A Geringonça e as baratas tontas


Durante grande parte deste ano o discurso sobre a geringonça baseou-se nesta ideia: o PS estava sob a chantagem do Bloco e do PCP, obrigado a radicalizar-se para se agarrar ao poder. Depois, lentamente, todos se mostraram surpreendidos com a estabilidade. Quando viemos de férias o discurso subitamente inverteu-se. O Bloco de Esquerda e o PCP aceitam tudo. Traíram a esquerda. Quando é que os irresponsáveis do Bloco fazem jus à sua fama? E os extremistas do PCP, quando é que extremam a coisa? Esta permanente ansiedade sobre quem está no bolso de quem tem apenas uma origem: Passos tornou-se para Costa o que Seguro foi para Passos. Perante isto, resta pôr as todas as fichas na divisão da geringonça. Picando, à vez, o PS pela deriva esquerdista e o BE e o PCP pela cedência centrista. Mas todos sabem, a começar pelos próprios, que o primeiro a deixar-se picar tem o seu destino marcado: o castigo eleitoral. E isso é muito mais forte do que centenas de editoriais a pedir mais sectarismo. O povo não quer, como mostram as sondagens, que a geringonça se parta. E enquanto assim for, ela não se vai partir.

Daniel Oliveira, Geringonça, quem está no bolso de quem? (Expresso)

Comments

  1. Nightwish says:

    Isso, e a direita não é capaz de (tentar) perceber as ideias da esquerda, é tudo radical e irresponsável e não pode funcionar.
    A direita neo-liberal percebe de muito pouca coisa.

  2. José Peralta says:

    Um exemplo de barata tonta :
    Reparem nesta charada de um aldrabão patológico, mas já em estado de paranóia , reparem no emaranhado das palavras repetidas, no labirinto das frases sem nexo ! Reparem no discurso completamente vazio de conteúdo ! Reparem numa besta que já nem sabe o que diz, no patente e desesperado estertor do mentor/autor de uma desgraçada e ignóbil opção política, que visou empobrecer um país e destruir os pilares fundamentais do Estado de Direito Democrático !

    Dei-me ao trabalho de transcrever este vómito, mais um, do celerado abjecto, e chamo a atenção para a frase final, que é a confissão (o gajo nem deu por ela…) do cinismo, da hipocrisia e do falhanço completo de uma política que nos arrastou para o abismo :

    (…) “Faremos o que é difícil, faremos o que é preciso e esperamos que o que seja preciso e o que é difícil, seja menos do que aquilo que nós podemos fazer, porque podemos fazer mais do que aquilo que é difícil, podemos também fazer aquilo que é necessário para que Portugal possa ser (…) um país em que todos acreditem, em que todos POSSAM REMAR PARA O MESMO LADO, MESMO QUE POSSAM NÃO ESTAR DE ACORDO NAS ELEIÇÕES” !

    “Todos a remar para o mesmo lado” não é coelho ! SIM ! MAS SÓ SE A COLIGAÇÃO PÁFIOSA AINDA FOSSE GOVERNO !

    MAS…NÃO É ! HABITUEM-SE !

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