
É amanhã, na Rua Duque de Palmela 4, 1250-096 Lisboa.
Expor ao vento. Arejar. Segurar pelas ventas. Farejar, pressentir, suspeitar. Chegar.

É amanhã, na Rua Duque de Palmela 4, 1250-096 Lisboa.

Os artistas antigos criavam as suas próprias tintas e tentavam esconder as fórmulas uns dos outros. Era um comportamento considerado normal, pouco merecedor de censura.
Agora, pela primeira vez, um artista (Anish Kapoor) tem o direito exclusivo de utilizar uma cor produzida industrialmente.
Ainda que mal comparado, é como a apropriação por registo de materiais da natureza, a privatização do ar ou da água, ou como se determinado escritor fosse o único autorizado a usar certas palavras.
Eu sei que não é bem a mesma coisa, mas…

Se a doutrina/mitologia (escolher a opção que melhor se adeque às suas crenças) cristã estiver certa, Jesus Cristo está no céu e, creio, a rir-se de toda esta polémica em torno do cartaz do BE. Até porque, rezam os livros, o filho de Deus era um tipo impecável e os tipos impecáveis tendem a ter sentido de humor.
Sobre o tiro no pé do Bloco, pouco haverá a acrescentar àquilo que o J. Manuel Cordeiro aqui escreveu. Era totalmente desnecessário, o timing foi péssimo e só beneficiou a estratégia dos partidos de direita de tentar branquear esse conseguimento que foi a aprovação do orçamento. Com o cartaz da discórdia, o BE chamou a si todos os holofotes e eclipsou por completo o terramoto que se fez sentir no Caldas e na São Caetano à Lapa. Passos e Portas Cristas agradecem. [Read more…]
Não compreendo a forma como o Ministro da Cultura decidiu enxovalhar António Lamas, presidente do CCB e uma grande figura da cultura nacional. É inaceitável. Não só pela evidente falta de educação e comportamento trauliteiro. Mas também, e principalmente, porque os valiosíssimos serviços prestados pelo Professor Lamas ao país merecem todo o respeito. O ministro tem todo o direito de pensar de forma diversa e gerir o seu ministério como entender, o que não pode é insultar quem serviu o país e atuar como chefe de fação. Este país merece um Ministério da Cultura, e ainda bem que este Governo percebeu isso. Mas merecia um ministro com alguma dimensão e uma classe política que desse o exemplo. Lamento muito.
Nota: parece que já existe um sucessor Elísio Summavielle, que tem perfil e currículo para o lugar, mas que não deveria nunca aceitar um cargo nestas condições.
PASSOS COELHO: “PSD estará sempre preparado para governar”.
TRADUÇÃO: Dirigido pela dupla imbativel Passos-Relvas, o PSD está sempre pronto para ir ao pote.
ANTÓNIO BARRETO: “Sem capital mas com berreiro” (referindo o orçamento aprovado)
TRADUÇÃO: está com ouvidos delicados desde que trabalha para aquele merceeiro a quem não falta capital e está a fazê-las pela calada.

A internet está cheia de coisas giras. Por estes dias encontrei por aí um site chamado Direita Política, um site que, segundo os seus não-identificados autores, tem como objectivo “a divulgação da politica de direita“, apesar de se dedicar quase em exclusivo a malhar na esquerda, algo que rapidamente se comprova com um curto passeio pelo estabelecimento. O grau de imparcialidade é tal que no separador dedicado à corrupção não há espaço para a corrupção envolvendo actores políticos de direita. Os corruptos, quando nascem, são todos de esquerda. [Read more…]

Um longo monólogo, com muitos gestos e fundo musical E o colega com bichinhos carpinteiros. As perguntas que já não se fazem, colocam-se. Uma confusão de pessoas e de nomes. No afã de interromper e de falar por cima, quase saía um cinquenta por cento, em vez de trinta.

O governo da República Portuguesa publica uma nota sobre Educação utilizando uma fotografia de um suposto professor em suposto ambiente de suposta sala de aula com um quadro e giz.
Há quantas décadas desapareceram os quadros e giz das salas de aula na república portuguesa…?
Descobri na passada terça-feira que este vídeo deveria ter saído no dia 22 de Setembro de 2024, às 23h30. Pronto, ei-lo.

Segundo EUA e Israel, o Irão está militarmente obliterado. Na realidade, há mísseis iranianos a atingir localidades de Israel (que tem das melhores defesas aéreas do mundo), além da península arábica.
Falta pouco para Trump dizer que acaba esta guerra com um telefonema.
Subida exponencial do preço do petróleo, aumento da inflação e das taxas de juro, perda de poder de compra, perigo de incumprimento nos créditos bancários, tudo em ambiente de forte especulação e de bolha imobiliária. Onde é que eu já vi isto?!
diz Santana Lopes. Pois. Mas só uma pessoa escreveu «agora “facto” é igual a fato (de roupa)». Uma.
Vinícius Jr. “incluiu a Seleção Nacional no lote de favoritos à conquista do Mundial 2026“. Lembrete: ‘selecção’ ≠ ‘seleção’.
Efectivamente, no Expresso: “Enfermeiro nomeado para coordenador da Estrutura de Missão para as Energias Renováveis deixou o cargo quatro dias depois da nomeação ter sido publicada“.
É possível lermos, num artigo de Jorge Pinto, “um partido que defende a política assente na ciência e nos dados” e a indicação “O autor escreve segundo o acordo ortográfico de 1990“? É.
“uma constatação de factos“. Factos? Com /k/? Estranho. Então e o “agora facto é igual a fato (de roupa)“?
“o nosso sentimento e as nossas condolências para com as famílias daqueles que não evitaram a trágica consequência de perder a vida”. Sacanas das pessoas, culpadas de não terem evitado morrer.
Não é Trump always *chicken out (00:31). O verbo é to chicken out, conjugado na terceira pessoa do singular (presente do indicativo), logo, aquele s faz imensa falta. Oh yeah!
Por lá, pó branco, só se for gelo. Como sabemos, o combate à droga é a motivação destas movimentações. A libertação de Hernández foi uma armadilha extremamente inteligente para apanhar os barões da droga desprevenidos.
Oferecer um calendário ou uma agenda a Mourinho. O jogo é na terça…

« Mais vous avez tout à fait raison, monsieur le Premier ministre ! » (1988). Mas, prontos. Voilà. Efectivamente.
Existe uma semelhança entre as pianadas do Lennon no Something e do Tommy Lee no Home Sweet Home.
Moreira, mandatário de Mendes, admite que avanço de Cotrim o levou a não ser candidato a Belém. Júdice, mandatário de Cotrim, votará Seguro na segunda volta.
O “cartel da banca” termina com um perdão de 225 milhões de euros aos 11 bancos acusados de conluio pelo Tribunal da Concorrência. Nada temam!
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