O que vale é que ninguém foi prejudicado!

FMI reconhece que calculou mal o impacto da austeridade na economia

Quantos portugueses custa Catarina Furtado?

A RTP é mal gerida por ser pública ou por ser mal gerida?

Ladrão que acusa ladrão não deixa de ser ladrão

PS acusa Governo de colocar em causa a escola pública

Miguel Relvas, o roto, fala dos nus

Numa altura em que é preciso decidir, as lições da História não podem ser esquecidas, como não podem ser esquecidas as histórias. Com eleições à vista, é importante encontrar culpados e responsáveis, não porque seja absolutamente necessário condenar, apenas porque é importante escolher.

O estado a que chegou o país está ligado àqueles que têm alternado na governação. Não são apenas partidos que têm alternado, são pessoas desses mesmos partidos que têm entrado e saído dos sucessivos governos, regressando sempre aos lugares onde já foram incompetentes para voltarem a sê-lo, para colocarem os recursos do Estado ao serviço dos clubes a que pertencem, com consequências que vão da morte do tecido produtivo até à situação económica em que nos encontramos.

Miguel Relvas classifica os cabeças de lista do PS como “aqueles que conduziram Portugal à situação em que hoje se encontra”, juízo que não me merece discordância. No entanto, e voltando ao princípio, se aceitarmos que as responsabilidades da eterna crise portuguesa são divisíveis por PSD e PS, que dizer de Couto dos Santos, Miguel Macedo ou José Manuel Canavarro, figuras que desempenharam funções governativas noutros tempos nada longínquos?

Netanyahu, o (in)justiceiro sem vergonha

Uma família de colonos israelitas (um casal e três filhos) foi assassinada no dia 11 de Março em Itamar, na Cisjordânia, alegadamente por um indivíduo palestiniano.

Um país normal trataria este assunto como um caso de justiça. Um país expansionista poderá tender a tratá-lo como um assunto de guerra. Um país ocupante sem vergonha poderia, até, afirmar tratar-se (ironia das ironias) de um caso de terrorismo.

Mas no país de Benjamin Netanyahu, ainda sem conhecer a identidade ou localização do homicida, a primeira preocupação é a retaliação, já anunciada pelo primeiro-ministro: como punição vão construir 500 novas casas no colonato.

Três dias depois o mesmo Netanyahu declarou que Israel vai construir um muro na fronteira com a Jordânia para impedir a imigração ilegal através do país vizinho. “Temos de travar as infiltrações para proteger o nosso futuro”, disse ele.

Se alguém lhe perguntar para que caixote do lixo atirou a vergonha, a coerência, a justiça e a decência, não se lembra, livrou-se delas há muito tempo, se é que alguma vez soube o que isso significa.

Discurso de um deputado rosalaranjado

Tectos, só para os milionários que ganhem mais do que 486 euros, essa malandragem que só pensa em passear de ambulância e achava que a saúde era de graça! Limitações, só para os funcionários públicos, essas sanguessugas que contribuíram, evidentemente, para o descalabro das contas públicas!

Impor limitações às remunerações dos gestores públicos é que não pode ser, senhores! Então e os meus amigos que tiveram de perder anos de vida a colar cartazes, a sujar as mãos nas juventudes partidárias e que agora, graças à competência aí revelada, estão nas empresas públicas? E a rapaziada que anda há anos a dizer que sim e que também ao chefe da concelhia, ao mandante da distrital, ao presidente da comissão nacional, rapaziada que já disse que sim tantas vezes que até tem lesões cervicais gravíssimas? E os companheiros que aparecem, na televisão, em segundo plano, sempre a sorrir para fazer de conta que o nosso chefe é muito engraçado e inteligente? Já alguém pensou nos danos irreversíveis que as cãibras nos maxilares provocadas por tanto sorriso provocam? Não é justo que o dinheiro do Estado sirva para compensar todos estes heróis?