A discriminação ainda existe em muitos lugares do mundo

igualdadePedro Parracho

Esta semana fui surpreendido pela narrativa de uma amiga, emigrada na República Democrática do Congo, que partilhava a sua surpresa ao ir visitar o Jardim Zoológico, com uma amiga congolesa.
Ao comprarem os bilhetes, as duas foram surpreendidas com a diferença do custo dos mesmos que ambas tiveram de pagar para a mesma visita – a amiga que é natural do país pagou metade do valor do bilhete. Questionaram a razão da diferença nos preços e verificaram que a razão era a cor de pele, por ser muzungu (branca) a minha amiga teve de pagar mais.
Ao falar com ela, percebi que nos táxis e outros casos os valores são sempre superiores para as pessoas de cor branca.

Ficam-me as perguntas:
– O que têm feito os serviços diplomáticos dos países europeus para alterarem esta realidade no século XXI?
– Quando teremos este lema “Todos diferentes, todos iguais” uma realidade mundial?

Comments

  1. Maria Fernandes says:

    Será mesmo a cor da pele o motivo da diferença de preços, ou apenas por uma ser local e outra não? Pode haver uma descriminação positiva para os locais, que ganham menos que os turistas ou expatriados… Tal como quem mora nas ilhas têm preços de voos mais baratos do que quem mora no continente, ou quem reside em Lisboa paga menos para entrar no Castelo de S. Jorge, etc…

    • José almeida says:

      Exactamente, na Tailândia, os estrangeiros pagam até 5 vezes mais. Outros locais há, que para os locais é grátis, e os de pele branca, negra ou qualquer outra cor, paga. Mas não é por racismo. Estrangeiro? PAGA. Acho muito bem. Com essa política em Portugal, haveria mais visitas a museus e monumentos nacionais. É absurdo um ‘local’ pagar o mesmo de um turista estrangeiro em Portugal.

      Mas é verdade que
      A DISCRIMINAÇÃO AINDA EXISTE EM MUITOS LOCAIS DO MUNDO

      E cada vez é mais vincada. O mundo está hoje mais racista porque está mais intolerante com tudo e com todos.


  2. Reblogged this on O Retiro do Sossego.

  3. VanDistel says:

    Eu próprio nasci naquele país e por ser ‘muzungu’ foi-me negada a nacionalidade congolesa. Não que me faça muita falta… Mas a discriminação racial é ubíquita e duvido que o deixe de ser tão cedo. Hélas…

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