Desta vez concordo com Cavaco

Cavaco diz que “há uma nova esperança a nascer em Portugal”. Chama-se fim dos mandatos e rua com eles.

PT Empresas: fuck off

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Em boa hora, deixei de ser cliente MEO. Posto isto – e tendo eu pedido por três vezes o grato favor de não mais me importunarem – qual a razão válida para a PT Empresas me continuar a assediar? É que… no caso de hoje, usando o insuspeito número de telefone 21 358 7700, obrigaram-me a gastar a recepção de uma chamada em roaming… para vos dizer outra vez… não me liguem mais. A sério, não liguem…

O PSD acha que defender a Constituição é uma mancha

Ou isso ou Teresa Leal Coelho é uma brincalhona.

O voto dos novos emigrantes portugueses começou hoje

À atenção de todos os que mantendo residência oficial em Portugal já tiveram de fugir da zona de conforto dos banqueiros: os emigrantes podem votar, hoje, amanhã e quinta-feira. O facto de isto ser desconhecido e aqui anunciado por uma candidata diz tudo sobre quem foge ao castigo: o governo.

Demagogia

demagogia

Quando a realidade chateia a ficção

castelo de cartas

Lá se vai resvalando para a verdade: uma entrevista ao Público atesta o óbvio e desde sempre sabido papel dos bancos na crise, que é sobretudo deles e que estamos a pagar por eles, sejam portugueses, franceses ou alemães.  O caso nacional é alvo do recente livro Jogos de Poder onde o jornalista Paulo Pena nos arrepia com uma descrição minuciosa dos bastidores financeiros da cedência aos interesses dos bancos, num país com leis bastaria uma citação que por ali anda para Carlos governador do Banco dito de Portugal dar com os costados numa cela.

Estas coisas incomodam os pacientes: quem vive na fantasia de uma crise provocada pelo socialismo sofre com o trauma de se desvendar que a crise é do capitalismo financeiro. João Miranda diz que tudo não passa da nossa mania de culpar os alemães (esse povo indómito, esse nação valente, esse império imortal). É o chamado nazi-complexo de perseguição, digno de quem acha muito bem que se tenha perdoado a dívida de guerra à pátria que esteve quase quase a derrotar os malvados dos comunas. Helena Matos não gosta do título e inventa com quatro pontos de exclamação que o conteúdo o desmente (a negação, ah, neguemos, neguemos até ao fim, para quem não leu resulta sempre).

O problema disto é que falamos de uma ficção todos os dias martelada de tal forma que, segundo as sondagens, 30% dos que se dispõem a votar ainda acreditam nela. Temo profundamente pela choque que esta gente vai sofrer no dia em que lhes caía mais um pedaço de verdade em cima.

A Conchita não inventou nada de novo

Foto da estátua exposta no Museu da Diocese de Graz-Seckau, curiosamente, na Áustria.

Foto da estátua exposta no Museu da Diocese de Graz-Seckau. Curiosamente, na Áustria.

Como se pode ver pela imagem, muito antes da salsichada em que a Conchita Wurst parece ter-se metido, o que só lhe traz benefícios, já havia uma mulher jeitosa e barbuda. Mas santa. E ohne wurst…