Maria de Lurdes Rodrigues, a holocáustica

Maria de Lurdes Rodrigues não perde uma oportunidade de confirmar a sua nulidade. Entre 2005 e 2009, usou a pasta da Educação para acentuar a ruína do sistema escolar português. Como prémio, chegou à presidência da Fundação Luso-Americana para o Desenvolvimento. Parece-me justo, porque não é fácil encontrar funcionários competentes na área da demolição.

Foi do alto dessa presidência que, recentemente, pôde proferir uma série de patetices sobre o ensino do Holocausto em Portugal. Respigo-as e comento-as ao de leve, esforçando-me por manter alguma civilidade, muito a custo. [Read more…]

A sofreguidão pela vida

Continuando a transcrever o Diário 1941-1943 de Etty Hillesum (judia holandesa que morreu em Auschwitz em 1943)…

A 21 de novembro de 1941, também uma sexta-feira, Etty, com 27 anos, escreveu:

A sofreguidão deve existir igualmente na minha vida espiritual. O querer ingerir exageradamente, o que de vez em quando culmina em pesadas indigestões.

(…) [a mãe] Comia com gula e devoção. (…) Na sofreguidão dela havia algo como se ela tivesse medo que o mundo acabasse. (…)

Uma pessoa pode ter fome de viver. Mas com a sofreguidão pela vida, o objectivo é ultrapassado.

Vida = fórmula (?)

Continuo a transcrever o Diário de Etty Hillesum para este espaço. Etty, uma escritora judia que morreu em Auschwitz em 1943.

Na quarta-feira 22 de Outubro de 1941,  poucos dias após ter iniciado a Batalha de Moscovo –  uma das mais importantes e mais longas da Segunda Guerra Mundial e em que morreu cerca de um milhão de pessoas – Etty, com 27 anos na altura, escreveu isto:

A vida não se apanha em meia dúzia de fórmulas. No final de contas é com isso que te ocupas constantemente e que te obriga a pensar de mais. Tentas capturar a vida em algumas fórmulas, mas tal não é possível, a vida tem infinitas nuances e não se deixa apanhar nem simplificar. Mas por isso mesmo, tu podes ser simples.