O feiticeiro português do presidente do Congo

Veiga

O Congo, à semelhança de outros estados africanos, é um regime corrupto e violento onde impera a cleptocracia e o nepotismo. Existe dinheiro e recursos com fartura, uma elite estratosfericamente abastada e a larga maioria do país passa fome e não tem acesso a saúde ou educação minimamente dignas. Como é habitual, e porque estas famílias que governam ex-colónias europeias tendem a ser bastante rentáveis para as sempre muito moralistas democracias ocidentais, a regra é ninguém chatear estes senhores. Não há sanções, não há embargos e muito menos declarações de guerra ou invasões. A elite explora brutalmente a esmagadora maioria da população e nós por cá vivemos bem com isso. 

Pior do que aqueles que vivem bem com a exploração de milhões de seres humanos em África são aqueles que colaboram com os exploradores, na ânsia de satisfazer a sua infinita ganância. José Veiga, ontem detido, é uma dessas pessoas, e parte significativa dos crimes de que é acusado dizem respeito à tentativa de compra do Novo Banco de Cabo Verde – sim leitor, sobra sempre para si – por um grupo de investidores portugueses e africanos liderado pelo antigo empresário de futebol. Mas, antes de lá irmos, referir apenas que, segundo o DN, o “feiticeiro português do presidente do Congo“, em parceria com Paulo Santana Lopes, estarão envolvidos numa série de negócios com o presidente Denis Sassou Nguesso, do petróleo à construção civil e às obras públicas, acumulando milhões em comissões que posteriormente são transformadas em aquisições de património diverso, com a ajuda de amigos bem colocados que facilitam a ocultação da origem do dinheiro e a sua integração na economia lícita.

De volta a reino do Espírito Santo, o DN revela que a direcção do GES chegou a negociar uma entrada de Veiga e Nguesso no capital da holding, que, talvez fruto da intervenção a que o grupo foi sujeito, não chegou a acontecer. Posteriormente, o grupo de investidores liderado por José Veiga apresentou uma proposta de compra pelo Novo Banco de Cabo Verde, no valor de 14 milhões de euros, negocio que aguardava apenas pela aprovação do Banco Central de Cabo Verde. A operação foi suspensa, 11 dos 14 milhões de euros foram apreendidos pelo DCIAP e Veiga encontra-se agora detido, acusado de vários crimes económicos e não só, que poderão inclusive envolver quadros do Novo Banco e do Ministério das Finanças. E agora, o que se segue? Não sabemos e ainda há muito por apurar. Mas o mais provável é não acontecer nada e Veiga lá poderá regressar aos seus negócios com o regime congolês e para a sua vida de luxo em Brazzaville, à sombra de um ditador carniceiro e à custa de um povo pobre e subalimentado. O feiticeiro é sempre um membro privilegiado da tribo e José Veiga sempre foi um ilusionista competente.

Comments

  1. é mau-mau ou é só pouco bom? says:

    o congo tal como Portucale é um país de ladrões e de putas e de putos da casa pia de resto como a união soviética ou o país de mon ami ceausescu ou o cu do mundo a américa dita do norte com canadá ou sem

  2. é mau-mau ou é só pouco bom? says:

    é como os sobas nos quilombos do cu de judas? ou diz-se CDU de judas?

  3. é mau-mau ou é só pouco bom? says:

    escreve-se de a.judas


  4. Até Que enfim se começa a tentar lêr a verdadeira historia,e não só a que nos quiseram ensinar de que fizemos uma má colonização.Desde quando a América,União Soviética,Holanda,etc.começaram a entrar comercialmente no continente Africano.?Não foi mesmo quando da Descolonização já poderiam entrar á vontade?.Foi só negociatas mais ou menos escuras.E agora?Com o petròlio em baixa,diamantes com cotas o que será do futuro?Generais querem continuar a ter as mesmas regalias,só poderá haver uma forma,dividir para continuar a reinar.Como?Desmembramento de varias áreas territoriais,como será o exemplo do Protectorado (acinado em 1909)do Leste de Angola (Moxico e Lunda),aliás os mais ricos.


  5. Com as antigas Provìncias Ultramarinas o progresso nas mesmas era espetacular para todos assim como para Portugal Continental (ver estatistícas dos anos 60/70).As invejas e cobiças do mundo eram muitas e até dava para subornar alguns.Só não vê quem não quer ver ou quer manter a bandeira astiada do Comunismo.