Um dia histórico para Portugal

OE16

E o PCP que teima em não roer a corda.

Foto: Manuel de Almeida/Lusa@DN

De quem é que todos falaram no debate do OE?

De Sérgio Godinho, pois claro.

Citações

Assunção Cristas diz que OE lembra “crianças num recreio”. Página 28 do “Manual de Metáforas, Trocadilhos e Graçolas”, de Paulo Portas, edições J. L. Capelo Rego, 2015.

O Orçamento do Estado para 2016 é mau

 

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É a justificação apresentada pelo PSD para o voto contra. Concordo com o PSD: o OE2016 é mau, logo, merece chumbo. Contudo, considerando a lógica “voto contra porque é mau”, o PSD deveria ter votado contra os Orçamentos que apresentou para 2012, 2013, 2014 e 2015.

E hoje?

Hoje, há contatos.

dre 2322016

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(*)

A screwdriver can be inserted into a cavity and be turned inside, and in this sense could also be used to scratch one’s ear. But it is also too sharp and too long to be manoeuvred with millimetric care, and for this reason I usually refrain from introducing it into my ear. A short toothpick with a cotton top will work better.

— Umberto Eco (resposta a Rorty),  “Interpretation and overinterpretation“, Cambridge University Press, 1992, pp. 145-6

‘Quindi non avete una sola risposta alle vostre domande?’
‘Adso, se l’avessi insegnerei teologia a Parigi.’
‘A Parigi hanno sempre la risposta vera?’
‘Mai,’ disse Guglielmo, ‘ma sono molto sicuri dei loro errori.’

— Umberto Eco, “Il nome della rosa

Sinais de esperança

Se um ex-PM que precisou de 8 (oito) orçamentos rectificativos diz que “este OE não tem arranjo possível” deve ser bom sinal.

Passos Perdido

O deputado Pedro Passos Coelho acaba de realizar um discurso bizarro, mas solene. Fez, sem perceber (?), o seu próprio elogio fúnebre.

Política, e políticos, que não valem a pena

O ex-Presidente da Comissão Europeia, português, ex-PM de Portugal, etc., disse, numa conferência organizada pela Fundação Francisco Manuel dos Santos, que agora que não está na política e não tem “os constrangimentos que tinha quando ocupava as funções que ocupei” o seu “nível de sinceridade tem aumentado todos os dias”.

Portanto, quando esteve em funções não era sincero (ou tinha um nível de sinceridade baixo, seja lá o que isso for), era falso, portanto, ou tinha um nível de falsidade elevado (lol), e atuava de acordo com os “constrangimentos”, ou seja, as pressões de todo o tipo.

E eu a pensar que este “senhor” que foi líder do PSD percebia o que tinha dito Francisco Sá Carneiro:

“Não há nada que pague a sinceridade na acção política, como em tudo”.

“Saber estar e romper a tempo, correr os riscos da adesão e da renúncia, pôr a sinceridade das posições acima dos jogos pessoais, isso é política que vale a pena”.