Estes governantes são uns pândegos…


Continuo sem perceber a razão porque os sucessivos governos preferem enterrar o que chamam dinheiro público, na verdade é dinheiro esbulhado ao contribuinte, nos Bancos portugueses. Primeiro Sócrates não permitiu a falência do BPN e BPP, mais tarde Passos Coelho fez o mesmo com o BES e por último António Costa com o BANIF. A somar a tudo isto ainda temos os juros pagos à troika, pelo empréstimo destinado a ajudar o sistema financeiro, que supostamente ficaria forte, mas não ficou.

A senhora Martins defende que a melhor solução para o Novo Banco é nacionalizar, mesmo que seja necessário recapitalizar. Mais dinheiro do contribuinte em cima do que já lá está enterrado. O sr. Sousa também defende a nacionalização e manda a sua correia de transmissão sindical justificar a medida com a necessidade de garantir a manutenção dos postos de trabalho. Como se fossem os portugueses a ter de pagar o emprego de alguns. Além disso o mesmo princípio não será aplicado na CGD, que todos concordam terá de ser restruturada, sem que tenhamos na rua o mesmo folclore sindical que teríamos caso o governo fosse outro…
Já o primeiro-ministro nos garante que a venda do Novo Banco por valor inferior ao aplicado pelo fundo de resolução, através do empréstimo que recebeu, não custará um cêntimo ao contribuinte, pois será o sistema financeiro a suportar. António Costa aprecia jogar com as palavras, tomando os portugueses por tolos, o maior Banco português é a CGD, que além do financiamento que necessita para restruturar, terá a maior fatia deste encargo.
Quanto aos partidos da oposição o melhor mesmo é permanecerem calados, não emitirem grandes opiniões nesta e outras matérias, porque perderam 4 anos, 1 legislatura completa, sem reformar estruturalmente coisa alguma no Estado. Mas pior, sempre que aparecem negócios ruinosos, destacados dirigentes ou antigos governantes aparecem sempre implicados. E quando toca a repartir o bolo, estão sempre prontos a deixar de lado querelas partidárias para toma parte no festim, como aconteceu na inacreditável aprovação da Lei que abriu portas à corrupção, desresponsabilizando autarcas por dinheiro mal gasto, com PS, PCP e PSD do mesmo lado da barricada. Verdade que ficaram equiparados aos membros do governo, mas o princípio seguido deveria ter sido o inverso, responsabilizar todos os titulares de cargos públicos pelas decisões tomadas. E para distrair o povo, vão arranjando alguns assuntos de ocasião…

Comments

  1. tá bem tá says:

    quando li a segunda linha não ficaram dúvidas: o autor não podia ser outro que não o talibã neoliberal da tasca. o camilo lourenço ou o skinhead gonçalves não diriam melhor.

  2. Paulo Marques says:

    O António preferia que fossemos todos a correr levantar o que restasse nos bancos, na verdadeira sobrevivência do mais apto a ver quem metia mais depressa debaixo do colchão ou no Panamá. Que as empresas fechassem todas no dia seguinte e ninguém tivesse o que comer também não tem importância nenhuma, os mais aptos que sobrevivessem quando chegasse o almejado caos e desaparecimento do estado: o verdadeiro paraíso das teorias randianas.

    • Presumo que saiba o que é fundo de garantia de depósitos…

      • Paulo Marques says:

        Isso era antes das novas regras de resolução de bail-in, que também não vão ser seguidas no Deutsche.
        De qualquer forma, isso não é todo o dinheiro que as pessoas têm no banco, mesmo acreditando que não havia corrida aos bancos (coisa que não vi ninguém sério defender), ninguém investia. Se ninguém investia lá se iam os fundos e as obrigações e a economia caia por aí abaixo na mesma, ainda por cima numa altura de austeriestupidez.

        • Pensa mesmo que a expansão será ilimitada? O crédito barato, a emissão de moeda por Decreto sempre provocarão bolhas…

          • Paulo Marques says:

            Claro que não, não acredito no capitalismo, mas é o que temos e é assim que funciona, e sempre é muito melhor do que o padrão ouro.

          • Eu também não acredito no capitalismo ao serviço das corporações e governos, ou seja o capitalismo manipulado. Acredito na liberdade em todas as vertentes…

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