Guerra e paz? Educação! Mas, sem deixar de fazer a GUERRA

O silêncio das teclas tem monopolizado o meu teclado. Por mais que tente, não consigo encontrar coerência na reflexões sobre a problemática do terrorismo. Hoje, ao fazer um minuto de silêncio com os miúdos, dei por mim a desejar que eles possam ter direito a um futuro de liberdade e em segurança.

Procurei pensar no que poderia ser feito para resolver o problema. Pensei nas armas que Espanha e outras Espanhas vendem à Arábia Saudita, que depois as fornece ao DAESH.

Pensei nas vantagens estratégicas que Israel tira da instabilidade no médio oriente, algo que lhe permite manter a lógica da guerra permanente.

Pensei no petróleo necessário ao modo de vida ocidental que, dividido entre grupos de árabes, será sempre mais “controlado” do que num contexto de união de todos os povos árabes.

E até me lembrei das bestas quadradas que, nos Açores, avançaram para o ataque ao Iraque.

Mas, por agora penso que há duas coisas muito mais urgentes:

  • atacar o DAESH em FORÇA e com todas as bombas que cada um de nós conseguir suportar;
  • desenhar um projeto de propaganda à escala europeia que permita levar aos jovens árabes uma mensagem diferente, algo que lhes apresente um sentido para a vida, que consideram perdida. Mais escola?

E, mesmo correndo o risco deste post não ter servido para nada, pelo menos servirá para a manifestação de apoio aos Anonymous.

Comments

  1. Nightwish says:

    João, não se preocupe tanto, é muito, mas mesmo muito mais provável que morram de acidente de viação, de ataque cardíaco, de diabetes e de muitas outras causas, sem falar em morte natural.
    É preciso, também, ter perspectiva do perigo.


  2. Nos seus pontos que concordo, noto a falta do mais importante :acabar com a mania muito espalhada nos EUA, Inglaterra e França de que lhes assiste o direito de escolherem o que se deve fazer e governar noutros países.
    Essa mania está a tornar-se tão intrusiva que já vê por aí a linguagem macartista de que todos têm que ser apoiantes da invasão da Siria, senão são apontados como traidores.