Mais uma faca nas costas de Passos Coelho


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Graciosa como uma vuvuzela, a direita radical continua a sua épica batalha contra os esquerdalhos estalinistas e a herege democracia representativa. Mas ser um profeta da desgraça, nestes tempos sombrios em que o fantasma soviético paira sobre o nosso país, parece ser uma missão quase impossível. Uma missão ingrata e permanentemente minada pelos comunas que espreitam a cada esquina, preparados para roubar a classe média, os colégios privados e as mansões de férias na Comporta.

Mas, se a missão dos apóstolos do apocalipse é, por si só, hercúlea, ser traído pelos seus torna-se particularmente penoso. Foi o que aconteceu recentemente com o camarada Carlos Moedas, que, por estes dias, voltou a traír as tropas de Passos Coelho, ao afirmar que

Portugal está a cumprir. Portugal neste momento está a enviar para Bruxelas números que estão dentro de todas as expetativas que temos, e portanto Portugal está a cumprir. Portanto eu nem vejo como é que podemos pensar nessa palavra «resgate» ou em resgate em relação a nenhum país na Europa neste momento. Isso não existe, não acontece, não há qualquer indício de nada em relação a nenhum país.

E como se as traições de Moedas não fossem suficientemente duras e difíceis de digerir, a direita radical vê-se agora traída por outro camarada, um daqueles camaradas que protegeu até à exaustão, apesar da incompetência demonstrada . Falo-vos, claro está, de Carlos Costa, o governador do Banco de Portugal que, no boletim económico de Outubro, publicado na Sexta-feira, considerou “exequível” a meta do défice exigida por Bruxelas, de 2,5% do PIB, isto apesar dos riscos e da necessidade de uma execução orçamental rigorosa. Só pode ser coisa do diabo. Ele bem avisou que ele ia andar por aí.

Foto@Jornal Digital

Comments

  1. Konigvs says:

    Quando o cadáver político não sai se cena pelo seu próprio pé e começa a cheirar mal, rapidamente todos começam a preparar o seu enterro e a pensar no sucessor.

  2. Splash says:

    o problema é que já não é um cadaver já passou a zombie.

  3. José Peralta says:

    Já nem nos “teus” podes confiar aldrabão-mór !

    Tens aquilo que mereces…

  4. à que cumprimentar os habituais trafulhas e mentirosos pois que conseguiram demonstrar como por vezes é errado dizer que “A MENTIRA TEM PERNA CURTA!”. A mentira dos PAFiosos afinal vem tendo perna comprida demais. ATÉ QUANDO? não conseguem aprender a ter DECÊNCIA? a ser HONESTOS? Só os CRÁPULAS irresponsáveis se pretendem manter na crista da onda, sem a HUMILDADE de reconhecerem as suas insufuciências!

Trackbacks

  1. […] por terra a teoria do resgate e a elogiar o desempenho da Geringonça. De seguida, foi a vez de Carlos Costa dizer que um défice de 2,5% é “exequível”. Agora somos surpreendidos por uma entrevista […]

  2. […] em Bruxelas, afirmar que o governo está em sintonia com Bruxelas e a afastar o risco de resgate, o Banco de Portugal a considerar “exequível” a meta de 2,5% de défice, o presidente da AICEP, Miguel Frasquilho, […]

  3. […] de personalidades e instituições tão insuspeitas quanto Miguel Frasquilho, Carlos Moedas, Banco de Portugal ou Conselho de Finanças […]

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