A Fé na Ciência

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“Ciência à beira de descobrir a cura para a doença de Alzheimer – Mundo – RTP Notícias”.

14/9/2016

 

Quem estiver atento reparará que são recorrentes as notícias sobre curas de doenças temíveis, doenças que afectam muito a vida de muitas pessoas. Na verdade, tal como em outras situações, o conteúdo desta notícia (sem link) não corresponde minimamente ao título, que está lá apenas para causar espanto e interesse instantâneo. Trata-se quase sempre de material especulativo, sem nenhuma validação científica nem verificação prática.

A propaganda da Ciência vive deste tipo de truque, desta expectativa estendida ao infinito através dos meios de comunicação que propagam constantemente a descoberta da pólvora, da vacina para o cancro, a cura para a demência, o fim do sofrimento.

Se não estão ocupados nestes falsos milagres, os “cientistas” estão a descobrir novos planetas com água, para lá das fronteiras do sistema solar, acessíveis pela televisão, ou pelos filmes, ou pelos sonhos.

É isto a Fé na Ciência.

Cavaco Silva e o milagre de Fátima

O quarto milagre de Fátima acaba de ser revelado: é a sétima avaliação da Troika.

“Foi tomada uma decisão muito importante para o nosso futuro: colocámos atrás das costas a sétima avaliação”, realçou Cavaco Silva à margem da cerimónia de entrega dos Prémios Bial de 2012. “Penso que foi uma inspiração da nossa Senhora de Fátima”, acrescentou.

No Aventar já tínhamos percebido. A meio da tarde foi possível obter esta imagem (a selecção da publicidade que surge neste blogue é da exclusiva responsabilidade do WordPress):

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Está tudo dito. E lamento profundamente, tanto pela saúde mental de um adversário político, a quem não rogava tanto, como pelo país que o tem como Presidente da República.

Margaret Thatcher

Ninguém devia ser obrigado a morrer assim. Nem mesmo quando se foi uma cabrona em vida..

João Tordo fez-me Chorar

Agora mesmo,  a minha mulher chamou-me a atenção para o Conto de Natal de João Tordo, num suplemento do Jornal de Notícias de hoje, Somos Livros. Tinha começado a ler e estava a achar divertido, partilhou. Decidi ler também. Atirei-me ao texto na esteira daquele prazer que cintilava nos olhinhos dela. Éramos os quatro na cozinha. Filhas brincando, pintando, a mais velha a aprender a ler com um puzzle de palavras entre mãos com que formava sucessivas frases. Da narrativa do João não falarei. Quem puder, que a prospecte e a sinta com o corpo todo, num JN junto de si. Do que senti, sim, tenho de falar e já. Não é todos os dias que se chega ao fim de uma leitura com os olhos marejados. E não fui apenas eu. A minha mulher também. Mal terminei, saí da cozinha com a palma das mãos nos olhos. Ela terminou depois de mim e eu vi as suas lágrimas, que para mim são o ápice do Belo, o Excesso do Poético, enquanto eu estiver vivo. Não sucede vulgarmente que o coração se nos estremeça só com uma história escrita certamente no Olimpo, junto das musas, olhos nos olhos com elas. Se quiserem enternecer-se e seguir neste dia mais humanos e mais sensíveis, leiam este conto do João. Foi uma Epifania para mim. Mais uma pela qual dou graças a Deus.

A renúncia de Cavaco


Não sei se Cavaco Silva anda a correr pela casa fora com uma bola de cocó que tirou do próprio rabo momentos antes. Ou se o funcionário não chega a tempo de lhe mudar a fralda, que acaba de vazar naquela altura. Ou se ele, sentado no sofá, passa horas a fio a rasgar metodicamente pilhas e pilhas de jornais e revistas antigas (as tais que nunca leu).
Não sei, dispenso os detalhes sórdidos, mas quero saber do que realmente importa. Se o meu Presidente da República ficou maluquinho depois da visita do sr. Alzheimer ou do sr. Parkinson, eu tenho o direito de saber. Já para isso vivemos numa República: para não termos de esperar que o nosso representante máximo morra ou fique totalmente incapaz. Há uma coisa que se chama renunciar ao mandato. E se o Presidente da Republica não está em condições de continuar, é bom que comece a pensar no assunto.
Acumulam-se os indicios de que algo nao vai bem. Definitivamente, uma parte do baralho desapareceu e, nestas coisas, é improvável que regresse. Vamos todos continuar a fingir durante mais 4 anos que não se passa nada?

Dia Mundial da Música

Sou suspeita…

A Música é minha companheira desde os seis ou sete anos. Não me lembro de a ter antes. Num piano de cauda de brincar feito de plástico e pernas de madeira que a minha mãe tinha à venda na mercearia, eu tocava os primeiros sons. De tanto uso, conquistei o Piano: a minha mãe não o vendeu. Hoje, procuro que a música seja também a companheira para a vida dos meninos e meninas que aprendem Piano comigo.

A Música é uma excelente companhia, seja ouvindo, seja fazendo-a.

Mas está demonstrado que, para além do prazer que se tira, a Música contribui para o nosso bem-estar físico: “mexe com a totalidade do ser humano”.  Um determinado trecho musical pode, ao nível físico, “alterar o ritmo cardíaco e respiratório, a pressão sanguínea, a produção hormonal, as ondas cerebrais, tendo até resultados sobre o sistema cognitivo”.  [Read more…]