Mad Season ao vivo no Teatro Moore, Seattle, 29 de Abril de 1995

Santana Lopes faz mea culpa quanto à posição do Chega

Pois. Mas ainda não fez mea culpa quanto ao “agora facto é igual a fato (de roupa)“.

Tiques portugueses

O “eu não sou jurista” é sempre seguido de um “mas”.

O escândalo político do 4 de Julho português

It is noteworthy that English native speakers show a clear tendency to perceive Catalan diphthongs in terms of English diphthongs.
— Juli Cebrian (2017)

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As crianças não são identificáveis, mas os nomes são associáveis e a associação é tendenciosa. Em Portugal, o Pedro, o António e o José passam despercebidos, mas o Anselmo, o Miguel Maria e o Tadeu já não — apesar de serem portuguesíssimos de bem e da Silva (como eu, na acepção populista). A deputada do Livre (livra!) poderia ter perguntado ao deputado Ventura o porquê de nāo ter mencionado o nome do portuguesíssimo e actualíssimo Zeinal. Mas, para isso, para desmontar esta conversa bacoca, é preciso pouca politiquice, mais qualidade na AR, menos gritaria, ausência de pathos (ui!) e muita leitura.

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Marchesín & colegas estão decepcionados e isso é óptimo

Por dois motivos:

1-Significa que o Boca não ganhou ao Benfica.

2-Quer dizer que não estão *dececionados — e não estar *dececionado é espectacular.

Marchesín & colegas estarem decepcionados indica-nos igualmente que o jornal A Bola efectivamente continua a não adoptar o AO90, mesmo sem a tal manifesta apatia disfarçada de resistência silenciosa. Mas isso, pois, já sabemos há imenso tempo.

Mariza — Gente da Minha Terra

Intersetado não é gralha

A ocorrência de intersetado deveria preocupar muita gente. Pior: a co-ocorrência no mesmo texto de intersetado e intersetaram demonstra coerência e anula a habitual desculpa de mau pagador da gralha. Evidentemente, os suspeitos do costume continuam a assobiar para o lado. Isto acontecia antes do AO90? Não, não acontecia. E acontece porquê? Porque interceptado>intercetado>intersetado é muito simples e interceptado>intersetado uma improbabilidade, para não arriscar uma impossibilidade.

O teor da notícia merece comentários, sim, mas hoje é domingo.

PS: Obrigado, Manuel Araújo, pelo alerta.

48 horas depois,

o Polígrafo continua a achar que António Costa é presidente da Comissão Europeia.

Polígrafo, Polígrafo, Polígrafo

O Polígrafo decidiu verificar a veracidade (em bom rigor, a exactidão) desta frase de Marcelo Rebelo de Sousa:

Portugal é o único actual Estado-membro não fundador que, com Durão Barroso e António Costa, viu os seus nacionais serem presidentes de duas instituições europeias: a Comissão Europeia e o Conselho Europeu.

Começa o Polígrafo por contextualizar:

Remata o Polígrafo desta forma:

Efectivamente:

Portugal (…) tem, hoje, um presidente da Comissão Europeia, o ex-Primeiro-Ministro António Costa, que chegou ao cargo em Dezembro de 2024.

Isto é grave.

Mas mais grave ainda é o texto ter sido publicado em

de Portugal Continental e da Madeira e, até este momento (em

14 de Junho de 2025 às
10:51

de Bruxelas–menos uma hora em Portugal Continental e na Madeira) ninguém do Polígrafo ter dado pelo gravíssimo disparate.

Robbie Williams – Rocket [c/ Tony Iommi] (vídeo oficial)

Jerry Harrison & Adrian Belew – Psycho Killer (Houston 06.16.23) HD

Preparação. [Read more…]

Os Knicks perderam,

mas só por causa da exibição magistral de Tyrese Haliburton. É a vida.

Explique-se a Augusto Santos Silva o seguinte:

Progressão rima com expressão e com exceção.

Não sei se era essa a intenção.

A composição do novo Parlamento é uma má notícia para todas as forças políticas, com exceção da extrema-direita. Especialmente má para o PS, o que, só por si, deveria preocupar os democratas e as forças económicas e sociais responsáveis. Mas a expressão quase residual obtida pelos partidos mais à esquerda e a não-progressão da IL num contexto de forte crescimento à direita são também sinais de alerta.

—Augusto Santos Silva

O meu fim-de-semana desportivo valeu

pelos Knicks.

Nirvana Live at the Paramount (1991) Full BluRay 1080p

“As pessoas distinguem os actos eleitorais”?

A sério? As pessoas? Talvez. Políticos? Olhe que não.

Uma Campanha Alegre

deve entender-se do ponto de vista metafórico e não literal.

Roberto Carlos — Cama e Mesa/Cama y Mesa (Primera Fila – En Vivo) [Official Video]

Brunson, Jalen Brunson

Buongiorno

Primeira mão

Segunda mão

Le Charme Discret de la Bourgeoisie – 1972

Convide-se Hervé Vilard, o original, para o próximo “São Bento em Família”

O meu momento American Psycho da semana passada

Entre os dois passados sábados, estive em Toronto. Efectivamente. No Verão do maldito ano de 2024, de férias no Canadá, também fora a Toronto, mas soubera-me a pouco. Muito pouco. Assim, aproveitei a presença no New Sounds, oh yeah, para me estrear na Queen Books da Queen e também na Type Books e na She Sells Sanctuary da Dundas, e rever igualmente as vizinhas Kops Records e Steve’s Music. Numa livraria da Universidade de Toronto, ab initio, umas senhoras canadianas, ao verem uma menção a Lisboa na minha identificação do simpósio, começaram a elogiar a capital, mas sublinhando que havia demasiados turistas. Eu sei, disse-lhes, com o melhor exemplo de algibeira da falácia do sujeito nulo. Todavia, vinquei: sou do Porto, mal-grado as aparências. No Porto, também, too many tourists, acrescentaram. Trouxe o Ancestor’s Tale do Dawkins e do Wong, por dez dólares canadianos, seis euros e meio, mais coisa, menos coisa. Uma pechincha. Antes do jantar, por mero acaso aparente, mas distracção efectiva, fui a um clube de Jazz, para um bocado de piano e contrabaixo. O Steinway & Sons vermelho encheu-me as medidas. O empregado do bar, com uma palestra sobre a não venda de álcool dos Estados Unidos, apesar da presença de Chardonnay da Califórnia na carta de vinhos, trouxe-me à superfície o Patrick Bateman do Ellis da minha idade adulta e o Edward G. Robinson do Lobo Antunes da minha adolescência: [Read more…]

O Salazar fez imensas asneiras,

mas não foi ele quem introduziu o teto.

Afinal de contas, é um fato ou um facto?

Exactamente.

Pergunta da semana:

O que será “um golo de grande *espetacularidade“? Efectivamente, foi um golo espectacular. De grande espectacularidade seria mau. De grande *espetacularidade, então, teria sido péssimo. Felizmente, do ponto de vista estético, foi espectacular.

Clem Burke (1954–2025)

Moro na Bélgica há imensos anos e, garanto-vos, nunca tive contatos sociais

Obrigado, A Bola.

A resistência silenciosa, pois, pois.

Coitado do Immanuel

“Kant” é palavra proibida na Eurovisão.

Coisa nunca vista: os Estados Unidos com uma língua oficial

Isto vai dar barulho, muito barulho, imenso barulho. Eis o decreto de Trump e a opinião do excelente (excelentíssimo) Daniel J. Olson.