O Banco de Portugal

© Bruno Santos

© Bruno Santos

 

Não serão muitos os cidadãos portugueses que saibam, com ciência aproximada, o que é um Banco Central, o Banco de Portugal, por exemplo, e o que é o seu Governador.

Talvez essa ignorância resulte de alguma insuficiência da acção pedagógica do Estado democrático, para o qual deve ser sempre um Bem o esclarecimento da comunidade. Ora, um Governador vem então a ser, à falta de mais erudita definição, a autoridade máxima de um certo território estrangeiro sob ocupação, uma colónia, por exemplo, no qual ele representa superiormente o poder do ocupante.

Assim, no caso em apreço, o Banco de Portugal é território estrangeiro situado no interior das fronteiras portuguesas, para o governo do qual o Estado Português possui a prerrogativa de nomear um Governador que nele, território, representa a soberania nacional.

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Retrato realizado na Técnica de Pintura a Óleo

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“Deseja ver mais retratos de artistas e personalidades?”

A experiência ensina mas nem todos aprendem

Jesse Hughes,  vocalista dos Eagles of Death Metal, sobrevivente do massacre no Bataclan, reclama o “acesso universal às armas de fogo”.

Cavaco Silva e a PIDE

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Encontrei esta imagem no mural da Ana Cristina Leonardo, que, por sua vez, remete para uma publicação do José Simões no Der Terrorist.

Uma imagem vale mil palavrões. Vai longa a noite. Para além de Cavaco Silva, assina Jorge Braga de Macedo.

A crise que se segue: Deutsche Bank, os mercenários de serviço e o OE16

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A Mariana Mortágua explica tudo no seu artigo de ontem no Jornal de Notícias: há um incêndio na Europa e um batalhão de burocratas sem escrúpulos em negação. O Deutsche Bank arrisca-se a ser o próximo Lehman Brothers, depois de ter anunciado perdas no valor de 6 mil milhões de euros, a que se juntam 65 triliões de euros acumulados em derivados, o que equivale a 20 vezes o PIB alemão. Se a isto juntarmos a crise dos refugiados, a eventual saída do Reino Unido da UE e, acrescento eu, a insistência na imposição dessa não-solução chamada austeridade, que ao invés de resolver aprofunda os problemas europeus, a conclusão só pode ser uma: o problema da União é o orçamento de estado português. Só pode ser essa a justificação para o nervosismo dos mercados. Pelo menos pela óptica da direita nacional e do seu ministério da propaganda, sempre firmes ao serviço da direita neoliberal europeia. Quem quiser, como sugere Mortágua, ver para além da porta da gaiola onde esta gente nos enfiou, percebe que tudo isto não passa de uma forma moderna de totalitarismo, onde a violência física é substituída pela imposição do medo levada ao extremo, que explora os instintos mais primários do ser humano. Já era tempo de corrermos com estes mercenários.

Imagem via Rabble.ca

Ah! Isto do IMI está engraçado!

Outros que queriam ficar isentos!

Problemas técnicos nos jornais ao serviço da PàF

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As páginas do jornais Sol e I, detidos até Novembro passado pela Newshold de Álvaro Sobrinho, estão, no momento em que escrevo estas linhas, indisponíveis. Depois da saída do grupo angolano destes jornais, que levou ao despedimento de mais de 100 trabalhadores e que aconteceu, curiosamente, pouco depois de consumada a subida do governo do PS apoiado pela esquerda parlamentar, este parece ser um sinal de que o fim estará próximo. Terá a Fox News do PSD o Observador um lugar disponível para o arquitecto Saraiva e para o fundamentalista Ribeiro Ferreira na sua coluna de opinião exclusivamente de direita? Que bem que eles lá ficavam ao lado Fernandes e restante tropa de choque da dupla Passos/Portas.

SOL

Ouro alemão

Por que estará a Alemanha a repatriar o seu ouro?

OE 2016, Carga Fiscal (5/5)

Gráfico_OE2016-05

Sic transit…

Já não há livrarias como antigamente

Luz e sombra (7)

paulo abrantes

Fotografia: Paulo Abrantes

Pê-éSse-Dê: unidade sindical!

Montenegro

A luta dos camaradas da direita regressa às ruas no próximo dia 4 de Março para pedir a queda do governo. Na foto podemos ver o deputado líder sindical Luís Montengro que participou, por momentos, na pequena mas muito simbólica manifestação que os camaradas da PàF organizaram no passado dia 10 de Novembro, a tal que alguma imprensa tentou agigantar mas que afinal não chegava para encher um autocarro da Rede Nacional de Expressos.

Mas desta vez é que vai ser: o sindicalista Mário Gonçalves, líder do movimento “Por Portugal”, diz pretender com esta manifestação mostrar a força popular “do pessoal da direita com a bandeira de Portugal (à Frente?) em punho e com gritos de revolta. Depois do sucesso que têm feito “a estética neo-bolchevique da candidatura à liderança do PSD” de Pedro Passos Coelho, e do tão anunciado regresso da social-democracia, não tarda teremos os TSD, aos milhares, a lutar por melhores condições de trabalho na função pública. Quem sabe um acampamento no Terreiro do Paço onde tias de Cascais em fato-de-treino se misturarão com a plebe. Desta vez, os camaradas da direita não estão para brincadeiras.

A luta continua!

Umas pastilhas resolvem isso

Fotografia: Luís Carregã

Pelos corredores da direita circula um novo spin que procura colar Costa a Marcello Caetano. A tese? Costa foi para o YouTube falar aos portugueses, logo há base para evocar as Conversa em Família, como aqui se fez, por exemplo.

Mas se é para usar o argumentário ad dictatorem, ninguém levará a mal que recordemos o homem que teve Salazar como suporte. Pois não?

Nota: Alguém que avise o Obama que ele não inovou e que, apenas, teve mau gosto ao imitar Marcello.