Conversas Vadias 52

Na quinquagésima segunda edição das Conversas Vadias, marcaram presença os vadios António de Almeida, Carlos Osório, José Mário Teixeira e Orlando de Sousa, que conversaram sobre programa de Governo, cultura, mérito, esperteza, chico-espertismo, Manuel Pinho, habilidade, tartarugas, Ricardo Salgado, avença, alzheimer, fé, mentalidade, F. C. Porto, marés, bipolaridade, Pedro Passos Coelho, mitologia, infantilidade, individualidade, grupo, sociedade, liberalismo, formação de preço, selvajaria, regulação, ambição, ganância, justiça, prioridades, funções do Estado, administração pública, promiscuidades, democracia, código de conduta, sistema eleitoral, educação, ideologia, radicalismo, programas e Estado de Direito Democrático.

No fim, e para variar, as habituais sugestões:

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Conversas Vadias 52
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Ricardo Salgado e a ala psiquiátrica de Caxias

Irmgard Furchner, uma alemã de 96 anos que, aos 18, era secretária no campo de concentração de Stutthof, começou esta semana a ser julgada por alegadamente ter contribuído para a morte de 11412 vítimas da barbárie nazi. Atrás da secretária.

Furchner não é a primeira nonagenária a ser chamada pela justiça alemã, pese embora as dúvidas sobre o seu envolvimento directo naquelas mortes. Tinha 18 anos, estava, como a maior parte dos alemães daquele tempo, brainwashed pela propaganda nazi, cumpria as ordens – administrativas – que lhe eram impostas e é pouco provável que tenha disparado algum tiro ou ligado as câmaras de gás. Apesar de tudo isto, a justiça alemã não teve dúvidas nem vacilou. A justiça é para cumprir e os alemães não brincam. Talvez isso ajude a explicar muita coisa.

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Cavaco Silva e o milagre de Fátima

O quarto milagre de Fátima acaba de ser revelado: é a sétima avaliação da Troika.

“Foi tomada uma decisão muito importante para o nosso futuro: colocámos atrás das costas a sétima avaliação”, realçou Cavaco Silva à margem da cerimónia de entrega dos Prémios Bial de 2012. “Penso que foi uma inspiração da nossa Senhora de Fátima”, acrescentou.

No Aventar já tínhamos percebido. A meio da tarde foi possível obter esta imagem (a selecção da publicidade que surge neste blogue é da exclusiva responsabilidade do WordPress):

cavaco-alzheimer

Está tudo dito. E lamento profundamente, tanto pela saúde mental de um adversário político, a quem não rogava tanto, como pelo país que o tem como Presidente da República.

Margaret Thatcher

Ninguém devia ser obrigado a morrer assim. Nem mesmo quando se foi uma cabrona em vida..

João Tordo fez-me Chorar

Agora mesmo,  a minha mulher chamou-me a atenção para o Conto de Natal de João Tordo, num suplemento do Jornal de Notícias de hoje, Somos Livros. Tinha começado a ler e estava a achar divertido, partilhou. Decidi ler também. Atirei-me ao texto na esteira daquele prazer que cintilava nos olhinhos dela. Éramos os quatro na cozinha. Filhas brincando, pintando, a mais velha a aprender a ler com um puzzle de palavras entre mãos com que formava sucessivas frases. Da narrativa do João não falarei. Quem puder, que a prospecte e a sinta com o corpo todo, num JN junto de si. Do que senti, sim, tenho de falar e já. Não é todos os dias que se chega ao fim de uma leitura com os olhos marejados. E não fui apenas eu. A minha mulher também. Mal terminei, saí da cozinha com a palma das mãos nos olhos. Ela terminou depois de mim e eu vi as suas lágrimas, que para mim são o ápice do Belo, o Excesso do Poético, enquanto eu estiver vivo. Não sucede vulgarmente que o coração se nos estremeça só com uma história escrita certamente no Olimpo, junto das musas, olhos nos olhos com elas. Se quiserem enternecer-se e seguir neste dia mais humanos e mais sensíveis, leiam este conto do João. Foi uma Epifania para mim. Mais uma pela qual dou graças a Deus.

A renúncia de Cavaco


Não sei se Cavaco Silva anda a correr pela casa fora com uma bola de cocó que tirou do próprio rabo momentos antes. Ou se o funcionário não chega a tempo de lhe mudar a fralda, que acaba de vazar naquela altura. Ou se ele, sentado no sofá, passa horas a fio a rasgar metodicamente pilhas e pilhas de jornais e revistas antigas (as tais que nunca leu).
Não sei, dispenso os detalhes sórdidos, mas quero saber do que realmente importa. Se o meu Presidente da República ficou maluquinho depois da visita do sr. Alzheimer ou do sr. Parkinson, eu tenho o direito de saber. Já para isso vivemos numa República: para não termos de esperar que o nosso representante máximo morra ou fique totalmente incapaz. Há uma coisa que se chama renunciar ao mandato. E se o Presidente da Republica não está em condições de continuar, é bom que comece a pensar no assunto.
Acumulam-se os indicios de que algo nao vai bem. Definitivamente, uma parte do baralho desapareceu e, nestas coisas, é improvável que regresse. Vamos todos continuar a fingir durante mais 4 anos que não se passa nada?

Dia Mundial da Música

Sou suspeita…

A Música é minha companheira desde os seis ou sete anos. Não me lembro de a ter antes. Num piano de cauda de brincar feito de plástico e pernas de madeira que a minha mãe tinha à venda na mercearia, eu tocava os primeiros sons. De tanto uso, conquistei o Piano: a minha mãe não o vendeu. Hoje, procuro que a música seja também a companheira para a vida dos meninos e meninas que aprendem Piano comigo.

A Música é uma excelente companhia, seja ouvindo, seja fazendo-a.

Mas está demonstrado que, para além do prazer que se tira, a Música contribui para o nosso bem-estar físico: “mexe com a totalidade do ser humano”.  Um determinado trecho musical pode, ao nível físico, “alterar o ritmo cardíaco e respiratório, a pressão sanguínea, a produção hormonal, as ondas cerebrais, tendo até resultados sobre o sistema cognitivo”.  [Read more…]