PFEC

“Os gregos são livres de decidir o seu destino. Mas…” – diz Hollande com o tom melífluo dos tartufos. O problema é a adversativa “mas”, que se ouve e lê por todo o lado e que, mesmo assim, é a forma mais branda das pressões e chantagens, por vezes brutais, disparadas contra o povo grego. Que vão das manobras e golpes financeiros às ameaças políticas mais torpes, da invectiva grossa e frontal da “führer” Merkel à baboseira de eunuco político do nosso ministro dos negócios estrangeiros. E assim vai o PFEC – processo de fossilização em curso da democracia na Europa.

Comments

  1. os gregos são livres de decidir o seu destino… desde que percebam qual o sentido de voto que devem ter.

  2. Essa adversativa “mas” saída da pseudogaulesa garganta de Hollande (sim, esse que, em campanha eleitoral, tudo prometeu para fazer frente à sevandija Merkel, qual Ásterix em terras romanas) é a mesma que hoje vi sair cuspida pela hipócrita glote do fugitivo Barroso, igualmente em jeito de ameaça balofa. Que gente é esta que se esfrega sem pudor em democracias veladas, definidas outrora em boa-fé pelas sábias mentes helénicas, cujos herdeiros ousam hoje espezinhar?

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