O Aventar não é um blogue de direita. Nem de esquerda. É do pluralismo e da diversidade

Lembro-me bem dos tempos do passismo, em que a esquerda aventadora, onde me incluo, estava em ebulição. O Aventar é um blogue de esquerda, de esquerdalhos, afirmavam os juízes virtuais. E eu, esquerdalho que vê a coisa de dentro, pensava para mim que o Aventar não era de esquerda nem de direita, mas o simples facto de haver um governo de direita no poder, dava um gás adicional à esquerda da casa.

Alguns anos volvidos, leio por aí que o Aventar deu uma volta, e os juízes virtuais decretam agora que somos um blogue de direita, de direitalhos, e eu olho para o painel de autores e ele pouco se mexeu. Mesmo esta última vaga de jovens talentos, chegada nos últimos meses, praticamente ainda não publicou, com a excepção do Francisco e do João.

Curiosamente, um é de esquerda, o outro de direita. E os seus escritos enriquecem o Aventar na sua longa tradição de pluralismo e diversidade. E deixem-me que vos diga, da confortável posição de quem “malhou” no passismo até ficar sem dedos (e faria tudo de novo, já agora), António Costa não sofreu metade das críticas e dos ataques a que Passos Coelho foi sujeito neste blogue. Nem metade e em quase o dobro do tempo.

Trolls há muitos. Blogues da velha escola, com um painel tão amplo de autores, com a diversidade política e ideológica que este encerra, não existe nenhum. Existem blogues com diferentes tipos de conservadores, blogues com diferentes tipos de socialistas, blogues com diferentes tipos de liberais, mas o Aventar é o único que tem diferentes tipos de conservadores, socialistas e liberais. E vai continuar a ter. Umas vezes escreverão mais uns, outras vezes escreverão mais outros, como, quando e sempre que lhes apetecer. Aqui aventa-se, livremente, sem hierarquia, sem imposições, sem limitações e com direitos iguais. Em democracia. Talvez seja por isso que ainda aqui estamos, a crescer em audiências, vários anos após o manifestamente exagerado anúncio da morte da blogosfera. E, note-se, enquanto cá estivermos, nenhum político está a salvo. Seja de esquerda ou direita, liberal ou conservador.

Comments

  1. JgMenos says:

    Com o meu ficaram 5 gosto e 7 não gosto.
    Fico satisfeito com a esquerdalhada desgostosa!
    As variantes das minhas crenças são pouco estimulantes…

    • POIS! says:

      Pois são!

      Ainda Menos estimulantes que um burro a zurrar aquela marcha “Lá vamos, cantando e rindo, levados levados sim…” que V. exa passa todos os dias lá no seu gramofone!

  2. Paulo Marques says:

    E os autores afectos ao PS, contam como conservadores ou como liberais?

  3. Ricardo Pinto says:

    Amo-te, João.

  4. Francisco Miguel Valada says:

    Muito bem, João. 8-7. Desempatei.

  5. João Branco says:

    “Aqui aventa-se, livremente, sem hierarquia, sem imposições, sem limitações e com direitos iguais.”

    Recordo-me da censura interna a que fui alvo em 2017 por parte de vários aventadores a propósito de um post no qual escrevi que o Jaime Nogueira Pinto não tinha qualquer direito de falar (numa conferência que estava a ser organizada por um grupo de jovens fascistas na FCSH da Universidade Nova de Lisboa). Esse foi o motivo de uma das minhas saídas do blog. Nesse dia, vários aventadores (as mensagens estão obviamente registadas, tendo portanto forma de provar o que afirmo) chegaram inclusive a pedir que me retratasse publicamente. Foi sempre este o pluralismo e a diversidade que reinou cá dentro. A muitos tudo foi permitido. Até insultar aventadores. No que me concerne, foram várias as ocasiões em que fui chamado à atenção pelo que escrevia. Quando infelizmente tive o azar de insultar um aventador, fui imediatamente alvo das críticas daqueles que sempre me quiseram fora desta casa. O mesmo aconteceu infelizmente a outros autores deste blog que entretanto saíram. No entanto, mesmo assim quando sentiram que as audiências do blog estavam a cair, lembraram-se de mim, porque sabiam que se voltasse ao estilo ofensivo que utilizava no passado, as audiências poderiam voltar a subir. No fundo, fico com a sensação que neste blog fui sempre usado. Que nunca fui consensual a todos os autores, sei que não fui. No Aventar, ou beijas as botas aos líderes da pandilha ou então estás fora. Como me recusei sempre a beijar os pés a gente que vive de espinha dobrada, nunca fui verdadeiramente aceite. Esta teoria que hoje tentas vender, cai por terra. Infelizmente, não existe nem nunca existiu um clima de respeito pelo pluralismo e pela diversidade nesta casa.

    P.S: Agora apaguem este comentário como fizeram com o outro.

  6. João Branco says:

    Em 3, 2, 1 virá um aventador random, mandado por alguém responder para procurar manipular a opinião pública…


    • João Branco de nome e de alma muito negra, não escrevo há muuto tempo no Aventar. Fui das pessoas que mais se ofenderam com a tua deslealdade do passado, talvez porque detesto gente de roda baixa e baixo nível. Pessoalmente, não concordei com a tya reentrada, fiz saber isso internamente a quem te propôs e, tal como nunca antes fiz, não vetei a tua entrada. Mal. Não devias ter entrado da primeira vez, não devias ter re-entrado da 2a e muito menos devias ter re-re-entrado. Pensaram que tinhas mudado, que te tinhas tornado homen. Eu achei sempre que quem não tem lealdade nem valores dificilmente os ganha. Intelectualmente, és baixo. Moralmente, chafurdas no esgoto. Feliz 25 de Abril, aí na sarjeta! Nós, por cá, todos bem. Estás nos nossos corações, amor. DEP.


  7. Tão estranha esta manifestação de cretinice. O professor Machado tinha razão quando disse que um cretino será sempre um cretino. E nunca deveriam sair do armário com os seus demónios. Abrir-lhes a porta é dar entrada ao pesadelo. Não escrevo no blogue há cerca de quatro anos, desde que assumi a presidência de uma federação desportiva, mas hoje não resisti ao ler o comentário mentiroso e aberrante desta pústula. DEP

  8. João Branco says:

    Obrigado por todos os insultos e impropérios amigos. Descarregar o que vos vai na alma faz-vos bem. Baixa-vos os níveis de stress, diminui a quantidade de radicais livres que vos circula no sangue e sempre tem um alvo para poderem expiar todas as frustrações do vosso quotidiano. Um bem-haja.

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