Bilhete do Canadá: Ui que medo


Nas jornadas para lamentar do PSD houve duas tiradas de génio.

Uma foi do podengo da maçonaria que corre ao chamado de Montenegro: se a esquerda falhar, o governo deixa de existir.

Outra foi dum tal Passos que foi empregado duma dita Tecnoforma que pescava dinheiros europeus sem fazer uma única obra, de parceria com o Relvas, tarefa hercúlea que o levou a esquecer-se de pagar à segurança social uns anos. Disse o artista: ninguém acredita que esta maioria dure. E não será por causa do PSD.

Aos dois assenta como uma luva o ditado ribatejano: quem com porcos sonha até o mato lhe ronca.

A história do empresário português de sucesso que acredita no OE16

Guimarães,03/11/2011 - Fortunato Frederico empresário e industrial do calçado na fábrica da Kyaia , produtora de marcas de marcas como a Fly London e Foreva .( Pedro Granadeiro / Global Imagens )

Fortunato Frederico não é típico empresário mediático e presunçoso que podemos encontrar em cocktails na capital, rodeado de tráfico de influências, ostentação e tias fúteis de Cascais. Começou por baixo, trabalhou muito, construiu o seu negócio do zero e hoje emprega mais de 600 pessoas em cinco fábricas e mais de 80 pontos de venda espalhados pelo globo, do Porto a Nova Iorque, Londres ou Berlin. A sua marca, Fly London, é mais famosa e reconhecida lá fora do que em Portugal. Um daqueles exemplos que tanto inspiram os fervorosos adeptos do capitalismo sem freio. O self made men que todos poderíamos ser se vivêssemos na ilha da utopia neoliberal.

O sector de actividade de Fortunato Frederico, o calçado, é um dos mais bem-sucedidos e um dos que mais exportações tem dado ao nosso país. O patrão da Kyaia compete directamente com a oleada máquina italiana e com as principais insígnias mundiais e, de acordo com uma notícia publicada no Dinheiro Vivo no final de 2011, a Fly London era já a oitava marca de sapatos mais vendida em todo o mundo. [Read more…]

Calçada Portuguesa

Fonte: internet
A calçada portuguesa está a desaparecer do nosso chão, onde cumpria a função de céu.

Mário

© Patrick Breen

Adélia Pires

O Mário é o que muitos considerariam uma personagem.
Surge de manhã muito cedo a deambular pela rua num passo bêbado a que os tiques da medicação combinada com o álcool o condenaram. Senta-se na esplanada do café em frente ao meu trabalho, bebe um café e interpela os que vão entrando para despacharem o vício da cafeína. Geralmente pede-lhes tabaco, ou uma moeda.
Conheço o Mário há muitos anos. Se o encontro de manhã ofereço-lhe um café por conta da moeda que me pede e graças a isso fui brindada com muitas conversas de cariz dadaísta nas madrugadas pré-laborais. Por vezes pergunto-lhe se quer comer alguma coisa, mas a resposta é sempre a mesma. Que não, que já comeu, que a mãe cozinha, mal, mas cozinha e que faz comidas pesadas que lhe atrapalham os vôos funambulares matinais.  [Read more…]

Budget update

Estão a ver aquelas actualizações do Windows, que aparecem ao fechar o computador e que corrigem sabe-se lá o quê? Os orçamentos do Costa metamorfosearam-se em produto informático.

Esperança por uma nova vida

Warren Richardson, prémio World Press Photo