhação mas está presente” (está presente o quê?) (…) é normal, é aceitável, é compreensível”;
– “ao longos das nossas vidas vamos ser humilhados das mais diversas formas”;
– “um dia, num futuro emprego, o meu patrão poderá chamar-me de incompetente e eu terei de saber aceitá-lo”;
– “os nossos professores chamam-nos ignorantes e nós temos de limitarmo-nos aos silêncio”;
– “a praxe ensina-nos (…) que na vida há uma hierarquia natural e que nós vamos ter de aceitá-la”;
– “a praxe ensina-nos (…) a igualdade para com os nossos semelhantes caloiros e a desigualdade perante o superior“;
– “Todos os anos morrem pessoas afogadas em rios (…) e até nas suas banheiras”;
– “Eles morreram na sequência de uma onda e não no ritual de praxe porque embora estivessem numa actividade praxista, podiam não o estar e morrerem na mesma”;
– “A praxe envolve humilhação, envolve gritos, envolve estar de quatro (…)”;
Posto isto, pergunto-me duas coisas: o que ensinaram a esta gente nas escolas secundárias? Há ainda gente sana e razoável no ensino superior ou são todos assim?
Gostava imenso de saber o que é que andam a dar a comer e beber a este pessoal todo, lá pelos sítios por onde pastam, que os traz assim tão desligados da realidade. Será ácido?
Seria quase de ter pena deles, não fosse sabermos exactamente como é, e em que é que sempre acaba.
O que quer que seja, parece afectar-lhes a competência linguística também. É que há sempre uma qualquer disparidadezinha, quando o ‘tweet’ em português aparece…
É que um “clean exit adjustment programme” é um ‘programa de ajuste para uma saída limpa’. Ao invés, um “adjustment programme clean exit” é ‘uma saída limpa do programa de ajustamento’. Tudo uma questão de sintaxe, é claro. E nada mais do que preciosismos meus, evidentemente.
Abençoai a alegria de quem, apesar do abismo que nos rodeia, encontra motivos para sorrir. Abençoai o meu vizinho que, mau grado estar desempregado e em dificuldade, se apaixonou e não consegue esconder o jubilo. Abençoai os amigos que ficam felizes porque viram o roubo das suas pensões reduzido e, se descontaram toda a vida honradamente, não lhe invejeis a quantia que recebem só porque é mais elevada que a vossa; a inveja é um veneno na nossa vida. Abençoai até os nossos amigos benfiquistas que festejam alegremente embora muitas das suas vidas estejam submersas no escuro do drama. Abençoai aqueles que foram hoje brincar para as praias já que, vendo bem as coisas, a maior parte deles vive a uma distância gratuita do mar. Abençoai os que, no calor da luta, se encontraram fraternalmente nas manifestações de Abril e Maio e trocaram sorrisos pela felicidade de estarem juntos. As melhores coisas da vida são, realmente, gratuitas e malditos sejam os que nos ensinaram o dever da tristeza e lançaram o anátema sobre o direito à felicidade como se esta fosse um pecado ou, pior ainda, um erro. Não precisamos de nos alienar na alegria para a provar. Podemos olhar a beleza da paisagem sem esquecer de que dela faz parte um abismo. Afinal o símbolo da nossa liberdade é uma flor. E uma arma. Destas coisas me lembrei quando, há pouco, caminhava à beira mar contemplando um glorioso pôr do sol. Se estou a desvairar, só me resta pedir a vossa indulgência e, talvez, a vossa bênção.
O que é um programa cautelar? Ninguém sabe ao certo. É possível que um programa cautelar seja apenas uma fabricação propagandística para nos (tentar) assustar, só para que depois se possa anunciar uma saída “limpa” de forma triunfante. Aparentemente a única possível. Há já muitos dias, talvez até semanas, toda a gente sabia que haveria a tal saída “limpa”. Até o Financial Times o garantiu há 4 dias. Quem tinha dúvidas que atire a primeira pedra.
Este tipo de anúncio dramático é comum no discurso “novilinguístico” do governo. Anuncia, por exemplo, um aumento de um determinado imposto de X para depois nos dizer que, após duras negociações e graças à acção determinante e corajosa do governo, foi possível reduzir 0,5% ou mesmo 0,25% do suposto X inicial, quando o mais certo é que o valor pretendido pelo governo/Troika fosse o já descontado. Então afinal, qual foi então a novidade?

Um longo monólogo, com muitos gestos e fundo musical E o colega com bichinhos carpinteiros. As perguntas que já não se fazem, colocam-se. Uma confusão de pessoas e de nomes. No afã de interromper e de falar por cima, quase saía um cinquenta por cento, em vez de trinta.

Segundo EUA e Israel, o Irão está militarmente obliterado. Na realidade, há mísseis iranianos a atingir localidades de Israel (que tem das melhores defesas aéreas do mundo), além da península arábica.
Falta pouco para Trump dizer que acaba esta guerra com um telefonema.
Subida exponencial do preço do petróleo, aumento da inflação e das taxas de juro, perda de poder de compra, perigo de incumprimento nos créditos bancários, tudo em ambiente de forte especulação e de bolha imobiliária. Onde é que eu já vi isto?!
diz Santana Lopes. Pois. Mas só uma pessoa escreveu «agora “facto” é igual a fato (de roupa)». Uma.
Vinícius Jr. “incluiu a Seleção Nacional no lote de favoritos à conquista do Mundial 2026“. Lembrete: ‘selecção’ ≠ ‘seleção’.
Efectivamente, no Expresso: “Enfermeiro nomeado para coordenador da Estrutura de Missão para as Energias Renováveis deixou o cargo quatro dias depois da nomeação ter sido publicada“.
É possível lermos, num artigo de Jorge Pinto, “um partido que defende a política assente na ciência e nos dados” e a indicação “O autor escreve segundo o acordo ortográfico de 1990“? É.
“uma constatação de factos“. Factos? Com /k/? Estranho. Então e o “agora facto é igual a fato (de roupa)“?
“o nosso sentimento e as nossas condolências para com as famílias daqueles que não evitaram a trágica consequência de perder a vida”. Sacanas das pessoas, culpadas de não terem evitado morrer.
Não é Trump always *chicken out (00:31). O verbo é to chicken out, conjugado na terceira pessoa do singular (presente do indicativo), logo, aquele s faz imensa falta. Oh yeah!
Por lá, pó branco, só se for gelo. Como sabemos, o combate à droga é a motivação destas movimentações. A libertação de Hernández foi uma armadilha extremamente inteligente para apanhar os barões da droga desprevenidos.
Oferecer um calendário ou uma agenda a Mourinho. O jogo é na terça…

« Mais vous avez tout à fait raison, monsieur le Premier ministre ! » (1988). Mas, prontos. Voilà. Efectivamente.
Existe uma semelhança entre as pianadas do Lennon no Something e do Tommy Lee no Home Sweet Home.
Moreira, mandatário de Mendes, admite que avanço de Cotrim o levou a não ser candidato a Belém. Júdice, mandatário de Cotrim, votará Seguro na segunda volta.
O “cartel da banca” termina com um perdão de 225 milhões de euros aos 11 bancos acusados de conluio pelo Tribunal da Concorrência. Nada temam!
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