Uma pergunta incómoda


sondagem

O alerta foi dado pela página que vem deixando o ministério da propaganda à beira de um ataque de nervos. Em mais uma iniciativa de puro terrorismo virtual, Os Truques da Imprensa Portuguesa trouxeram à baila uma sondagem encomendada pelo grupo Impresa à Eurosondagem, parte da qual, por algum motivo, não chegou a ver a luz do dia. Sobre o que foi publicado, já aqui deixei algumas notas.

Desconheço o motivo por trás de tal decisão mas, infelizmente para alguns, a lei obriga a que a ficha técnica e o estudo elaborados pela Eurosondagem fiquem integralmente arquivados no site da ERC. E se muitos dos dados recolhidos foram imediatamente tornados públicos, muitos foram os que ficaram presos no filtro do Expresso e da SIC. Um leitor da página, possivelmente desatento e ignorando que o grosso da sondagem havia sido publicado, ainda insinuou que o motivo para a não publicação do estudo estaria relacionado com a desejo de ocultar dados sobre os quais o Expresso até fez notícia. Fica por esclarecer o motivo que levou os dois órgãos a nada dizer sobre a resposta à pergunta “Quem acha que seria o melhor sucessor de Pedro Passos Coelho na liderança do PSD“, e cujo resultado atira a preferida da corte passista, Maria Luís Albuquerque, para o fundo de uma tabela liderada por Rui Rio, que consegue o dobro do resultado obtido pela antiga ministra. Deve ter incomodado alguém. Estou certo que seria um tema de interesse para muitos portugueses.

Imagem via Os Truques da Imprensa Portuguesa

Comments

  1. Ernesto Martins Vaz Ribeiro says:

    Essa notícia toca, de facto, em dois pontos, primando um deles pela normalidade e o outro, quanto a mim, pela estupefacção.
    Quanto à normalidade, parece não ser a primeira vez que o Expresso esquece a sua função como órgão de informação. Se me não engano, com os “Panamá Papers” terá tido um “esquecimento” semelhante.
    Quanto ao resultado, a minha estupefacção reside na segunda posição de Marques Mendes, um personagem que tem vindo ao longo dos anos a fazer uma verdadeira campanha de suporte ao anterior governo e que se transformou numa figura sem qualquer credibilidade política, face à polémica das suas intervenções, aos avanços e recuos que vai tomando pelas “críticas” que faz.
    Não sai, não entra, muito antes pelo contrário. “Isto”, é Marques Mendes.
    Independentemente da figura de Rui Rio – o único que me parece ter alguma credibilidade depois de muitos anos à frente da Presidência da Câmara do Porto – o problema de hoje do PSD, na minha opinião, é claramente uma indefinição de linha política e a inexistência de um espaço político, pois o PS disputou e venceu o espaço da “social-democracia”.
    Por isso o PSD foi caindo para a direita, unindo-se finalmente aos radicais de direita (para ser politicamente correcto). E como a posição começava a ser desconfortável, romperam o “casamento”.
    Neste contexto, mais importante de saber quem vai, ou não, ser líder do PSD – a fórmula actual revela-se completamente podre e o resultado da votação quase exprime um vazio – é saber qual o espaço político deste partido. E seria bom, para todos, que antes de definir quem o vai governar, saber com que directivas o partido se vai coser nos anos que se avizinham.
    Dito de outra forma, uma espécie de refundação do partido, antes de quaisquer outros actos.

  2. Anónimo says:

    Na verdade as sondagens não servem para revelar o mérito dos governantes ou dos comentadores.
    Supostamente, as sondagens servem para revelar a opinião dos cidadãos sobre o mérito dos governantes, e, num segundo plano, servem para revelar a eficiência da respectiva máquina da propaganda, que produz a publicidade enganosa com que aldraba e condiciona os cidadãos.
    É nesse sentido que a máquina do Balsemão vai aldrabando as sondagens, sejam elas rigorosas ou não, para proveito dos porcos que alimenta.

  3. Coisas do Carvalho says:

    Você é triste, muito triste…

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