Até a águia Vitória já teve propostas

Exactamente. A Vitória. Gloriosos! Lamento imenso. Para o ano há mais.

Um Marinho incomoda muito mais

Isto da análise política feita por militantes partidários, tem coisas engraçadas.
Muito se fala em cidadania, da participação de cidadãos na política livres de militâncias e coisa e tal.
Mas, do rescaldo das eleições europeias, conclui-se com facilidade: se um cidadão incomoda muita gente, um Marinho incomoda muito mais…

provocação barata de um sportinguista

Vieira afirma que ainda falta construir um lar para os antigos jogadores do Benfica – interrogo-me se o Estádio da Luz já não o foi para tantas centenas que por lá passaram em vida activa…

Qual é a pressa?

É nos jogos palacianos que claramente se demonstra que primeiro está o partido, ilustrando igualmente como é que  alguém chega a primeiro-ministro. Democracia? Está bem, está.

mentiras que passam por verdades

“o canal do Benfica tem 30 milhões de receitas” – Luis Filipe Vieira à RTP.

40 anos

Há 40 anos foi criado o salário mínimo nacional. 3300 escudos. ao almoço, o meu excelso avô José Ferreira Rodrigues, marxista dos 7 costados diz-me: 40 anos passaram e a esmola nem para a bucha continua a dar. verdades universais.

Polícia para o trânsito para patos atravessarem

Assim seria o título desta notícia, se o Acordo Ortográfico de 1990 fosse de facto adoptado. Contudo, como não é adoptado, temos “Polícia pára o trânsito para patos atravessarem”. Sim, é a tal “apreensão da lógica e da substância“. Efectivamente.

Depois de descobrir as diferenças entre A e B, responda sff à seguinte pergunta: o Acordo Ortográfico de 1990 serve exactamente para quê?

pato

 

1, 2, 3 repita lá outra vez

4,5,6 são só mé duzia de réis. O BES, o banco de todos os regimes, o antigo banco do teso do Salgado, uma das bocas que pediu o resgate a Bretton Woods, uma das bocas que evitou a todo o custo mamar da teta da recapitalização (não interessava muito ter o estado como accionista e ter que comprar dívida portuguesa assim que o país pudesse ir aos mercados) nem que para isso tivesse que ir várias vezes aos mercados financiar-se a curto prazo com juros de 14% (sim, 14%), o tal banco que tinha um dos seus administradores interessadíssimo em saber (dos freelancers entalados na governação) certas informações sobre a possível privatização da HPP (ramo da CGD no sector da saúde), está falido? Is Broken?

Não pagamos, dizem eles

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Na Suiça há €24 mil milhões não declarados, fugidos de Portugal. Nós pagamos.

de seguro morreu o velho

o partido socialista cumpriu hoje a sua tradição histórica\catarse enquanto titular do papel de maior partido da oposição. enquanto oposição, os líderes socialistas portugueses têm o estranho hábito de largar o primeiro boneco que têm à mão nos primeiros 3 anos de legislatura, deixá-lo afundar com o partido e intervir a 1 ano das legislativas, lançando aquele que realmente será o próximo primeiro-ministro. bailado protagonizado entre Costa e Seguro nas vésperas do último congresso socialista e a paz podre mantida no mesmo, culminada na histórica votação albanesa que acalmou e aclamou o inseguro (e in-sonso) tozé, conhece agora o seu verdadeiro significado.

Costa precisava de tempo. tempo para vencer a Câmara Municipal de Lisboa. tempo para fortalecer a sua posição num dos maiores cadernos eleitorais do país. Costa sabia a milhas que a re-eleição na CML estava garantida. contudo, Costa queria certificar-se do número exacto de votos que conseguiria alcançar em Lisboa. Costa tratou de negociar com Seguro: “Tozé, sabes perfeitamente que mexendo os meus peões mando-te abaixo num instante. Sei bem que és o líder da máquina e que dominas uma parte significante das concelhias, mas, politicamente, não tens carisma, não sabes ler nas entrelinhas e tão pouco percebes de timings de actuação política. Ficas à condição até às europeias” – assertivo é afirmar que a pressa era afinal de contas muita. assim como a pressão. [Read more…]

O dia em que Seguro passou ao lado…

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Os resultados de domingo já o anteviam. O anúncio de hoje de António Costa serve como certeza. Aconteça o que acontecer no PS, António José Seguro já não será o próximo Primeiro-ministro de Portugal.

Mesmo que o aparelho segure o Seguro, aos olhos do eleitorado este deixou de ser confiável. Se nem segura o próprio partido, como raio consegue Seguro segurar o país em mares tão revoltos como estes?

 

(foto do Público)

 

O PS dá à costa

Ponte 25 Abril - bóia de salvação

Depois do naufrágio, o fundador do PS deve ter puxado orelhas mais em privado que em público, e António Costa vai empurrar António José Seguro borda fora, ou é suposto.

Não tenho expectativas de que isso vá mudar grande coisa no PS, excepto o óbvio: António Costa pode vencer eleições, Seguro no máximo seria ministro de Passos Coelho.

Há diferenças? há, principalmente porque no Domingo, muito embora ande toda a comunicação social a fingir que não viu, pela primeira vez  (ou quase, esqueçamos o PRD) o dito arco da governação soltou-se nos 60%. Não foi a hecatombe do estado espanhol, mas o tripartidarismo agoniza, há que enterrá-lo.

Um PSeguro sem maioria (admitindo que ficasse em primeiro) estacionaria o Clio do Assis na direita. Um Costa, não sei. Sei que no estado a que chegámos a urgência é afogar um governo criminoso. E que para isso há que reforçar a esquerda, e que estas eleições também demonstraram que assim não vamos lá, mas já faltou mais (é somar os votos dos partidos à esquerda). Infelizmente também sei que as capelinhas se colocam acima do interesse geral. É pena. Essa sim, era a bóia de salvação.

Imagem encontrada num sonho.

Foi há 20 anos, recordam-se?…

Nas eleições legislativas de 1991, o PSD obteve mais de 50% dos votos, contra 29% do PS, que lhe permitiram governar confortavelmente até 1995. Nas europeias de 1994, sentia-se no ar o fim do cavaquismo, o PS liderado por António Guterres que sucedera a Vítor Constâncio, capitalizava a esperança dos descontentes, não faltando então quem lhe exigisse uma vitória clara, capaz de catapultar o partido para a vitória nas legislativas em 1995. O PS elegeu então 10 deputados, conquistando 34,87% dos votos, contra os 9 deputados eleitos pelo PSD com 34,39%. Convém relembrar que na altura Portugal elegia 25 eurodeputados, os restantes 6 ficaram equitativamente distribuídos entre CDS/PP e PCP/PEV, o primeiro acima dos 12%, o PCP acima dos 11%.Vitória de Pirro, o PSD seria capaz de dar a volta à situação recorrendo a políticas mais ou menos eleitoralistas, etc… À época também se exigiu a demissão de Guterres, com ele o PS não ía lá. Acabou a vencer de forma clara em 1995 e quase conseguia uma maioria em 1999. Depois veio o pântano numa noite de hecatombe autárquica, mas isso é outra história e todos os ciclos políticos têm o seu final. Ao contrário de alguns autores aqui do blogue, eu não apressaria já o enterro político de António José Seguro.

Pum! Pum! abriu a caça ao Marinho

marinho pinto

Era fatal: quando alguém corre por fora e vence, leva. O António Marinho Pinto é, desde que surgiu nas sondagens como elegível, o alvo do tiro ao boneco.

Quem te mandou ter votos, pá? que ideia horrível, essa de ter alugado um partido pequeno e conseguido furar o sistema partidário, tão cioso da exclusividade das suas lideranças centralizadas. Que chatice, aparecer um tipo com um discurso rebelde, denunciador da corrupção instituída, da partidocracia dominante, que guarda para si não só o poder como o direito a ser sua oposição.

Como centenas de conterrâneos, conheço o Marinho da Anop há uns bons 30 anos. Desde as noitadas na Clep a uma experiência profissional que dificilmente poderia ter corrido pior para ambos. Posso enumerar os defeitos, alguns gritantes, começando num narcisismo antológico, mas também lhe conheço as qualidades, humanas e cívicas. Tem de tudo, como todos nós. [Read more…]

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