Sobre José Rodrigues dos Santos

em terra de cegos, quem pisca o olho é rei

O cerco começa apertar

Hugo Pires, ex-vereador da Câmara Municipal de Braga, actual deputado, secretário nacional do Partido Socialista e homem próximo de António Costa, viu hoje levantada a sua imunidade parlamentar para prestar declarações como arguido no âmbito de “um crime de participação económica em negócio “ incorrendo numa pena de prisão até 5 anos. Eu acredito na Justiça. Deixemos as entidades judiciais fazerem o seu difícil trabalho de forma serena e tranquila.

A árvore

São Tomé e Príncipe

(Ver em Instagram)

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Passos Coelho inicia campanha exorcizando os seus fantasmas


Pedro Passos Coelho deu hoje início à sua campanha de recandidatura à presidência do PSD. Aparentemente sem opositores internos declarados, mas também sem ter dado conhecimento, aos seus até agora vice-presidentes, do seu novo projecto político.

Nesta nova fase política parece-me que Pedro Passos Coelho pretende exorcizar os seus fantasmas, sobretudo aqueles que foram os principais protagonistas políticos do PSD nos últimos 5 anos.

A partir de agora Passos Coelho vai tentar guardar o neo-liberalismo no armário, dando início a um projecto político social-democrata, com novos protagonistas políticos de forma a recuperar o centro que o partido perdeu nos últimos quase 4 anos e meio de governação.

Vamos falando!

O feiticeiro português do presidente do Congo

Veiga

O Congo, à semelhança de outros estados africanos, é um regime corrupto e violento onde impera a cleptocracia e o nepotismo. Existe dinheiro e recursos com fartura, uma elite estratosfericamente abastada e a larga maioria do país passa fome e não tem acesso a saúde ou educação minimamente dignas. Como é habitual, e porque estas famílias que governam ex-colónias europeias tendem a ser bastante rentáveis para as sempre muito moralistas democracias ocidentais, a regra é ninguém chatear estes senhores. Não há sanções, não há embargos e muito menos declarações de guerra ou invasões. A elite explora brutalmente a esmagadora maioria da população e nós por cá vivemos bem com isso.  [Read more…]

Postal de Valencia #1

‘Cuando tenemos un día gris nos apagamos’

Devia ter escrito um postal de Belfast, um pelo menos, ainda há coisa de duas ou três semanas. Não é que não houvesse nada para dizer sobre Belfast, mas praticamente, exceto a bela Queens University e o hotel e os meus colegas, não vi grande coisa. E então não escrevi, mas espero voltar um destes fins de semana maiores àquela cidade da Irlanda do Norte e, então sim, escreverei.

Às vezes parece que não faço mais nada se não andar de um lugar para o outro, entre Aveiro e muitos sítios, dentro e fora de Portugal. Reparo que ultimamente essas viagens, sobretudo as para fora do país, estão cada vez mais pequenas, 2 ou 3 dias no máximo e não dá para muito mais do que trabalhar, jantar e beber um copo com os colegas. Assim mesmo, já sabemos, são viagens de que gosto. Como gosto das outras mais vagarosas. Menos, evidentemente. Que a idade já me pesa e o vagar sabe-me bem. [Read more…]

Como os bancos portugueses destruíram 40 mil milhões de euros

Banksters

e como essa factura chegou, quase na íntegra, ao seu bolso, é o que explica este vídeo apresentado pelo Pedro Santos Guerreiro, no site do Expresso. Resumidamente, a coisa funciona assim: os bancos são gananciosos e querem lucros estratosféricos para distribuir pelos accionistas. Então, permitiram que fossem concedidos empréstimos a torto e a direito, em muitos casos aos próprios accionistas do banco, mas uma boa parte desses empréstimos, por algum motivo, acabaram por não ser pagos na sua totalidade, gerando as tais das imparidades. Essas imparidades foram-se acumulando, resultando em perdas, também elas estratosféricas, que puseram a nu as fragilidades dos bancos, que viram os seus resultados cair a pique. No total, desde 2008, os bancos portugueses registaram cerca de 40 mil milhões de euros em imparidades. Depois da festa de crédito fácil, patrocinada pela avidez dos dividendos e pela irresponsabilidade dos gestores bancários, vieram os aumentos de capital. E quem os patrocinou? Nós, os suspeitos do costume, através do Estado que apoiou os bancos em cerca de 21,25 mil milhões de euros, dos quais apenas 4,48 mil milhões foram devolvidos. Lembre-se disto da próxima vez que lhe disserem que viveu acima das suas possibilidades.