Em terra de cegos,   quem tem dois olhos tapa-os

realidade virtual zuckerberg

Mark Zuckerberg ha publicado en su cuenta de Facebook una foto suya en el Mobile World Congress de Barcelona que en menos de un día se ha compartido casi 16.000 veces y que muchos consideran, al menos, inquietante. El primero de los más de 4.000 comentarios simplemente dice: “Maldita sea, es un poco perturbadora (creepy)”. Esta frase lleva más de 10.000 me gusta. [El País]

O brinquedo que a assistência tem nos olhos chama-se Oculus Rift, produto homónimo da empresa de realidade virtual que foi comprada pelo Facebook, antes, até, desta colocar o seu primeiro produto à venda. 

Depois de amigos virtuais, a realidade virtual. Mas Zuckerberg tem concorrência forte, vinda deste país à beira mar plantado. A política portuguesa é, há anos, da melhor realidade virtual que se possa imaginar. E, imagine-se, também temos um dispositivo concorrente do Oculus Rift, que se coloca nas vistas, lateralmente na continuação das orelhas.

Alegra-me saber que iremos dar cartas no virtual e, quiçá, exportar o nosso modelo. Afinal de contas, neste país virtual, a crise acabou em 2013. “Conseguimos perceber o caminho que fizemos ao longo destes três anos, o estado em que o país estava há três anos”, referiu um quadro do CDS-PP na altura.  Aliás, o fim da crise já tinha sido pré-anunciado em 2012, com o “princípio do fim da emergência nacional”, tal como postulado por Passos Coelho. Pelo caminho, houve eleições onde se prometeu devolver impostos, com um jornal de referência  a dizer que a devolução seria ainda maior do que o governo, esse somítico, andava a anunciar. Que poderia ser devolvida a “totalidade” da sobretaxa do IRS. Foi uma boa devolução virtual. E o OE2016 que ora é despesista, ora não melhora a situação de ninguém? Do melhor.

Portanto, Sr. Zuckerberg, não pense que vai ter aqui o mesmo sucesso que teve em Espanha, especialmente se houver mais algum banco a ir à falência. É que já vamos em quatro bancos falidos e, veja só, nenhum deles teve custos para os portugueses virtuais. Como poderá constatar, as nossas palas são muito melhores do que esses trambolhos que quer vender para poisar em cima do nariz.

 

Comments


  1. De resto, o país (virtual) está muito melhor, como disse aquele grande visionário. Só os portugueses de carne e osso é que nem por isso.

    • j. manuel cordeiro says:

      Grande visionário virtual, porque na realidade é um, bem, é ser de vistas curtas.

  2. Fernando Torres says:

    Caríssimo,
    O que vale aos novos alunos, aqueles são agora a nossa nova classe política, desde o Terreiro do Paço até São Bento, passando por outros locais, é que a partir de dia 9 de Março vêm aí um novo Professor!
    Será que o novo Professor ainda terá os tiques que caracterizavam o ensino no nosso país no Portugal pós Abril e até mesmo mais tarde?
    Será que um par de reguadas, dadas na hora certa, fazem mal a alguém?
    Haverá algo pedagógico nesse acto?
    Que dor nos invade a alma quando, quendo a maior parte desses imberbes da nossa classe política, olham o comum do Português como provincianos mas onde, a cada quatro, anos vão dar palmadinhas nas costas, para lhes agradecer o seu voto para ajudar a manter o status quo na capital do reino!

    • j. manuel cordeiro says:

      Acham que não são topados, que a sua retórica ofusca os seus actos. Mas todos vêm perfeitamente a sua moral gelatinosa, bem como a falta de vergonha que os assolapa aos cargos que ocupam. Há uns anos, demitiam-se quando saltava escandaleira para as notícias. Agora, o lodo subiu tanto de nível, que simplesmente ninguém se demite quando é apanho com a boca na botija. Chegámos a isto.

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