Azinheirices

Fatima_children_with_rosaries

O 31 que vai pelo 31 da Armada, porque José Maria Barcia assinalou “uma alucinação de meninos com fome e frio que se tornou num dos maiores produtos de marketing da Igreja Católica“, com uma caixa de comentários que é um primor, não é bem uma questão religiosa: contam-se por dezenas as tentativas da santa aliança ICAR/talassas para através de uma aparição parirem um movimento de ataque à República. Fátima é isso, embora a coincidência com o ano da Revolução Soviética lhe tenha dado um folgo maior. Há aquela parte teológica de servir como mais um exemplo do politeísmo e paganismo dos homens do Vaticano (desde JP I), mas não me meto nessa guerra.

Num blogue monárquico compreende-se que lhes tenha doído.

Comments

  1. Aventanias says:

    A única coisa que me ocorre constatar que deus é gordo e leva no tutu.

    • SecaAdegas says:

      ai ai, vais direitinho pró inferno, nem a nossa senhora de Fátima consegue dar um jeitinho. Reza 3 avé-marias, pode ser que te safes.


  2. O culto da virgem Maria é uma derivação católica do culto de Isis, esposa de Osíris e mãe de Hórus…
    Quanto a Fátima eu também seria crente se possuísse um negócio na região. Ao que parece estão esgotadas as reservas para 2017, ano do centenário das supostas aparições que contarão com a visita do Papa. Em tempos de crise, um excelente contributo para a economia local.
    Mas nestas coisas há que ser nacionalista e se os franceses beneficiam com Lourdes, porque haveremos de ser menos que eles e abdicar de Fátima? Acredite quem quiser…


    • Nesse capítulo sou um firme defensor do turismo religioso. Razão porque à falta de aeroporto na Ota defendo que o de Monte Real receba aviação civil. De resto dava jeito à minha aldeia.


      • Penso que a pista seja mais que suficiente. Se trouxer vantagem para a região, penso ser perfeitamente possível manter a base e construir um terminal civil.


        • Um terminal civil para ir ver os pastorinhos…?
          Só trabalhava aos dias 12 de cada mês de Maio a Outubro…

          Anedota:

          2 judeus, ( Levy e Isaac ) sobrevoam de helicóptero o Vaticano e diz Levy:

          – Já viste Isaac, que os cristãos tem um poder imenso e uma fortuna impensável, olha para esta grandeza.
          Resposta de Isaac:

          – E começaram o negócio num palheiro, só com um burro e uma vaca….


          • Monte Real serve Figueira da Foz, Coimbra e Leiria. Além disso só fará sentido se for economicamente viável. Mais que o aeroporto de Beja a custo muito inferior seria certamente.
            Alguém falou num aeroporto para servir Fátima? Leia o que lá está e não invente…


          • Só precisa de instalações de terra. E se a ICAR pagasse impostos havia dinheiro para um novo.


          • Há qualquer coisa de estranho na anedota. É que é comum o dinheiro do mundo estar nas mãos dos judeus e não de cristãos. Para além disso, se o autor percebesse algo de economia, perceberia que um palheiro com uma vaca e um burro é sinal de prosperidade na família, luxo que a maioria não tinha na altura dos acontecimentos.

          • ZE LOPES says:

            A maioria não tinha na altura nem, curiosamente, nos dias de hoje! Quantas pessoas conhece que tenham um palheiro, uma vaca e um burro? Eu, nenhuma.
            A Coligação já prometeu, inclusivamente, utilizar o QREN para colmatar essa lacuna. Até porque se têm acentuado as desigualdades sociais neste domínio: uma investigação recente descobriu, por exemplo que, só Américo Amorim, tem 23247 vacas e 35837 burros em 10.284 palheiros de luxo – com corredores revestidos a alcatrão e cozinhas a calçada portuguesa! Por aqui se aquilatam as desigualdades de distribuição da riqueza neste país…


  3. Fátima pode ter sido muita coisa. Até pode ter sido uma alucinação devida ao frio e à fome. Mas estudado e lido todo o fenómeno daquilo que aconteceu, atribuir-lhe uma conspiração da Igreja contra a república é pouco sério de quem tem obrigação de estudar a documentação histórica. Bastava ler os jornais da época para perceber que o ajuntamento de pessoas vindas de toda a parte sem os meios de transporte adequados em Outubro de 1917, com grande parte das igrejas fechadas e algumas incendiadas (sim, aconteceu), para perceber que tal não pode ter acontecido devido à manipulação da igreja. A entrada da Igreja no assunto, obrigada pela vontade popular que se lhe impôs, é de tal modo posterior que pouco terá a ver com a I república. Um fenómeno popular de massas que escapou à “esquerda” tutelar, única dona e senhora da vontade do Povo, é uma chatice.

    • ZE LOPES says:

      Tem razão. A “esquerda” não tem emenda! Mas não tem a culpa toda: nestas coisas de aparições está em injusta desvantagem. Se em cima de uma azinheira (ou talvez de um sobreiro, era mais fácil arranjar patrocinador) aparecesse um Buíça, um Teófilo, até um Sidónio Pais (mesmo esburacado, coitadinho…)


  4. Se o leitor percebesse alguma coisa de religião verificaria que falei de cristãos a iniciar o negócio e não da família que era judaica de certeza absoluta… Além disso, quem tinha o dinheiro à época eram os romanos….
    Mistérios do negócio!

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  1. […] lá por caminhos travessos. Sei da existência do sítio mas não faz parte das minhas paragens. Como havia 31, fui ao […]

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