O BdP, Carlos Costa e os juros superiores a 4%

Nicolau Santos, no programa As Contas do Dia, da Antena 1, avança com um reparo quanto aos juros da dívida pública. Recorda o jornalista que, em 2015, pela tomada de posse do actual governo, Carlos Costa decidiu que alguns investimentos que estavam no Novo Banco passariam para o BES, assim ditando enormes perdas aos seus investidores. Esse momento coincidiu com o descolar dos juros da dívida para o patamar dos 4%, de onde já não se saiu. Segundo Nicolau Santos, isso dever-se-á à falta de investidores na dívida pública portuguesa. Na sua opinião, o safanão que foi dado a quem investiu naquele tipo de produto não se devia ter limitado a cinco investidores, os maiores, mas sim a todos, distribuído igualmente as perdas, que se poderiam situar, nesse caso, na ordem dos 16%. A decisão unilateral de Carlos Costa, afirma Nicolau Santos, teve impacto nos juros que os portugueses estão a pagar até hoje, superiores aos dos congéneres europeus. 

Quando falha a regulação dos bancos

Morreu a tartaruga que engoliu 915 moedas. “Banco” era a sua alcunha.

A democracia é o que o PSD quiser

Num momento em que o PSD se dedica a um rasgar de vestes diário, a propósito das críticas ao trabalho do governador do Banco de Portugal (BdP) que se ouvem à esquerda, agravadas pela reportagem da SIC, Assalto ao Castelo, que veio comprovar factualmente que Carlos Costa foi negligente e irresponsável no que à catástrofe BES diz respeito, importa recordar que, por muito menos, o Tribunal Constitucional (TC) foi alvo de violentas críticas por parte das mais altas patentes do exército laranja. [Read more…]

Os nossos carrascos e os tipos que levam o país a brincar

Os mercenários da Standard & Poor’s anunciaram ontem a manutenção do rating da República Portuguesa no nível BB+, also known as “lixo”, atribuindo-lhe uma perspectiva “estável“. São más notícias para o país, que continua enfiado no buraco dos terroristas financeiros, piores ainda para os partidos à direita, que continuam a apostar as suas fichas na hecatombe das finanças públicas, muitos deles a rezar sucessivos terços para que o caos se instale e o assalto ao poder se torne mais fácil. Para sua desilusão, o problema não se agravou. Ainda. [Read more…]

Carlos Costa e a “mão humana”

Carlos Costa deu uma entrevista sobre o que podia ter, ou não ter, feito quanto ao BES. Enfim, é o rescaldo da reportagem da SIC  “Assalto ao Castelo“.


Defendeu, novamente, que o enquadramento legal de então não lhe permitia retirar a idoneidade a Ricardo Salgado. Mas teve os pareceres jurídicos dos técnicos do BdP e do jurista Pedro Maia a dizer que sim, que podia retirar a idoneidade ao presidente do BES. Argumentou, ainda, que só o poderia fazer, na altura, com sentença transitada em julgado. Mas isso não foi impedimento para que, antes, Filipe Pinhal, Christopher Beck, Tavares Moreira, João Rendeiro e Armando Vara (*)  vissem a sua idoneidade retirada e, consequentemente, fossem impedidos de exercer actividade bancária. [Read more…]

Acho bem.

Carlos Costa pede para ser ouvido para se defender de “acusações distorcidas”. Haja deputados que se preparem.

A semana que passou

O entrudo veio à rua e confirmou-se que a terça-feira de Carnaval é dia de chuva, antecedido e precedido de abundante sol. Más notícias para as nádegas com Parkinson, como lhes chamou Bruno Nogueira.

carnaval

Tivemos uma semana pródiga em disfarces, com os nossos políticos a usarem máscaras, mesmo para além da quarta-feira de cinzas. Foi o que aconteceu hoje, quando o nosso ex-Primeiro-Ministro afirmou não conhecer “nenhum facto que, há (sic) luz das disposições legais, impeça o governador Carlos Costa de fazer o seu mandato.” Disfarçou-se de  despercebido, ao fazer de conta que não percebeu que os documentos da reportagem “Assalto ao Castelo” trazem para a ordem do dia uma questão que tinha ficado por responder: Porque é que o governo PSD/CDS reconduziu Carlos Costa como Governador do Banco de Portugal, sabendo o que se sabia na altura?

Mas este não foi o único folião da semana – já lá vamos, logo depois de sublinhar uma mais coisita. [Read more…]

Carlos Costa, é sempre bom recordar

Foi nomeado governador do Banco de Portugal por José Sócrates em Junho 2010.

Assalto ao Castelo – Reportagem SIC sobre o colapso do BES e o papel do BdP

A SIC teve acesso a documentos vindos do “Castelo”, metáfora visual para o Banco de Portugal (BdP). Todos com o selo de confidencial, vindos directamente do departamento mais sensível do BdP, a Supervisão Micro-Prudencial.

Ao longo da reportagem, é explicado, brevemente, o passado do BES, bem como a constante promiscuidade entre o poder político e o banco. Define-se o que é a idoneidade dos banqueiros e os poderes que o BdP tem para a remover, assim implicando a demissão dos cargos.

BES - ligação política (clicar para ampliar)

BES – (alguma da) ligação política

Num desses documentos confidenciais, os técnicos do BdP afirmavam que uma “actuação tempestiva” poderia vir a ser necessária. Vários factos são apresentados para consubstanciar uma coisa simples: O Governador do BdP, Carlos Costa, soube dos riscos inerentes ao GES pelo menos nove meses antes da resolução do BES mas optou por não agir. [Read more…]

Uma história de TERROR!

bes

Carlos Paz

BES / NovoBanco – Algo está PROFUNDAMENTE ERRADO!
Não pode ser SÓ incompetência. Não é possível!

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Para percebermos um pouco do que se está a passar (é impossível perceber tudo – é tão mau que não existe NENHUMA explicação plausível, aceitável, credível, etc…) vale a pena revisitarmos um pouco a história de tudo o que se passou:

A – Período BES/GES

1) Sob a direção de Ricardo Salgado, José Maria Ricciardi, José Manuel Espírito Santo, Ricardo Abecassis, Fernando Manuel Espírito Santo, Manuel Fernando Espírito Santo, António Ricciardi, Pedro Mosqueira do Amaral e Amílcar Morais Pires, entre outros, o Grupo Espírito Santo (GES) fez uma gestão de tal forma desastrada de todos os seus investimentos que entrou em processo de colapso financeiro;
2) O referido colapso financeiro foi sendo escondido ao longo dos anos através de uma série de operações que drenaram os fundos do BES para o GES;
3) Este processo correu SEMPRE sem que a supervisão do Banco de Portugal (BdP), dirigida primeiro por Vitor Constâncio e depois por Carlos Costa, se apercebesse do que quer que seja daquilo que se estava a passar (desvios massivos de dinheiro do BES e dos seus Clientes para esconder os PÉSSIMOS resultados de Gestão do GES);
4) Depois de totalmente destruído o GES, o BES estava perto da falência, numa altura em que todos no mercado falavam disso (auditores, jornalistas, comentadores, etc…), MENOS o regulador/supervisor (Carlos Costa e o seu BdP);
5) Em último estertor os supracitados gestores do GES/BES, com a anuência de Carlos Costa e do BdP, promoveram um processo de aumento de capital do BES – recordemos que Banco estava tecnicamente falido, mas estava a ser protegido pela INCOMPETÊNCIA (para bem da nossa sanidade mental coletiva enquanto Nação, vamos acreditar que nessa época os atos e as decisões decorreram SÓ de pura incompetência) de regulação e supervisão do BdP;
6) Este processo de aumento de capital de um Banco que estava FALIDO teve o alto patrocínio do Banco de Portugal (de Carlos Costa), da CMVM (de Carlos Tavares), do poder político (Cavaco Silva e Maria Luis Albuquerque) e de diversos jornalistas e comentadores (como Marcelo Rebelo de Sousa, amigo e visita de casa da “família”);
7) Nesta altura Carlos Costa (e o BdP) já se tinha apercebido de indícios de Gestão Danosa no BES (em favor do GES e de amigos) mas não tinha coragem para afastar Ricardo Salgado e a sua clique da Administração do Banco – nessa altura Carlos Costa pede (e paga com o NOSSO dinheiro) diversos pareceres jurídicos para provarem que NÃO podia afastar Ricardo Salgado, tendo no entanto a maioria dos jurisconsultos consultados optado por referir que Carlos Costa, se quisesse, podia MESMO afastar Ricardo Salgado;
8) A Administração do BES apercebeu-se que já NADA seria possível fazer para salvar o Banco (BES) tendo havido alguém (ainda se espera um esclarecimento das autoridades judiciais) que promoveu uma imensa purga de fundos, numa única semana, que arruinou definitivamente o Banco;
9) Apercebendo-se tarde, demasiado tarde, do ENORME problema que tinha entre mãos, Carlos Costa afasta finalmente Ricardo Salgado que nomeia para seu substituto o seu próprio braço direito (Amilcar Morais Pires, Administrador Financeiro do BES) que estava envolvido em TODO o processo e, aparentemente (continuamos a aguardar esclarecimentos das autoridades judiciais), em TODAS as decisões;
10) O Banco entra numa espiral negativa e no final da semana fatídica da purga de fundos (nunca esclarecida pelas autoridades judiciais), Carlos Costa é finalmente obrigado a agir (o BdP já não podia continuar a fingir que não percebia o que se estava a passar);
11) Carlos Costa que tinha feito parte da equipa de Durão Barroso em Bruxelas, recorre às autoridades Europeias e promove a montagem, com o patrocínio (ou o comando, nunca o saberemos) da Comissão Europeia e do BCE, de uma operação de “resolução bancária” para o BES;
12) Convém aqui recordar que, apesar de ser este o modelo definido pela TROIKA para os problemas dos Bancos Europeus, este tipo de solução foi ensaiada no BES e NUNCA mais voltou a ser usada em lado nenhum da Europa (mesmo no BANIF em que o “nome” foi o mesmo, a operação foi muito distinta). [Read more…]

Mais uma faca nas costas de Passos Coelho

ccppc

Graciosa como uma vuvuzela, a direita radical continua a sua épica batalha contra os esquerdalhos estalinistas e a herege democracia representativa. Mas ser um profeta da desgraça, nestes tempos sombrios em que o fantasma soviético paira sobre o nosso país, parece ser uma missão quase impossível. Uma missão ingrata e permanentemente minada pelos comunas que espreitam a cada esquina, preparados para roubar a classe média, os colégios privados e as mansões de férias na Comporta. [Read more…]

Duas ou três coisas sobre a CGD e sobre o BANIF

1. CGD

carlos costa
Carlos Costa

O momento escolhido para a apresentação do plano quanto à CGD foi típico de quem o quer fazer sem levantar ondas. Não é a primeira vez que governos apresentam medidas impopulares em situações semelhantes e não há-de ser a última. Neste caso, houve uma feliz coincidência quanto à escolha do momento para o anúncio. Juntaram-se dois flops e só se estragou um dia.
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Uma palmadinha na mão de Ricardo Salgado

RSCC

Ver Ricardo Salgado a ser condenado pelo Banco de Portugal a pagar uma multa de 4 milhões de euros, como pena pela venda de papel comercial do GES a clientes do BES, mostra que o ex-Dono Disto Tudo ainda é o Dono de Muita Coisa. Ricardo Salgado chegou a receber “presentes” de 14 milhões de euros, de José Guilherme. Para Salgado, 4 milhões de euros é um valor simbólico, uma mera palmadinha na mão.

A venda de papel comercial do GES, um grupo falido e que nada valia, lesou mais de duas mil pessoas, a quem o ruinoso negócio roubou um total de cerca de 500 milhões de euros. Muitas das pessoas que foram enganadas e levadas a subscrever o negócio perderam as poupanças de toda a sua vida de trabalho. Ver Salgado a livrar-se deste problema, pagando 4 milhões de euros, equivale a dizer que, efectivamente, o crime compensa.

E é nestas alturas que dá jeito ter Carlos Costa como governador da entidade que supervisionava a actividade de Ricardo Salgado e que, agora, livra o ex-banqueiro desta situação com uma multa simbólica. Apesar da sua absoluta inutilidade como regulador da actividade bancária, Carlos Costa foi sempre defendido pelo PSD, que escolheu reconduzir o Governador no cargo, enquanto durou o Governo de Direita. Aliás, não foi por acaso que o jurista que saiu em defesa de Salgado, no caso do “presente” de 14 milhões de euros, foi João Calvão da Silva, o homem que Passos Coelho escolheu para Ministro da Administração Interna, após as Legislativas de 2015.

Entretanto, os lesados do BES poderão vir a perder cerca de metade de todo o dinheiro que perderam com a compra do papel comercial do GES, o que, para muitas famílias, poderá ser ruinoso. Quanto a Ricardo Salgado, apesar da multa simbólica, a defesa do ex-líder do BES já anunciou que irá recorrer da sentença aplicada pelo BdP. Na prática, isto significa que há fortes probabilidades de que a multa de 4 milhões de euros será reduzida para um valor bem inferior.

Dá que pensar, não dá?

Via Uma Página Numa Rede Social

O que esconde Carlos Costa?

CCBdP

O governador do Banco de Portugal (BdP) insiste em não disponibilizar um conjunto de documentos solicitados pelos deputados no âmbito da Comissão Parlamentar de Inquérito ao caso Banif, que inclui o já célebre e aparentemente secretíssimo relatório do Boston Consulting Group sobre as falhas na actuação do BdP no caso da queda do BES. O BdP argumenta tratar-se de um documento sigiloso, ao qual só o próprio BdP poderá ter acesso, obstruindo desta forma o apuramento da verdade sobre mais uma catástrofe bancária que os contribuintes, representados pelo Parlamento, pagaram e continuam a pagar. Não nos estão a contar a história toda. O que esconde Carlos Costa?

Porque é que Passos defende Carlos Costa?

carlos costa

Carlos Costa não aceita ser confrontado com as suas decisões. Não aceita que lhe perguntem diretamente se os 700 milhões de euros que obrigou o BES a constituir para salvaguardar as aplicações que muitos investidores fizeram em papel comercial do GES não queriam exatamente significar que essas aplicações estavam salvaguardadas. Não aceita que lhe perguntem porque é que, sabendo o que se estava a passar no GES, guardou durante largos meses essa informação para si, sem a partilhar com a CMVM. Não aceita que lhe perguntem se concordou com a estratégia de Vítor Bento para o Novo Banco (recuperá-lo num prazo de três a cinco anos) ou se pura e simplesmente mudou de repente de opinião e decidiu que o banco tinha de ser vendido em seis meses. Não aceita que lhe perguntem se essa sua mudança de opinião não teve a ver com o interesse do Governo PSD/CDS em encerrar o dossiê antes das eleições de 4 de outubro de 2015. Não aceita que lhe perguntem como é que havia 17 interessados no Novo Banco e depois apenas três e depois a venda falhou de forma clamorosa. Não aceita que lhe perguntem porque passou três emissões de dívida sénior do Novo Banco para o BES “mau” em vez de fazer um corte igual de 16% para todas as emissões. Não aceita que lhe perguntem como foi possível o caso do Banif ter chegado ao beco sem saída a que chegou. Não aceita que lhe perguntem o que fez o Banco de Portugal perante as oito propostas de resolver o problema que foram entregues em Bruxelas, todas chumbadas. Não aceita que lhe perguntem porque pagou 300 mil euros à BCG para avaliar a atuação do supervisor no caso BES e agora se recusa terminantemente a divulgar as conclusões do relatório. E não aceita que lhe perguntem como não foi ele a impedir a venda de uma sucursal do Novo Banco em Cabo Verde a uma empresa ligada a José Veiga (só o fez agora) e sim o Ministério Público, que ordenou a detenção do empresário quando o negócio estava prestes a ser assinado. [Nicolau Santos,  Expresso Diário, 18/02/2016]

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O Banco de Portugal

© Bruno Santos

© Bruno Santos

 

Não serão muitos os cidadãos portugueses que saibam, com ciência aproximada, o que é um Banco Central, o Banco de Portugal, por exemplo, e o que é o seu Governador.

Talvez essa ignorância resulte de alguma insuficiência da acção pedagógica do Estado democrático, para o qual deve ser sempre um Bem o esclarecimento da comunidade. Ora, um Governador vem então a ser, à falta de mais erudita definição, a autoridade máxima de um certo território estrangeiro sob ocupação, uma colónia, por exemplo, no qual ele representa superiormente o poder do ocupante.

Assim, no caso em apreço, o Banco de Portugal é território estrangeiro situado no interior das fronteiras portuguesas, para o governo do qual o Estado Português possui a prerrogativa de nomear um Governador que nele, território, representa a soberania nacional.

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A revolução bolivariana chega ao Banco de Portugal

PPC CC

Durante meses, os profetas da desgraça leais ao anterior governo anunciavam a catástrofe que adviria de um governo de esquerda. Após as eleições, e principalmente depois da implementação da solução encontrada à esquerda, os mesmos catastrofistas hastearam a bandeira do caos que se instalaria na economia portuguesa, que para sua enorme tristeza tardava e tarda em chegar. Nem a queda do BANIF, que o anterior governo se esforçou por mascarar e adiar para que o inevitável não prejudicasse o resultado eleitoral, teve o impacto esperado nos juros da dívida. [Read more…]

Os rostos da falência do BANIF: Passos Coelho, Portas, Maria Luís e Carlos Costa

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Após os escândalos do BPP, do BPN e do BES os portugueses tinham a legítima expectativa que os políticos e a supervisão bancária tivessem aprendido a lição, mas afinal não, esta gente continua a brincar com o dinheiro dos portugueses.

Mais uma vez neste caso do BANIF a culpa tem caras e as caras têm nomes. Mas, mais uma vez, parece-me que os ex-governantes tudo estão a fazer para que a culpa morra solteira. Mas sublinho esta falência tem caras, responsáveis e motivações.

E esses responsáveis são Pedro Passos Coelho, Maria Luís Albuquerque e todo o anterior governo de coligação PSD / CDS, estendendo-se a responsabilidade ao Governador do Banco de Portugal.

carlos costa

Ninguém tem dúvidas que em 2013 a intervenção no BANIF era necessária, mas tudo o que se seguiu foram opções políticas E a manutenção da gestão do BANIF, como a nomeação para um novo mandato de Carlos Costa como governador do Banco de Portugal, foram opções políticas. Aliás, ainda há dias o ex-primeiro-ministro, Passos Coelho afirmava ter toda a confiança no Governador do Banco de Portugal e como a supervisão estava a acompanhar a situação do BANIF. [Read more…]

Zangam-se as comadres, descobrem-se os embustes

Costa MLA

Muita tinta irá correr durante as próximas semanas e, com ela, muita porcaria irá emergir. O passa-culpas já começou e de uma coisa temos já a certeza: a bandeira da saída limpa foi mais uma fraude do anterior governo, que empurrou o problema do Banif com a barriga para salvaguardar a sua posição nas eleições de Outubro.

Por agora deliciemo-nos com as comadres, outrora tão amigas e unidas, que começam a dar sinais de nervosismo e, como ratos, procuram abandonar o barco que ajudaram a afundar. Maria Luís Albuquerque, entrevistada ontem pela TVI, empurrou responsabilidades para a regulação bancária. Em resposta, fonte ligada ao Banco de Portugal contra-atacou, acusando o governo PSD/CDS-PP de não ter agido em conformidade com a dimensão do problema do Banif junto da Direcção-Geral da Concorrência da Comissão Europeia, na procura de uma solução imediata, como de resto vem confirmar a carta da Comissária com a tutela do organismo. Algo me diz que vêm aí mais surpresas. Só não surpreende a manobra do anterior governo, mais uma entre tantas. O homem bem tentou vender o conto para crianças de se estar a lixar para as eleições. Se ruminou quem quis.

BES: resolução e interesse público

«A “resolução” do BES foi injusta pois pôs nos contribuintes um encargo que devia pertencer ao BCE (pormenores). E foi, claro, uma decisão feita pela mão do Governo.  (…) Mas, afinal, ela pode ter sido bem-vinda, porque pôs a decisão do negócio nas mãos do BCE (e do BdP) [e não do Governo] (…)»
[Pedro Lains]

Novamente, relação PSD/banca obriga os “contribuintes” a pagarem buraco

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Depois de Cavaco Silva, Carlos Costa, Maria Luís Albuquerque e Pedro Passos Coelho terem, todos eles, afirmado solene e repetidamente que a solução que eles escolheram para o BES não teria impacto para os portugueses, ou para os “contribuintes”, como eles dizem, logo se começou a duvidar da seriedade das posições por eles assumidas.

Durante o último ano uma coisa e o seu oposto disseram sobre este assunto. A ideia de que, afinal, os portugueses seriam chamados a pagar o buraco do BES foi sendo sucessivamente trabalhada na opinião pública.

Este é o terceiro banco que, por mão do PSD, volta a ter o buraco das contas pago pelos portugueses. Primeiro foi o BPN e o BPP, bancos dos quadros do PSD e falido pelos quadros do PSD. O BPN foi nacionalizado pelo PS, para mal das nossas finanças, que viram um prejuízo privado transformado em prejuízo público. O BPP foi outro banco cujos prejuízos foram transferidos para o erário público. E agora é o BES, o qual pela mão do PSD e do CDS, volta a ser um banco no qual as trafulhices da família Espírito Santo estão prestes a ser pagas pelos portugueses.

Qual é a pressa, como perguntaria Seguro, qual é a pressa para vender o BES com tal urgência?

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Repromoção

promocao

Se bem percebi: Carlos Costa fez o que o governo mandou porque entretanto, o entretanto é depois do BPN, a UE mudou as regras impostas aos governos quando lhes caía mais um banco de vígaros.

Vítor Constâncio tanto cumpriu com o BPN as regras do seu tempo que foi promovido a vice-presidente do banco europeu. Carlos Costa ganha outro mandato.

O cargo chama-se governador do Banco de Portugal. Agora riam comigo: de Portugal.

Carlos Costa e os frequentadores de centros de saúde

carlos costaCarlos Costa propôs hoje que os trabalhadores que tenham uma longa carreira contributiva e que não se tenham adaptado às “novas condições de trabalho” sejam encaminhados para a pré-reforma. Talvez seja melhor traduzir: “novas condições de trabalho” corresponde a ‘trabalhar mais horas e ganhar menos’; “pré-reforma” significa ‘despedimento disfarçado de reforma, com indemnização muito reduzida’.

Esta linguagem cifrada faz parte do código dos senhores do mundo, os mesmos que chamam “colaboradores” aos trabalhadores e “redimensionamento” a despedimentos. Como se isso não bastasse, Carlos Costa acrescenta a estas suaves sacanices um arremesso indiscriminado de lodo:

Seria necessário pensar (…) em como encontrar formas adequadas de ‘pré-pensionamento’ destes trabalhadores que, por razões ligadas à sua formação, à sua longa história de trabalho e até por razões ligadas à própria inadequação às novas condições [de trabalho], hoje frequentam sobretudo centros de saúde para obter licenças médicas e outros mecanismos de ausência temporária.

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Mais um milagre do Espírito Santo

A história de como o BdP liderado pelo formidável Carlos Costa, que tem feito uma excelente regulação e nos salvou do quase caos onde já estávamos, autorizou um empréstimo de 3,5 mil milhões de euros ao BES, com garantia do Estado (nãããão, o esquema do Novo Banco não tem risco para os contribuintes) apenas dois dias antes de o liquidar administrativamente, através de uma medida aprovada pelo Governo e promulgada pelo PR em tempo record. Alguém ouviu Carlos Costa falar deste empréstimo na Assembleia da República? Quem tinha dinheiro no BES (quem tem muuuuito dinheiro não conta) não ouviu, seguramente.

Dando um tremendo bigode a todos os jornalistas deste País, o advogado Miguel Reis de quem ontem falei mostrou que, quando se quer saber alguma coisa, se deve ir à procura dela em vez de ficar, no conforto dos gabinetes, à espera que a informação entre na caixa do correio.
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A solidez bancária e o super regulador

Carlos

(Carlos Costa enverga a nota que lhe permitirá adquirir cerca de 57 acções do BCP)

Há pouco mais de um ano, o Banco de Portugal confirmava que o sistema bancário estava “sólido”. Em Junho passado, aquele que é já considerado como o melhor regulador da história dos reguladores pela SPO (Sociedade Portuguesa das Ovelhas) veio a público reafirmar essa solidez, avançando até que “Portugal está a criar um clima de confiança no sistema financeiro“.

Ora depois das recentes demonstrações de solidez do banco dos pobrezinhos da Comporta, solidez essa que em breve será solidificada com capitais provenientes do sitio do costume – não, não é o Pingo Doce, são mesmo os seus impostos –  voltamos a assistir a um filme a que assistimos há poucos dias: a CMVM decidiu ontem proibir as vendas a descoberto com ações do Millennium BCP, fruto de uma queda em bolsa de 15,07%, o que levou o preço de cada acção para valores abaixo do preço da pastilha elástica, mais concretamente 0,0879€.

Posto isto, aguarda-se com expectativa aquilo que os ideólogos do sistema terão a dizer. O super regulador é efectivamente um Cristiano Ronaldo da supervisão. Quando irá o BCE perceber o óbvio e apostar na sua contratação para a próxima época? Conseguem imaginar aquela frente de ataque com o Constâncio na esquerda, o Draghi da Goldman no coração da área e o Costa na ala direita? A conferência de imprensa de hoje promete…

E a piada do dia vai para…

Carlos Costa, governador do Banco de Portugal e potencial substituto de RAP na Mixórdia de Temáticas!

Ó redundante Sr. Costa 2,3% ainda é curto, upa!, upa!

carlos costaCarlos Costa, governador, apresentou o Boletim Económico da Primavera do BdP, destacando a previsão de queda de – 2,3% no PIB para este ano. O ‘Público’ adita algumas informações de pormenor, mas relevantes.

Impressiona-me observar que,  várias instituições e  os sábios líderes, apoiados por técnicos e estruturas de dimensão considerável, saiam a público para transmitir com estridência informação que já sabíamos – além da ‘troika’, Vítor Gaspar também já havia anunciado a previsão de quebra este ano de – 2,3% para o PIB.

A este  repetir de comunicação do que outro tinha comunicado chama-se redundância. No mínimo, é censurável e controverso que, de várias fontes pagas pelos contribuintes, existam diversas entidades a realizar o mesmo trabalho. O facto é ainda mais controverso, porque os líderes comunicadores, em outras ocasiões, não se fatigam de reclamar que o grande desafio a empresários e trabalhadores portugueses se centra no aumento da produtividade. [Read more…]

Desalavanca-me toda, querido!

A personagem de Jamie Lee Curtis, de Um Peixe Chamado Wanda, tinha a particularidade de ficar excitada sempre que ouvia qualquer língua que não a inglesa. Pergunto-me se a mesma personagem resistiria aos encantos do economês de Carlos Costa, o governador do Banco de Portugal. Como pode uma mulher não gemer quando ouve um homem dizer coisas como “A desalavancagem tem de se fazer através de ‘stocks’, alienação de ativos, de modo a não prejudicar a economia”? Como poderia ela sufocar um grito rouco quando ouvisse sussurrar “O processo de desalavancagem de fluxos sacrifica o financiamento da economia e o crescimento e, logo, o balanço dos bancos pela qualidade. Nessa altura, entra pela janela o que tinha saído pela porta.”?

No que me diz respeito, já ficaria contente se, um dia, um economista com responsabilidades de qualquer tipo de governação fizesse previsões acertadas. A esse, mesmo preso dentro deste corpo heterossexual, dar-lhe-ia ouvidos.

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2005-2010, mudam-se os tempos, mudam-se as vontades

Em Portugal, talvez se lembrem, houve um tempo em que o Banco de Portugal (BdP) ditou o destino do país. Não me refiro aos anos do escudo, quando bastava ao banco central desvalorizar a moeda para se resolverem as crises orçamentais mas sim ao ano de 2005, em que o BdP descobriu que o défice das contas estava nos absolutamente altos 6.0% do PIB. Era então governador Vitor Constâncio.

Hoje temos um défice de 9.1% do PIB e a dívida pública passou dos 63,9% do PIB em 2005 para os 92,4% do PIB em 2010. Perante estes dados, Carlos Costa, Governador do Banco de Portugal, diz que nos últimos 12 anos os Estados e os Governos à frente dos destinos do país não foram prudentes. Endividaram-se e não quiseram cumprir regras europeias, de manter o défice abaixo dos 3%, ou de simples bom senso (citando o texto da RR, onde constam mais umas notas pertinentes).

Será que o Governador do Banco de Portugal já não é pessoa a ter em conta?

 

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