Ó Elvas, Ó Elvas, Justiça à Vista

As Coisas São o que São e Não se Fala Mais Nisso
Há ainda quem se admire, mas na verdade não temos que nos admirar com o que se vai passando no nosso País no que à Justiça diz respeito. E convenhamos que em outras coisas também não.
Ontem fez-se “justiça” no caso do Rui Pedro.
Ninguém sabia nada, os que sabiam não eram credíveis e os que seriam credíveis não falaram.
Vai daí, o “pobre” do Afonso Dias foi absolvido, coitadinho.
Hoje temos como caso mediático os “crimes” de Elvas.
O Tribunal anula os “crimes” a Carlos Cruz, a Carlos Silvino e a Hugo Marçal.
O Julgamento terá de ser repetido se chegar a ser, que isto não está para se gastar dinheiro nessas ninharias.
Lembremo-nos que o nosso País está em crise. Não tanto de dinheiro, que é o que toda a gentinha pensa, mas essencialmente de valores, sobre os quais ninguém fala porque já ninguém sabe o que são.
Enfim, abençoada democracia, onde não se pode chicotear, mandar prender ad eternum, ou colocar uns gajos em fila, no Campo Pequeno, para assim poupar nas balas.
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Bibi diz que mentiu – "todos são inocentes"

Carlos Silvino, Bibi, diz que mentiu e que todos os acusados são inocentes.

Junta que esteve sempre drogado e submetido a medicação muito forte. Adianta ainda que muitos dos rapazes foram obrigados a assinar.

Manobra de diversão ou não, estas declarações vão minar o resto do processo. O advogado de Carlos Cruz veio já dizer que o seu cliente foi condenado com base nas declarações de Silvino.

Curioso, também, é o facto de Bibi ter prescindido de José Maria Martins, seu advogado no processo Casa Pia desde 2003, há apenas três dias.

Nunca especulei sobre este caso, não vou fazê-lo agora. Mas admita-se por um breve momento que, na turbulência que aí vem, a sentença acaba anulada. Conseguem imaginar as consequências?

Eu não.

Adenda: Segundo o Público, Bibi diz que foi obrigado a mentir e

“Tive que dizer tudo com pena dos rapazes, que tinham levado bastante porrada. Via-se nos corredores [da Polícia Judiciária]”, afirma Silvino, que garante também ter feito todos os depoimentos sob o efeito de medicação e insinua também que lhe era sempre dado um copo com água “que não sabia o que tinha”. “Sempre que fui à Polícia Judiciária tomava aquele copo de água e sempre que regressava à prisão não me sentia bem, transpirava”, explicou.

Não estão fartos de ver condenados por pedofilia com tempo de antena?

Eu estou!
Ainda vão inventar um reality show em que se vai ver quem é o pedófilo mais popular! Uma vergonha!

Acórdão Casa Pia: cronologia de uma entrega anunciada

Cronologia e comentário a três dias de não acontecimentos.

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O Estado e a Casa Pia

Através de órgãos da comunicação social, aqui e aqui por exemplo, soube-se que o acórdão do tribunal sobre o processo ‘Casa Pia’ será distribuído, apenas, na próxima semana. Trata-se de mais um episódio de um caso, bem triste, de cujas responsabilidades o Estado e a instituição Casa Pia não podem considerar-se isentos.

O adiamento da entrega do acórdão aos interessados – mais do que a divulgação pública para alimentar mediatismos e polémicas – evidencia aberrantes ineficiências e ineficácias do Sistema de Justiça português, já de si debilitado na imagem por outros casos noticiados até à exaustão.

Além de interesses particulares, provavelmente até de arguidos, este adiamento serve de feição os argumentos e objectivos daqueles que, a cada oportunidade, procuram desacreditar o papel social do Estado. A meu ver, esta ideia não se aplica a Maria José Nogueira Pinto que, em artigo de opinião, critica o Estado, mas fala “em cúmplices do que se passava”.

Conheço razoavelmente a Casa Pia. Tive um familiar casapiano (“ganso”, na gíria interna), assim como colegas de trabalho e amigos, ex-alunos. Uns do Colégio ‘Pina Manique’, outros do ‘Maria Pia’. Deste último, e desde que nasci até aos trinta anos, fui vizinho próximo. Tão próximo que do terraço de casa dos meus pais via as instalações do recreio, constituídas por diversas zonas, entre as quais um campo de futebol, um campo de basquetebol e andebol e, ainda, um tanque adaptado a piscina.

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Casa Pia: Carlos Cruz condenado a 7 anos


Carlos Cruz – O senhor televisão é condenado a 7 anos – o nome mais importante do processo é punido exemplarmente. Vá ou não preso de imediato devido aos recursos, a sua carreira acabou.
Carlos Silvino «Bibi» – 18 anos de prisão para aquele que foi em simultâneo um réu e uma vítima da Casa Pia.
Jorge Ritto – Seria um escândalo se o embaixador saísse livre, tais eram as provas contra ele. 6 anos e 8 meses.
Ferreira Dinis – O médico do Ferrari leva tantos anos como Carlos Cruz – 7 anos.
Hugo Marçal – 6 anos e 2 meses para o advogado que apareceu nunca se percebeu de onde (agora percebe-se).
Manuel Abrantes – 5 anos e 9 meses para aquele que liderou a Provedoria interinamente.

A sentença da Casa Pia: Todos culpados


Todos culpados, disse a juiza por outras palavras logo no início da leitura do acórdão.
Vão ser horas e horas a descrever factos, que terminarão com os crimes provados e as penas a aplicar.
Carlos Cruz, que nos últimos dias não parou de pressionar, já tem conferência de imprensa marcada.
Numa coisa tem razão: e os políticos?

ADENDA: A pena de cada um dos arguidos.

Carlos Cruz – o senhor televisão

https://i1.wp.com/aeiou.expresso.pt/imv/0/315/694/ccruz2-5ecd.jpg?resize=230%2C153A um mês de conhecer a sentença de um tribunal soberano, Carlos Cruz deu uma entrevista de 40 minutos na televisão, para falar no seu caso. O seu caso é diferente de todos os outros casos que esperam uma sentença de um tribunal soberano, mas que não têm acesso à televisão?

A que se deve esta entrevista?Qual é o objectivo? Influenciar o colectivo de Juízes?

Não sei se Carlos Cruz é ou não inocente, mas sei que perante a Lei é um cidadão com os mesmos deveres e os mesmos direitos de todos os outros cidadãos. Teve o direito de se defender, de constituir advogado, gozou e goza da presunção de inocência. Bem sabemos que nesta sociedade mediática há muito que foi trucidado, é culpado para muita gente sem que se cuide de saber se há ou não provas bastantes para o culparem, mas nem por isso deve ter mais direitos que todos os outros.

Comparou a sua situação com a de Paulo Pedroso que está em liberdade e nem sequer foi sujeito a julgamento, lamentando que em situações iguais, ou mesmo mais crítica, Pedroso tenha tido um tratamento de favor. Ocorre perguntar. Por ser um político? Por ser ex-ministro? Por ser do PS?

A quem se dirigia tal recado?