
Tribunal Constitucional dá luz verde aos candidatos autárquicos com três mandatos
Aguarda-se mais uma reacção enfurecida de Passos Coelho sobre os insensatos juízes do Tribunal Constitucional.
Expor ao vento. Arejar. Segurar pelas ventas. Farejar, pressentir, suspeitar. Chegar.

Tribunal Constitucional dá luz verde aos candidatos autárquicos com três mandatos
Aguarda-se mais uma reacção enfurecida de Passos Coelho sobre os insensatos juízes do Tribunal Constitucional.
Isto de serem os tribunais a decidir quem pode ou não candidatar-se tem muito que se lhe diga. Sou frontalmente contra a lei que limita os cidadãos de concorrerem a autarquias por terem desempenhado três mandatos como presidentes. Isto não só é anti-democrático como é de uma ingenuidade quase enternecedora, se não fosse tão grave. À boleia dos justiceiros da “Revolução Branca” – e do seu mentor, em tempos mandatário de um candidato há três décadas no poder, Narciso Miranda – PS e BE vão procurando fazer o papel de cândidos da legalidade. Ora, se a esquerda do PS espera pouco, ainda há quem à esquerda espere mais do BE. [Read more…]

Dá-me muito prazer que uma associação cívica como a «Revolução Branca» consiga fazer frente aos Partidos políticos, dando-lhes cabo dos planos e baralhando as contas que já estavam feitas. Não é para qualquer um!
Ainda assim, pergunto-me qual será o espírito da lei da limitação de mandatos. Não será o de impedir que um determinado autarca se eternize no poder num mesmo município, tecendo uma teia de compadrio e de corrupção que ao fim de vários mandatos se torna simplesmente inexpugnável?
Será que o mesmo autarca, passando para uma Câmara Municipal diferente, conseguirá transportar automaticamente essa mesma teia de interesses como se não tivesse mudado de poiso? Sinceramente, não me parece, mas confesso que não sei o que quis o Legislador com esta Lei.
E também acho que, no fim, os Partidos vão conseguir dar a volta e vão apresentar na mesma estes candidatos. Nem que seja com uma clarificadora lei que apareça nos próximos tempos na Assembleia da República. Já todos vimos que esta maioria é capaz disso e de muito mais. Mas aí é o povo que terá a última palavra…
Um princípio republicano que me é particularmente caro resume-se nisto: a política é um serviço, não é uma profissão. Também porque o leninismo (em circunstâncias históricas que até o admitiam) criou a figura do revolucionário profissional, e a manteve, muitos países acabaram em monarquias norte-coreanas.
Entre nós mais que uma profissão transformou-se numa carreira, com jota-iniciação e passagem a sénior deputado ou autarca, com a agravante de nos partidos do arco se ir rodando pelo poder empresarial, que não busca nos políticos talentos mas mero tráfico de influências.
O anedótico episódio dos presidentes de câmara que querem mudar de concelho porque lhes limitaram os mandatos chega a ser caricato. É certo que o mal vem detrás, não faz qualquer sentido o típico pára-quedismo que admite aterragens em concelhos onde nunca se viveu, aproveitando normalmente famas mediáticas.
Mais um tribunal acaba de mandar Luís Filipe Menezes ganhar a vida noutro lado (que diabo, o homem até é médico, não fica desempregado), e a falta de clarificação da AR promete enriquecer o luso-anedotário; dificilmente o assunto será resolvido a tempo de, na altura da legalização das candidaturas e no curto prazo em que cada juiz as valida, haver jurisprudência nacional. [Read more…]
Depois do presidente-da-de-a ter, com um oportuno sentido de tempo, lançado na arena mediática a questão gramatical dos diplomas publicados no Diário da República, eis que Ferreira Fernandes vem lembrar que o “gatuno é dele”:
(…) Ora, há três semanas, a 30 de janeiro de 2013, publiquei, aqui, uma crónica intitulada “O eterno lobby da vírgula” [link não existe na crónica]. Nela, eu perguntava: “Não conhecem a história do “da” que virou “de”?” E eu contava como, em 2005, a proposta de lei sobre mandatos, desde que foi apresentada pelo Governo, até ao decreto de publicação da AR, passando pelo que foi votado, falava sempre em “presidentes da câmara”. (…) Mas, hoje, quero lembrar aquele meu patrício luandense que prendeu um gatuno. Quando este estava a ser levado pela polícia, o meu patrício insurgiu-se: “O gatuno é meu!” Belém não diga que “detetou” no Diário “da” República o que pescou aqui no Diário “de” Notícias. Obrigado. [DN]
A bomba relógio não é, afinal, novidade e, pelo que se percebe, até é antiga. Em 2005 podia ter-se optado por uma lei clara mas, como escreveu Ferreira Fernandes, “uma lei embrulhada é uma boa lei(…) Cherchez le juriste…”
Isto foi o que se discutiu na altura e é o que agora se quer. Depois do corte, um apanhado da discussão de 2005. [Read more…]

A alteração decorre das regras de revisão aceites na publicação de diplomas no Diário da República. Comprova-se o que se suspeitava, que Cavaco Silva saiu da penumbra onde tem estado enquanto o país se afunda para vir defender os amigos com providências cautelares a impedi-los de se candidatarem.
Como um de passa a da, e vamos mesmo acreditar que foi uma gralha em que ninguém reparou.
Só posso achar bem. Infelizmente, os políticos demitiram-se de fazer política e pedem aos tribunais para a fazerem por eles. Questão: pagamos-lhes para quê?!
Em 2010, o Bloco de Esquerda publicou um documento no qual entendia, a exemplo do PCP, PS e PSD, que a limitação decorrente do artigo 1º da Lei nº 46/2005, de 29 de Agosto é restrita ao exercício consecutivo de mandato como presidente de órgão executivo da mesma autarquia local.
Deixo para vossa leitura:

Um longo monólogo, com muitos gestos e fundo musical E o colega com bichinhos carpinteiros. As perguntas que já não se fazem, colocam-se. Uma confusão de pessoas e de nomes. No afã de interromper e de falar por cima, quase saía um cinquenta por cento, em vez de trinta.

O governo da República Portuguesa publica uma nota sobre Educação utilizando uma fotografia de um suposto professor em suposto ambiente de suposta sala de aula com um quadro e giz.
Há quantas décadas desapareceram os quadros e giz das salas de aula na república portuguesa…?
Efectivamente, na KEXP.
Por acaso, já agora… Um dia, estava eu no Castle Howard, a recordar, reviver e revisitar, mas num ambiente pop, quando me apareceram de surpresa. Amanhã, em Bruxelas, voltarei a vê-los e ouvi-los. Com novidades, anunciadas há meses por Alexis Petridis, como “alien offshoot mushroom, going the gym to get slim“, “my dream house is a negative space of rock” ou “when I was a child I wanted to be a horse, eating onions, carrots, celery“. Em princípio, será isto. Veremos.

Segundo EUA e Israel, o Irão está militarmente obliterado. Na realidade, há mísseis iranianos a atingir localidades de Israel (que tem das melhores defesas aéreas do mundo), além da península arábica.
Falta pouco para Trump dizer que acaba esta guerra com um telefonema.
Subida exponencial do preço do petróleo, aumento da inflação e das taxas de juro, perda de poder de compra, perigo de incumprimento nos créditos bancários, tudo em ambiente de forte especulação e de bolha imobiliária. Onde é que eu já vi isto?!
diz Santana Lopes. Pois. Mas só uma pessoa escreveu «agora “facto” é igual a fato (de roupa)». Uma.
Vinícius Jr. “incluiu a Seleção Nacional no lote de favoritos à conquista do Mundial 2026“. Lembrete: ‘selecção’ ≠ ‘seleção’.
Efectivamente, no Expresso: “Enfermeiro nomeado para coordenador da Estrutura de Missão para as Energias Renováveis deixou o cargo quatro dias depois da nomeação ter sido publicada“.
É possível lermos, num artigo de Jorge Pinto, “um partido que defende a política assente na ciência e nos dados” e a indicação “O autor escreve segundo o acordo ortográfico de 1990“? É.
“uma constatação de factos“. Factos? Com /k/? Estranho. Então e o “agora facto é igual a fato (de roupa)“?
“o nosso sentimento e as nossas condolências para com as famílias daqueles que não evitaram a trágica consequência de perder a vida”. Sacanas das pessoas, culpadas de não terem evitado morrer.
Não é Trump always *chicken out (00:31). O verbo é to chicken out, conjugado na terceira pessoa do singular (presente do indicativo), logo, aquele s faz imensa falta. Oh yeah!
Por lá, pó branco, só se for gelo. Como sabemos, o combate à droga é a motivação destas movimentações. A libertação de Hernández foi uma armadilha extremamente inteligente para apanhar os barões da droga desprevenidos.
Oferecer um calendário ou uma agenda a Mourinho. O jogo é na terça…

« Mais vous avez tout à fait raison, monsieur le Premier ministre ! » (1988). Mas, prontos. Voilà. Efectivamente.
Existe uma semelhança entre as pianadas do Lennon no Something e do Tommy Lee no Home Sweet Home.
Moreira, mandatário de Mendes, admite que avanço de Cotrim o levou a não ser candidato a Belém. Júdice, mandatário de Cotrim, votará Seguro na segunda volta.
O “cartel da banca” termina com um perdão de 225 milhões de euros aos 11 bancos acusados de conluio pelo Tribunal da Concorrência. Nada temam!
Recent Comments