Efectivamente, no Expresso: “Enfermeiro nomeado para coordenador da Estrutura de Missão para as Energias Renováveis deixou o cargo quatro dias depois da nomeação ter sido publicada“.
Alguém que desconhece a regra que proíbe contracções perante um infinitivo pessoal mantém-se em funções, apesar do pedantismo
Como diria o Eça, “um perpétuo paradoxo em acção”
É possível lermos, num artigo de Jorge Pinto, “um partido que defende a política assente na ciência e nos dados” e a indicação “O autor escreve segundo o acordo ortográfico de 1990“? É.
Santana Lopes diz que faz
“uma constatação de factos“. Factos? Com /k/? Estranho. Então e o “agora facto é igual a fato (de roupa)“?
TACO = Trump always chickens out
Não é Trump always *chicken out (00:31). O verbo é to chicken out, conjugado na terceira pessoa do singular (presente do indicativo), logo, aquele s faz imensa falta. Oh yeah!
O problema deste conjunto de 61 palavras é haver sete ques
Efectivamente, cerca de 11,5% do total.

O progresso ortográfico português
I don’t trust him one iota.
—Cycling MikeyStreets and shoesAvenues
—Jim Morrison… indicating that Chinese would face perceptual difficulties in these sounds.
–Zhang & Liao (2023)
***
Prestes a terminar 2025, feito o ponto da situação orçamental, quer aqui, quer no Público, convém responder a duas perguntas:
- Em termos de montra, o problema esgota-se no OE, na CGE e no DR?
- Porque é que Objetivamente é uma coleção da Objectiva?
Começando pela primeira pergunta, responda-se não. Pessoa muito chegada pediu-me recentemente informações sobre as alterações da lei laboral. Remeti-a para sindicalista de conhecimento comum. O documento encontra-se aqui (pdf) e aquilo que nele se lê justifica o não ainda agora indicado.
Repare-se naquela inspectiva

e nestes respectivos

Acordo Ortográfico de 1990? Para quê?
Portanto, não.
No que diz respeito à segunda pergunta, a resposta é [Read more…]
O divórcio: essa obsessão da direita
Em Portugal é quase mais fácil uma pessoa divorciar-se do que despedir um trabalhador. (14:29)
— Cecília Meireles, 08/12/2025Quantas pessoas se casariam, se fosse proibido o divórcio? (11:58)
— João Cotrim de Figueiredo, 11/12/2025
O problema desta frase entre aspas é ter três ques

Além de não corresponder exactamente ao que foi dito (cf. 07:04).
À atenção de Rui Costa
Oferecer um calendário ou uma agenda a Mourinho. O jogo é na terça…

Efectivamente, de facção
Não é a primeira vez que a excelente facção surge no jornal que, irresponsavelmente, há uns anos, anunciou a poupança de letras. Os meus agradecimentos a Marques Mendes e a António Filipe por terem estimulado estas facções.



No momento em que ouvi Seguro chamar “deputado” a Ventura, lembrei-me do
« Mais vous avez tout à fait raison, monsieur le Premier ministre ! » (1988). Mas, prontos. Voilà. Efectivamente.
Os 28 debates para as presidenciais começam às 21 horas de Portugal Continental e da Madeira
- Hoje, 17 de Novembro, segunda-feira, TVI: André Ventura vs. António José Seguro
- 18 de Novembro, terça-feira, SIC: Luís Marques Mendes vs. António Filipe
- 20 de Novembro, quinta-feira, RTP: Henrique Gouveia e Melo vs. João Cotrim de Figueiredo
- 23 de Novembro, domingo, SIC: Catarina Martins vs. Henrique Gouveia e Melo
- 24 de Novembro, segunda-feira, RTP: João Cotrim de Figueiredo vs. Jorge Pinto
- 25 de Novembro, terça-feira, SIC: Luís Marques Mendes vs. André Ventura
- 26 de Novembro, quarta-feira, TVI: Jorge Pinto vs. Henrique Gouveia e Melo
- 27 de Novembro, quinta-feira, RTP: António José Seguro vs. João Cotrim de Figueiredo
- 28 de Novembro, sexta-feira, TVI: André Ventura vs. Catarina Martins
- 29 de Novembro, sábado, RTP: Luís Marques Mendes vs. Jorge Pinto
- 30 de Novembro, domingo, SIC: João Cotrim de Figueiredo vs. António Filipe
- 1 de Dezembro, segunda-feira, RTP: António José Seguro vs. Jorge Pinto
- 2 de Dezembro, terça-feira, TVI: António Filipe vs. Henrique Gouveia e Melo
- 3 de Dezembro, quarta-feira, RTP: António José Seguro vs. Luís Marques Mendes
- 4 de Dezembro, quinta-feira, TVI: Catarina Martins vs. João Cotrim de Figueiredo
- 6 de Dezembro, sábado, SIC: António José Seguro vs. Catarina Martins
- 7 de Dezembro, domingo, TVI: João Cotrim de Figueiredo vs. Luís Marques Mendes
- 8 de Dezembro, segunda-feira, RTP: António Filipe vs. Jorge Pinto
- 9 de Dezembro, terça-feira, SIC: Henrique Gouveia e Melo vs. António José Seguro
- 10 de Dezembro, quarta-feira, RTP: Catarina Martins vs. António Filipe
- 11 de Dezembro, quinta-feira, SIC: André Ventura vs. Jorge Pinto
- 12 de Dezembro, sexta-feira, RTP: Luís Marques Mendes vs. Catarina Martins
- 13 de Dezembro, sábado, RTP: André Ventura vs. António Filipe
- 15 de Dezembro, segunda-feira, RTP: Henrique Gouveia e Melo vs. André Ventura
- 19 de Dezembro, sexta-feira, SIC: João Cotrim de Figueiredo vs. André Ventura
- 20 de Dezembro, sábado, TVI: António José Seguro vs. António Filipe
- 21 de Dezembro, domingo, RTP: Catarina Martins vs. Jorge Pinto
- 22 de Dezembro, segunda-feira, TVI: Henrique Gouveia e Melo vs. Luís Marques Mendes
Reflexão para o fim-de-semana
Existe uma semelhança entre as pianadas do Lennon no Something e do Tommy Lee no Home Sweet Home.
O protagonismo dos mandatários
Houve um fato que determinou a transmissão
Hikaru strikes at the center, with c5, following the general rule: if there’s a move on the flank, you strike in the center.
— Daniel Naroditsky (1995-2025)Ne mettons pas la morue avant les boeufs, comme on dit par ici.
— Astérix
***
Antes de 2012, nenhum fato determinaria qualquer transmissão. Essa impossibilidade de fatos determinarem transmissões era um dado adquirido. Todavia, a cegueira ortográfica e a aversão a pareceres levou a que, comme si de rien n’était, nos aparecesse isto:

Quando?
Hoje.
Onde?
No sítio do costume.
Desejo-vos um óptimo fim-de-semana.
***
David Bell (1959-2025)
Pinto Balsemão e a doentia obsessão dos portugueses por Marcelo Rebelo de Sousa
Efectivamente, até na morte de Francisco Pinto Balsemão. Esta contínua e doentia obsessão dos portugueses por Marcelo Rebelo de Sousa pode traduzir-se em imagens. Quereis uma actualíssima imagem desta doentia obsessão?
Ei-la:

Contra o Orçamento do Estado para 2026
When the band first started, I went for a vocal approach that was rhythmic and spoken, but sometimes unleashed, because of all the different guitar tunings we used.
— Kim Gordon

Ministro das Finanças entregou OE no Parlamento (foto: Rui Gaudêncio)
Ontem, um dia antes da data prevista, o Governo apresentou a proposta de Orçamento do Estado para 2026 (OE2026). É sabido que em 2012, 2013, 2014, 2015, 2016, 2017, 2018, 2019, 2020, 2021, 2022 [1] e [2], 2023, 2024 e 2025 as coisas não correram bem. Prevê-se que, para 2026, tudo esteja como dantes. Recorde-se que, nas palavras do Governo, a Proposta de Lei do Orçamento do Estado para 2026 é um dos documentos políticos e legislativos mais importantes da vida colectiva de Portugal (e das “vidas individuais das pessoas e empresas”), por isso, “é urgente, inadiável e uma exigência categórica de transparência, a apresentação e explicação aos portugueses do seu conteúdo”.
Sem mais delongas, vejamos alguns exemplos do Relatório (pdf), para compreendermos um bocadinho melhor aquilo que efectivamente se passa no mundo ortográfico português: [Read more…]
John Searle (1932–2025)
John Searle morreu há treze dias e ninguém me disse nada. Nem a mim, nem a vós. Curiosamente, quando morreram os meus outros heróis intelectuais — Rorty & Gadamer –, o NYT pronunciou-se. Este silêncio é estranho? Não, não é. Quando o último dos meus heróis morrer, calar-se ão? Não. Adiante. Fica aqui o melhor do Searle no Aventar. Obrigado por tudo, John.
Jimmy Kimmel esqueceu-se de Bill Maher
E isso é imperdoável.
Efectivamente, este name-dropping de Kimmel está incompleto: Stephen Colbert, Jon Stewart, Seth Meyers, Jimmy Fallon, John Oliver, Conan O’Brien, James Corden, Arsenio [Hall], Kathy [Griffin], Wanda [Sykes], Chelsea [Handler], Jay [Leno], o apresentador alemão que lhe ofereceu emprego [Stefan Raab, fyi, Jimmy], Howard Stern, David Letterman, Ben Shapiro, Clay Travis, Candace Owens, Mitch McConnell, Ryan Paul e até Ted Cruz.
Exactamente:
Até a Rolling Stone concordaria comigo.
No tempo do Salazar é que era bom
De acordo com os dados recolhidos nos Censos de 1970, um em cada quatro portugueses (25,6%) era analfabeto. Essa percentagem de pessoas que não sabem ler nem escrever foi baixando ao longo das décadas seguintes: 18,6% em 1981; 11% em 1991; 9% em 2001; 5% em 2011; e 3,1% em 2021.
Também é verdade que, em 1970, cerca de 68% das casas não tinham duche ou banho, 53% não tinham água canalizada e 42% não tinham instalações sanitárias.
De resto, nesse mesmo ano da morte de Salazar, a taxa de mortalidade infantil registada em Portugal era uma das mais elevadas da Europa: 55,5‰, isto é, morriam 55,5 crianças com menos de um ano de idade por cada 1.000 nascimentos. Em 2024 fixou-se em 3‰, uma das mais baixas do mundo.
Sublinhe-se neste âmbito que, em 1970, apenas 38% dos partos ocorriam em estabelecimentos de saúde.
Lage, Bruno Lage
Na despedida do cavalheiro, a minha pergunta é esta: não achais que o Burning Angel dos Arch Enemy é extremamente semelhante ao Hangar 18 dos Megadeth? Eu acho.

Foto: Glorioso
A propósito dos incêndios e do “conhecimento do território”
Que nous cherchions le sens du mot latin arbor ou le mot par lequel le latin désigne le concept « arbre », il est clair que seuls les rapprochements consacrés par la langue nous apparaissent conformes à la réalité, et nous écartons n’importe quel autre qu’on pourrait imaginer.
–Saussure (1916)
***
Há poucas horas, soube que o “conhecimento do território” (conceito extremamente vago) foi aduzido algures enquanto trunfo para discussões televisivas de canais portugueses entre leigos. Convém conhecer as árvores do território, sim, mas igualmente ler os relatórios (os políticos não lêem relatórios, como a nossa experiência com o AO90 explica).
Além disso, como sabemos, uma árvore é um amigo.
Siga:
Arderam, em 2017, cerca de 1,4% dos espaços que tinham sido considerados como urbanos, no IFN6, em 2010. As percentagens referentes a cada uma das utilizações secundárias indicam que são o pinheiro‑bravo e o eucalipto as espécies que, em ocupação secundária das áreas urbanas, mais fazem aumentar a probabilidade de o espaço urbano arder (12,5 e 9,4% respeCtivamente). Valores intermédios (entre os 2 e os 3%) correspondem a situações de mato, de carvalhos, de castanheiros, ou de outras folhosas, ou a culturas permanentes (olival, vinha, pomar), com percentagens de 2,1%, de 2,8% e de 3% respeCtivamente. Percentagens mais baixas encontram‑se em situações em que as ocupações secundárias são pinheiro‑manso, outras resinosas ou sobreiros (0,9%), culturas temporárias ou pastagens de sequeiro (1%) ou, ainda mais baixa (0%) nas pastagens de regadio.
— AVALIAÇÃO DOS INCÊNDIOS OCORRIDOS ENTRE 14 E 16 DE OUTUBRO DE 2017 EM PORTUGAL CONTINENTAL RELATÓRIO FINAL (pdf) (link)
***










Recent Comments