Já estou na fila

vez

para ser ouvido.

O povo está com a PàF!

A legenda, porém, é enganadora. Onde diz “Pedro Passos Coelho” leia-se “Emplastro”.

Chá e Biscoitos

manif_policia_sao_bentoÉ de mim ou esteve uma noite boa para um chá e biscoitos na esplanada?

O dia do medo

Se há bitola pela qual meço as afirmações dos políticos é a de acreditar que eles dizem exactamente o oposto do que pensam. Assim sendo, se me dizem que não aumentarão os impostos, corro a esconder a carteira. Se afirmam no jobs for the boys, já sei que o estado será duplicado. E se anunciam que a sua actuação não será condicionada pelas manifestações de rua é porque isso está a acontecer. Façam os leitores este exercício e verão que funciona. Ainda nesta linha de raciocínio, quando há dias Relvas, o patético cantador, a propósito das manifestações que o esperaram em aparições públicas, afirmou não ter medo porque, quando tal acontece, estão os políticos perdidos, é garantido que o governo está borrado de medo.

Sábado será o dia do medo para o governo. [Read more…]

Que se lixe a troika – Manifestação cultural no Porto

Há mais, sim senhor!

Porto – Sábado, 13 de outubro, às 17h na Praça D. João I (em frente ao Rivoli).

Com base no FACE, o cartaz está em actualização permanente.

Dou por mim muitas vezes a pensar o que, dos nossos dias, vai ficar nos livros de história. Daqui a 500 anos o que vão dizer os livros sobre os primeiros anos do século XXI?

Gosto de pensar que vão falar de cultura, essa coisa supérflua  que a TROIKA me quer roubar. E como acredito nisso, porque sou um trabalhador da CULTURA, Não vou deixar que esse roubo aconteça!

Que se lixe a troika?

Vou à manif não por concordar com a convocatória mas porque o caminho governativo é errado e contrário ao que fora proposto em programa eleitoral. Não sou naïf ao ponto de acreditar que um programa eleitoral será, ipsis verbis, um programa de governo mas deverá ser uma linha condutora da política governativa. Se assim não for, para que serve a eleição? Para se escolher a personificação do próximo ditador a termo certo? Não! O que consta num programa eleitoral deve ser levado a sério e deve-se exigir o respectivo cumprimento. E quem não o consiga cumprir terá sempre aberta a porta de saída.

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O que é que eles querem?

Dei conta que, no passado sábado, houve uma manif em Lisboa e outra no Porto. Noutros sítios também, se calhar. Passou-me despercebido porque, força das circunstâncias, não tenho televisão desde as legislativas, mais coisa menos coisa. Digo-vos, recomendo igual tratamento: por um lado, mantenho-me informado porque da net não prescindo, mesmo que seja só no raio do trelégaitas; pelo outro, a agenda política das televisões, sempre em busca da novidade e do escândalo, em detrimento da análise e da reflexão, não me faz falta alguma.

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Todos Pela Liberdade- 2:

Bem, era para amanhã, mas como já está publicado noutros locais, antecipa-se para hoje:

O primeiro-ministro de Portugal tem sérias dificuldades em lidar com a diferença de opinião.

Esta dificuldade tem sido evidenciada ao longo dos últimos 5 anos, em sucessivos episódios, todos eles documentados. Desde o condicionamento das entrevistas que lhe são feitas, passando pelas interferências nas equipas editoriais de alguns órgãos de comunicação social, é para nós evidente que a actuação do primeiro-ministro tem colocado em causa o livre exercício das várias dimensões do direito fundamental à liberdade de expressão.

A recente publicação de despachos judiciais, proferidos no âmbito do processo Face Oculta, que transcrevem diversas escutas telefónicas implicando directamente o primeiro-ministro numa alegada estratégia de condicionamento da liberdade de imprensa em Portugal, dão uma nova e mais grave dimensão à actuação do primeiro-ministro.

É para nós claro que o primeiro-ministro não pode continuar a recusar-se a explicar a sua concreta intervenção em cada um dos sucessivos casos que o envolvem.

É para nós claro que o Presidente da República, a Assembleia da República e o poder judicial também não podem continuar a fingir que nada se passa.

É para nós claro que um Estado de Direito democrático não pode conviver com um primeiro-ministro que insiste em esconder-se e com órgãos de soberania que não assumem as suas competências.

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