O truque

A caricata tentativa de armadilhar os partidos da esquerda parlamentar, protagonizada pela direita reinante, falhou. Queriam os Coelheiros e os Porteiros abrir as hostilidades na Assembleia da República debatendo temas tão angustiosamente urgentes como “os compromissos internacionais de Portugal”. A manobra é tão infantil e canhestra que surpreende. A resposta foi, obviamente, de rejeição do truque e de exigência de que os futuros ex-governantes apresentem o seu programa e se deixem de fitas e tentativas de discutir programas alheios procurando brechas na aliança nascente. Porque não deixa de ser surpreendente que um governo que não é mais que uma desfalcada versão do anterior, não seja capaz, em tempo útil, de apresentar os trabalhos de casa. É mais uma prova do que valem os nossos ex e futuros ex-governantes.

Comments

  1. Antonio Santos says:

    O governo de esquerda tem os dias contados. António Costa não vai voltar as costas ao tratado Europeu e o Jerónimo de Sousa não vai apoiar o PS. No Verão temos novas eleições e o PSD vai ganhar com maioria absoluta e o PS vai ser ultrapassado pelo BE.

  2. Antonio Santos says:

    PCP já assumiu que não vai cumprir o défice de 3%.
    Portanto contrair, mais divida.
    Depois vamos ter de votar na direita para implantar austeridade promovida pela esquerda.

    • Nightwish says:

      Ainda não se deu conta do que o FMI disse sobre a austeridade, pois não?

      • antonio santos says:

        Não deu conta que andamos a gastar mais do que deviamos e agora estamos a pagar esse erro? Ou é só pedir e nunca pagar?

        • Nightwish says:

          Há fases para tudo, mas a austeridade continua a não funcionar em nenhuma. Como disse o economista chefe do FMI.


        • Andamos??? Eu não, que só gasto até ao limite do que ganho… E cada vez ganho menos, que tenho que pagar as ‘megalomanias’ que outros fizeram ‘em meu nome’ sem me perguntarem se com elas concordava!
          É fácil gerir o dinheiro dos outros…

  3. martinhopm says:

    Quanto a mim o que recebo, e trabalhei dos 18 aos 66 anos, e descontei sempre sobre o que efectivamente ganhava, sem truques, nem sequer me chega para ter um resto de vida digno.
    Como posso concordar com o Montenegro que o país está melhor? Só se for na macroeconomia. Cá por baixo não se nota nada. Tenho também uma filha a fazer 28 anos, sem emprego e sem qualquer espécie de subsídio.