Logos

O Estado pode permitir que uma criança tenha dois Pais. A criança nunca o permitirá.

Afinal, havia outro

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Há uns tempos, disse que as aspas eram matéria muito interessante. Efectivamente, ontem, as aspas teriam sido importantes. Se nos cartazes (sim, há dois) do Bloco de Esquerda houvesse aspas antes de ‘discriminação’ e depois de ‘adoção’, hoje estaria a apoiar o texto dos cartazes, embora considerasse estranha esta ilustração.

Isto é,

Parlamento termina “discriminação na lei da adoção”

obteria o meu aplauso, porque “discriminação na lei da adoção” e “discriminação na lei da adução” grafemicamente, como sabemos, correspondem exactamente ao mesmo, ou seja, são incompreensíveis.

Contudo, perante a ausência das aspas quer no cartaz da polémica quer nestoutro a quem aparentemente ninguém liga

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e porque hoje é sexta, digo-vos que estes cartazes têm a mesma qualidade do Diário da República desde Janeiro de 2012.

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Desejo-vos um óptimo fim-de-semana.

Afinal, quem é iletrado?

Diz o Diário de Notícias que a presidente da ANACOM traçou um retrato do país nestes termos: “Somos velhos, pobres e iliterados [sic].”

Estava a falar de quem?

História de um cão moscovita

Malchik (“Menino”, em russo) tem uma estátua na estação de metro de Mendeleyevskaya, em Moscovo. Era ali que vivia e foi ali que morreu, assassinado. Era um cão rafeiro, de pêlo negro, e viveu na rua até procurar refúgio na estação. Tornou-se conhecido dos utilizadores do metro por guardar a estação do ataque de outros cães e afugentar os bêbedos que provocavam desacatos. Quem passava por ali todos os dias deu-lhe um nome, fazia-lhe festas, levava-lhe comida.

Estima-se que vivam nas ruas de Moscovo cerca de 35 mil cães. Destes, cerca de 500 vivem nas estações de metro, um número impressionante se tivermos em conta que a cidade conta com um total de 200 estações. E entre estes, um número reduzido, aí uns 20, usa o metro para deslocar-se na cidade, um feito notável e que tem chamado a atenção dos estudiosos do comportamento animal. Imaginem um cão capaz de usar escadas rolantes, de escolher a linha de metro e a estação em que deve sair. Que não se assusta com o ruído da locomotiva, com a hostilidade do ambiente, que, seja pelo cheiro ou porque reconhece o nome da estação quando pronunciada pelo aviso sonoro, ou ambos, consegue orientar-se no labirinto subterrâneo. [Read more…]

Jesus também

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#‎jesustambem‬

Ceci n’est pas une Pipe

Parece contraditório, mas não há melhor nem mais eficaz processo de banalização de um objecto, ideia ou sujeito, do que a reprodução infinita da sua imagem.

Em primeiro lugar porque esse é um processo que assenta na redução da “coisa em si” a uma “imagem da coisa”, a uma projecção, havendo, no caminho, lugar à total degradação da sua autenticidade primeira que é, no cumprimento do propósito da redução, subtilmente convertida em Representação. “Ceci n’est pas une Pipe”.

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Vale tudo

É espantosa a bonomia com que se aceita que um “banco bom” dê, num ano, mil milhões de prejuízo.