Apagão no Aventar – coincidências e bruxarias…

Em duas semanas o Aventar “apagou-se” ou foi “apagado” várias horas em dois dias diferentes.

Hoje, cá estivemos mais umas cinco horas sem aceder ao Aventar ! Por coincidência, é sempre dois dias depois de grandes audiências em que arrasamos a concorrência. Mas a única coisa que conseguem é que regressamos ainda com mais vontade de aventar, faz-nos falta ver os postes caírem disciplinados, hora a hora, sem direcção e sem orientação, sem avenças, sem refúgios.

Aqui cada um, é “o Aventar”, só cá estamos pelo gozo que isto nos dá. Em seis meses, desmontamos a importância de uns tantos.

Não conseguem viver com isso?

Manipulação, outra vez

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Fotografia retocada com o fim de modificar a aparência corporal de uma pessoa.” Se tudo correr como previsto, e se a lei proposta for aprovada, é esta a frase que vai aparecer junto das imagens retocadas digitalmente.

Provavelmente, alguém no estrangeiro andou a ler umas coisas aqui no Aventar sobre a manipulação de imagem. Vai daí, querem estabelecer regras sobre o uso de imagens manipuladas. Não me admira nada que sejam deputadas europeias que queiram regulamentar estas imagens! Fico satisfeito por alguém reconhecer que há um efeito pernicioso latente quando alguém pega numa imagem e a altera completamente, mostrando algo que não é real.

Ainda assim, nem todos precisam de recorrer à manipulação digital. Munidos apenas com um pouco de imaginação há quem chegue a resultados igualmente surpreendentes.

sem photoshop

Mais uma sugestão livre de manipulações digitais.

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Pensamento informático

Li na Wired Magazine que uma máquina chamada de Adão fez umas experiências e chegou a uma conclusão. Tudo sozinho. Como as máquinas pensam hoje em dia! Vendo bem, pensam muito melhor que eu, que faço montes de experiências e não chego a conclusão nenhuma. Um pouco à luz do “pensamento” das máquinas eu penso desta maneira:  abrir um documento do Word com um texto, por exemplo: “Este é o Aventar do Isaac a pensar sozinho.“, seleccionar este texto, fazer um cut, fechar o documento sem o gravar e apagar o ficheiro. Depois criar e abrir uma folha de Excel, fazer o paste do documento, gravar e fechar. Eu penso exactamente assim. O meu pensamento é precisamente “aquele bocado de nada” que fica na “memória”, mesmo já não havendo ficheiro nenhum, logo depois do copy e antes do paste. E aqui reside o problema principal. É que tenho um problema grave que acho que partilho com o resto das pessoas : às vezes esqueço-me de fazer paste. Às vezes, esqueço-me até de fazer copy. Às vezes, esqueço-me da célula de Excel onde fiz o paste. Muitas vezes, depois de fazer paste no documento Excel, esqueço-me de o consultar. Uma multiplicidade de falhas que se transformam em singularidade e que me tornam muito provavelmente único. Se a singularidade humana já é grave o suficiente, então a “tal” singularidade tecnológica é que me parece muito, muito preocupante. A máquina pensa sem falhas e é perfeita neste aspecto. É-lhe ordenado que pense perfeitamente e ela cumpre. Os cientistas querem ir mais longe e introduzir uma espécie de inteligência humana no pensamento das máquinas para elas serem mais como nós… e cometerem erros. Isto não me parece nada lógico. Se calhar o futuro não precisa mesmo de nós.

A máquina do tempo: diversas maneiras de ser livro

A viagem de hoje começará por ser de quase dois mil anos na direcção do passado. Depois voltaremos ao presente. Neste ziguezaguear entre épocas, o tema será sempre o mesmo – o livro e algumas das formas sob as quais nos tem acompanhado. Talvez por deformação profissional, o anúncio mais antigo de que tenho conhecimento é precisamente feito a livros e diz assim:
Tu, que desejas levar contigo os meus livros para qualquer parte
e procuras tê-los como companhia de longa jornada,
compra aqueles em que o pergaminho fica apertado em pequenas tábuas.
Deixa as prateleiras para os grandes (livros), em mim segura com uma só mão.
Não deixes, porém, de saber onde estou à venda e não andes errante,
perdido pelo cidade toda; com a minha indicação estarás certo:
a seguir às portas da Paz e ao foro de Minerva.

É aquilo a que se pode chamar um spot publicitário dos finais do primeiro século da nossa era. Escreveu-o Marcial, um poeta latino, nascido na Península Ibérica, em Bilbilis, (c. de 40-104). A sua obra principal são os «Epigramas», poesias curtas e satíricas, tais como esta, muitas vezes citada: «Se a Glória vem depois da morte, não tenho pressa de a alcançar». No anúncio, além da oportuna informação sobre a localização da livraria, de notar a alusão à portabilidade do livro por oposição aos pesados rolos, e à acessibilidade do texto, bem como à maior resistência do pergaminho relativamente ao tradicional papiro. Só para termos uma ideia, quem quisesse possuir uma versão completa da Eneida teria de se haver com doze rolos (arrumados numa caixa pesada e de grandes dimensões). O códice de que Marcial faz a propaganda permitia arrumar todo o texto num volume. Um pouco, à escala da época, vantagens semelhantes às que hoje o kindle nos oferece relativamente ao livro impresso.

Na realidade, tal como actualmente ocorre na ameaça que o livro digital representa para a sobrevivência do livro impresso, as resistências eram muitas. Os bibliófilos da altura riam-se daquelas folhas de pergaminho apertadas entre duas tábuas – pois era lá possível que aquela geringonça ridícula substituísse os rolos, herdados da Grécia, que, durante séculos, foram o suporte da palavra escrita?
Terá sido Secundo, o editor de Marcial, quem lançou em Roma a nova forma de livro. Mas sem sucesso imediato. A reacção e a resistência à mudança foram mais fortes do que a evidência das vantagens. A adaptação progressiva à nova forma de livro iria demorar cerca de quatrocentos anos, vindo a consumar-se no decurso do século V, embora já durante o século III nas compilações jurídicas prevalecessem os códices. De certo modo, o mesmo que hoje se diz dos e-books e do kindle – «Ora! Isso é bom é para substituir enciclopédias, obras de referência…».
Não tenho dúvidas de que não demoraremos quatro séculos a acolher um suporte novo (que já não será o kindle, mas sim qualquer outra coisa que hoje não podemos sequer imaginar e que entretanto surgirá). Porque estas mudanças, como já anteriormente disse, fazem-se por pragmatismo e não por mera vontade de inovar. Pode mesmo dizer-se que a vontade de mudar radicalmente de suporte tem uma história de sistemática resistência a essa mudança – nunca foi fácil. Contudo, um das barreiras que se colocam a uma maior difusão do livro electrónico, é o pagamento de direitos a autores e editores. Problema que afecta também (talvez ainda mais) os compositores e as editoras discográficas. As pessoas, pelo menos a maioria delas, não têm a noção de que ir à Internet e imprimir um livro ou gravar uma canção é um acto de pirataria. No entanto, sabem que não devem roubar livros ou discos nas lojas.
Mas as coisas vão andando no sentido de os livros digitalizados se irem tornando um sistema honesto e respeitável, aceite por editores e autores. Já este mês de Setembro, a Google fez propostas de um acordo aos editores europeus relativamente ao respeito pelos direitos de autor. Nos Estados Unidos esse acordo entre a empresa que controla o motor de busca mais utilizado da Web e os representantes das outras partes interessadas já existe. Se o acordo se concretizar também no nosso continente, milhões de livros publicados na Europa, mas que já não se encontram disponíveis nas livrarias, poderão ser digitalizados e colocados em linha. Em Bruxelas, a Comissão Europeia convocou uma reunião para examinar o complexo mecanismo jurídico que a exploração electrónica de milhões de livros pressupõe. A função principal desse mecanismo seria a de regular a divisão do dinheiro gerado pelas vendas online – quanto desse dinheiro irá caber à Google, quanto ficará para autores e editores. Segundo a proposta, os editores e os autores ficarão com 63% e a Google com 37%.
Não vai ser fácil porque, como lembra a associação de Editores Italianos, a implantação do sistema iria violar vários pontos da Convenção de Berna sobre os Direitos de Autor. Mas encontrar uma solução que contemple os interesses de todos os envolvidos e que compatibilize o sistema com a Convenção, cuja primeira forma data de 1886, será apenas uma questão de tempo. Provavelmente com o sacrifício de princípios da Convenção, assinada há quase 150 anos, quando não era possível prever o rumo que o livro começaria a tomar na transição do século XX para o XXI.
Para terminar a nossa viagem de hoje, percorramos com este pequeno vídeo o caminho do livro desde a pré-história até aos nossos dias. O livro, nas suas diversas formas, tem sido um companheiro fiel. Talvez não sobreviva durante muito mais tempo sob a forma que nos é hoje familiar. Mas, podemos estar certo, continuará a acompanhar-nos.

A inveja, a última oportunidade Tuga

A inovação é a chave para a saída da crise e dos problemas estruturais da economia portuguesa. Inovar é encontrar forças onde os outros vêm fraquezas, encontrar soluções para problemas concretos onde os outros vêm nós que não se desatam.

Até os Lusíadas terminam com a palavra INVEJA, para sublinhar o quanto este sentimento é português. Ora a inveja se se converter em ambição de desejarmos o que os outros têm, não tem mal nenhum. Pelo contrário, leva-nos a dar ao pedal, trabalharmos para obter o que desejamos. Mas a inveja normalmente é acompanhada de outro sentimento que é a preguiça, quero ter mas não quero trabalhar, por isso como não tenho e não quero suar as estopinhas digo mal, ladrões, corruptos, malandros.

Ora, o facto de ter inveja e não querer trabalhar é que é português. Porque inveja todos têm. Eu por acaso invejo um gajo que tem uma mulher linda, mas não estou para deixar tudo para ter uma mulher linda, se é que alguma me queria. Adiante, que nunca mais chego ao que quero dizer.

Mas, agora, vejam que o gajo do 3º andar sempre que eu entro com um carro novo na garagem do prédio o gajo deita fumo pelas orelhas, de inveja. Vou utilizar esse mau sentimento a bem da economia. Encontro o tipo e digo-lhe, sabe que consegui pagar menos 30% de luz no mês passado? E menos 40% de água? E negociei com a empresa de telecomunicações e baixei 20% a facturação.

Revelam os estudos que um invejoso destes vai a correr fazer tudo para baixar a factura. Um investigador nos USA ( estes gajos não têm nada de invejosos) lembrou-se de enviar cartas a milhares de invejosos (mas pouco) a dizer que há pessoas que pagam menos 30% de energia. E não é que estes tipos (que não são invejosos) a primeira coisa que fizeram foi baixar a factura em 30% ?

Mas se a carta do investigador disser que baixar a factura da energia salva o planeta, nenhum mexe um dedo para economizar.

Agora, pensem nas potencialidades desta política em Portugal !

Máfias, mapinetes, e liberdade

O MAPINET – Movimento Cívico contra a Pirataria na Internet, não passa de uma fachada marketeira para as máfias da indústria de entretenimento se apresentarem sem os seus nomes, que nos soariam logo aos milhões que esta indústria tem metido aos bolsos à conta dos consumidores e artistas.

Deu-lhes agora para pedir o impensável: que a PT bloqueie o acesso a blogues que correm  na plataforma Blogger, pertencente ao Google, sob o pretexto de que teriam ligações para downloads piratas.

Fizeram queixinha à Inspecção-Geral das Actividades Culturais, a qual solicita e atenciosa notificou a maior (e pior) operadora portuguesa.

Embora os contornos exactos dessa notificação não estejam muito claros, a confirmarem-se tal seria só o maior atentado à liberdade de expressão em Portugal desde 1974.

Um assunto a seguir no excelente Remistures, até porque costuma ser no calor e ausências do Verão que estas coisas acontecem.

Entretanto deixo aqui a lista dos sites ameaçados…

Sites que a PT fica obrigada a remover dos seus servidores:
blogdownload.blogs.sapo.pt
downloadscompletos.blogs.sapo.pt
splegendas.no.sapo.pt/CCPMOD
cinema-em-casa.blogs.sapo.pt

Sites a que a PT fica obrigada a cortar o acesso (através do portal Sapo):
mcluckyy.blogspot.com
http://www.tvgente.com
http://www.tugapirata.org
http://www.tuga-filmes.com
http://www.tugadownloads.com
http://www.superpiratas.com
http://www.sapotuga.com
http://www.piratatuga.net
http://www.pedrofsn.net
videotecafilmes.blogspot.com
tuga-musicas.blogspot.com
soupirata.net
sacar24h.blogspot.com
pt-downs.blogspot.com
portugalseries.net
pdclinks.net/fórum
jambtuga.blogspot.com
downloadfilmesgratis.blogspot.com
downloads-heaven.blogspot.com
downsportugal.blogspot.com
cinematuga.com
totilmania.the-up.com
fanaticosdownload.blogspot.com


Propriedade Industrial de Língua Portuguesa

O Presidente da República já voltou de férias da Cappadocia? É que o homem está sempre de férias e/ou em viagem, e eu nunca sei por onde ele anda. Mas já que anda sempre pelo estrangeiro a divulgar e a defender (muito bem) a língua portuguesa, e a importância da sua manutenção como uma das mais faladas no mundo, queria só alertá-lo para um problema (propositadamente ou não) escondido: traduções de patentes. Provavelmente ele nunca ouviu falar disto, nem sequer ouvirá, e até pode parecer ridículo estar a chamar a atenção para este problema, quando há tantos diplomas importantes para recambiar para o Tribunal Constitucional, mas fica na mesma para consideração.

Portugal, em princípio, deverá ratificar o Acordo de Londres. Seguindo o bom exemplo dessa grande potência mundial que é a Hungria.

O Instituto Nacional de Propriedade Industrial diz que é bom: “O Acordo de Londres foi assinado em 2000 por 10 países no seio da Organização Europeia de Patentes (OEP) e tem como objectivo tornar o sistema europeu de protecção de patentes mais competitivo, através da redução da carga burocrática e dos custos associados às traduções exigidas nos países da OEP.” Assim, nós aqui em Portugal, não precisamos de traduzir para húngaro. Óptimo! Assim só temos de traduzir todas as patentes para português! Parece-me lógico.
Não compreendo muito bem como pode ser bom limitar apenas a três línguas (inglês, francês e alemão (que surpresa!)) toda a componente técnica de patentes. É que quem quiser ter acesso a patentes (o alicerce da tecnologia) terá que mandar traduzir tudo às suas custas. Continuo sem perceber como isto pode ser bom para um industrial português, necessariamente pequeno à escala europeia, que queira apostar numa indústria tecnológica. A mim, só parece bom para os grandes requerentes de patentes que querem proteger a sua propriedade com o menor custo possível. Como sempre, os países pequenos ficam a perder e os grande países ficam a ganhar. Nada de novo, portanto.
Com este Acordo de Londres, transfere-se rapidamente o custo da tradução de patentes de quem desenvolve uma invenção, para os pequenos industriais como os portugueses. Continuo sem perceber em que é que isto beneficia o nosso país e a nossa pequena dimensão. De certeza que “importamos” mais patentes do que “exportamos“, como em tudo o resto.
Convém lembrar que metade das patentes europeias são detidas por americanos e japoneses, o que demonstra bem a génese destes tipo de acordos. Interesse comercial e maximização de lucros. O normal.
À parte das questões técnicas, preocupa-me que se esteja sempre a defender (e bem) a Língua Portuguesa como um património único, mas no entanto se ratifique um Acordo, seja ele qual for, que a deixa de fora. Parece-me contraditório. O Acordo de Londres é simplesmente, o apagar definitivo da Língua Portuguesa no campo técnico e tecnológico. E depois é só esperar que outro Acordo qualquer, vá também apagando a Língua noutros quadrantes. Nada de preocupante, claro está!

Países que já ratificaram o Acordo: França, Alemanha, Reino Unido, Croácia, Dinamarca, Islândia, Letónia, Liechtenstein, Luxemburgo, Mónaco, Holanda, Eslovénia, Suécia, Suíça e recentemente a Hungria.

Países que não ratificaram o Acordo: Áustria, Bélgica, Bulgária, Chipre, República Checa, Estónia, Finlândia, Grécia, Irlanda, Itália, Lituânia, Macedónia, Malta, Noruega, Polónia, Portugal, Roménia, República Eslovaca, Espanha, Turquia.

Aqui, aqui e aqui mais alguns argumentos contrários a este Acordo de Londres.

Computadores perigosos

Um em cada cinco computadores do Estado está vulnerável a ataques. É o que diz um estudo realizado pelo Instituto Pedro Nunes. Pois. Mas isso não é nada. Eu acho que andaram aqui a vasculhar os meus textos, no meu computador, em minha casa. Sinto-me inseguro. É que eu estava a ver umas notícias sobre hackers, a escrever sobre isso, e aparece-me logo um estudo a dizer que isto “Não está famoso, mas podia ser muito pior. O nível de segurança em Portugal é perigoso“. Exactamente o que eu estava a pensar e a escrever. Adiante.

Alguém conhece o Gary McKinnon? Eu também não, mas há dois dias atrás, quando li uma notícia que ele provavelmente ia ser extraditado para os Estados Unidos, fiquei a conhecer a personalidade. Está tudo aqui na wikipedia. Fiquei então a saber que alguém, a partir de casa, sobre o efeito de drogas e a quem foi diagnosticado Síndrome de Asperger, consegue entrar em 97 computadores da NASA, Exército, Marinha, Força Aérea e Departamento de Defesa dos Estados Unidos para procurar provas de OVNIS… e sim, claro que ele encontrou provas sobre a presença de extraterrestres na Terra, mas está claro que também ninguém acredita…

Gary Mckinnon, 43 anos, desempregado e autista: o maior hacker de todos os tempos? Bem, deve ser, porque querem dar-lhe 60 ou 70 anos de cadeia e até já esteve para ir até Guantanamo! Ingleses e americanos lá se entenderão de certeza, mas o mais certo é que o homem vá mesmo ser julgado nos Estates e se calhar por lá vai ficar. Eu acho que por demonstrar a total falta de segurança informática da mais poderosa nação do mundo, ele merecia era um prémio! Vou apoiar o homem aqui.

Face ao primeiro estudo e a este “pequeno” incidente tenho de perguntar-me: Segurança na net? Níveis de segurança? Segurança de dados informáticos? Que segurança?

Mais uma promessa socrática

A promessa Socrática de hoje é que o Estado dará um subsídio de cinco mil euros a quem comprar um carro eléctrico, perdão, um carro movido a energia electrica.

O carro dificilmente se moverá, não há estrutura logística de apoio de carregamento das baterias, mas isso não vale nada para Sócrates. Não interessa nada. Quem comprar, já sabe, cinco mil euros.

As promessas socráticas são diárias, por volta das 12.30 horas para chegar a tempo dos noticiários das 13 horas. Algumas são já conhecidas por repetidas, outras são um portento de imaginação, outras ainda foram-lhe sugeridas por mil vezes com Sócrates a dizer que não prestavam.

Mas aguenta-se o sacríficio diário. A gente percebe que isto está muito mau mas divertimo-nos à brava. Um Primeiro Ministro que está há quatro anos em maioria absoluta vem agora prometer o que nunca quiz fazer. O mesmo que prometeu 150 000 postos de trabalho e que não aumentaria os impostos.

Proponho aqui no aventar um jogo que se chamará Sopromessa. Qual será a promessa de amanhã de Sócrates?

O primeiro prémio será para quem conseguir acertar na promessa. O segundo prémio será para quem conseguir acertar na área da governação e o terceiro prémio para quem conseguir acertar no valor do subsídio.

Jogue e verá que acerta. Pelo menos promessa há todos os dias.

ATÉ ONDE IREMOS?

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QUANDO IREMOS?
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Ainda há quem se divirta a não acreditar na ida do Homem à Lua.
Há quarenta anos, estive especado frente ao televisor, a preto e branco, a ver, a imaginar, a sonhar.
Hoje, a minha capacidade de sonho, continua, felizmente intacta. Continuo a gostar dos livros de literatura fantástica, dos livros de ficção científica, dos filmes que ao longo dos anos se foram produzindo.
Até onde seremos capazes de ir? Até onde conseguiremos enviar homens, para descobrir o que suspeitamos existir?
Quando daremos nós, outros pequenos passos, pequenos para o Homem, mas enormes para a Humanidade?

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Balsemão e Frei Tomaz

As maiores empresas de media portuguesas assinam hoje em Lisboa uma declaração histórica exigindo novas leis de protecção da propriedade intelectual na Internet para assegurar a liberdade do jornalismo.

A Declaração de Hamburgo foi lançada em Junho pelo Conselho Europeu de Editores, cujo chairman é Francisco Pinto Balsemão, e pela Associação Mundial de Jornais. É o patrão da Impresa que promove o encontro de hoje, onde estarão também os representantes de duas dezenas de empresas, como PÚBLICO, Media Capital (TVI, rádios e revistas), rádio e televisão públicas, Controlinveste (DN, JN, 24Horas, O Jogo, TSF), Cofina (Correio da Manhã, Record), Impala, Rádio Renascença, Sojormedia (i) e agência Lusa.

do Público

Esta deve ser a net-guerra mais idiota que conheço. Consiste em querer impedir agregadores de notícias como o Google News de fazerem o seu serviço, ou como agora parece, cobrar-lhes por isso. É completamente idiota porque na Rede a moeda principal não é o euro ou o dólar: é o tráfego. E os agregadores de notícias geram tráfego para as páginas que linkam, além de nos permitirem ler as gordas de vários media em pouco tempo, e com actualização permanente. Estou a linkar uma notícia do Público e não de outro jornal qualquer que dissesse o mesmo pela simples razão de o Público retribuir o tráfego que lhe dou com um link. Toma lá a moedinha, dá cá a moedinha. É isto.

Imaginando a ideia aplicada na rua, cada vez que alguém olha para os escaparates de jornais num quiosque devia pagar, sei lá, um cêntimo. Só não percebo porque não pagam uma taxa extra os proprietários dos cafés que disponibilizam jornais aos seus clientes, até porque já pagam por terem a televisão ligada.

Quem não quer perceber que o digital mudou o  mundo, e que o papel de celulose tem os dias contados, quem não se sabe adaptar e começa a ver os seus lucros encolhendo, dispara em todas as direcções, disparatadamente, até levar com um tiro nos pézinhos, isto se não acertar na própria cabeça.

Esta guerra é muito bem explicada pelo Karlus, que assumindo ser parte interessada (é dele o agregador Destakes), desmonta a argumentação, admitindo que de uma argumentação se trata.

E volta a relembrar que Balsemão, o pai da declaração histórica(!!!) é um “um utilizador diário do próprio Google News” – pena que o recorte que utiliza não esteja lá muito legível e não o possa copiar para aqui, mas ninguém é perfeito.

Boa Balsemão: bem me avisava a minha avó que bem prega frei Tomaz, ouve o que ele diz mas não olhes para o que faz…

Os manifestos dos 28, 52 e 26 dizem o mesmo!

Há muita poeira levantada no sentido de se querer mostrar que há graves diferenças de opinião entre os manifestos sobre os Megaprojectos!

Mas não há! Todos dizem, basicamente, que se houvesse dinheiro, se não estivessemos mergulhados nesta crise, e se o quadro macro da economia e finanças públicas fosse outro, os projectos não levantariam as dúvidas que conhecemos.

E todos dizem que há prioridades que devem ser tidas em conta, como sejam os projectos que criam emprego a curto prazo, que não sugam as mesmas enormes quantidades de dinheiro, que não exigem a importação de tecnologia que não temos e que se dirijam para as PMEs exportadoras.

Todos os manifestos dizem isto, no essencial. O governo, avisadamente, e porque percebeu que não são só os economistas e “cientistas sociais” que pensam assim, que a opinião pública tem “colada” a imagem deste governo de braço dado com os Bancos e os grandes grupos económicos, recuou!

Há sempre quem seja mais ” sócrates que o próprio Sócrates” que descobrem agora que há economistas do primeiro manifesto que estiveram contra a primeira ponte, de nada lhes interessando em que quadro isso ocorreu.

Mas se havia dúvidas, muitas dúvidas, dentro do próprio governo que os megaprojectos eram a resposta eficaz no quadro economico-financeiro em que estamos, as suas recentes posições quanto aos mesmos e quanto às PMEs são disso prova concludente!

Só não vê quem acha que o Primeiro Ministro é tão obtuso que vai perder as legislativas “por ser um animal feroz”.

Neste momento, nenhum dos megaprojectos avança antes das eleições, o que quer dizer que não avançará nos próximos três anos! No mínimo!

O Magalhães nas ruas de Lisboa

Magalhães ou Playstation?

Magalhães ou Playstation?

A imagem é do Lisboa S.O.S.

Aqui por casa, por haver magalhães e playstion a coisa está resolvida. A dúvida é entre o Bolt da PS2 ou o Super TUX no Maga!
A sério. Conhecem algum puto que tenha o Magalhães: perguntem-lhe o que é que ele faz com ele – SUPER TUX!

Exploradores de meia tigela

Cientistas descobriram uma floresta tropical até agora desconhecida no norte de Moçambique. A descoberta foi feita através do Google Earth, tendo sido enviada uma equipe de cientistas para o local. Confirma-se já a descoberta de pelo menos três novas borboletas e uma nova espécie de cobra. Ou seja, não se pode estar em sossego em lugar nenhum. Até aqui, os habitantes da floresta desconhecida de Moçambique viveram, graças às condições inóspitas do terreno e a uma terrível guerra civil, milénios de paz longe das criaturas humanas. Mas isso agora acabou. A princípio, eu até achei graça ao Google Earth, mas agora confesso que o acho insuportável. Não há um recanto deste planeta que o sacana não tenha esquadrinhado. O próximo passo deverá ser ver para lá dos telhados, para lá das paredes, dos muros, num voyeurismo levado ao limite. E até o romantismo das grandes aventuras dos exploradores do século XIX se perdeu por inteiro. Refastelados na cadeira giratória, com o ar condicionado ligado e uma embalagem de M&Ms ao lado, os novos exploradores dão ao scroll para fazer zoom in e zoom out, e correm o mundo sem levantar o traseiro.

42% ? Porreiro , pá !

Assanham-se uns senhores muito em sintonia com o governo, por causa do manifesto dos 28 economistas contra o TGV e os Megaprojectos.
Conforme a discussão vem para a luz do dia , vão-se conhecendo alguns números até aqui cuidadosamente escondidos.
Sabe-se hoje que o trajecto Porto – Vigo não tem qualquer possibilidade de ser viável, é deitar dinheiro à rua só de pensar no assunto.
O trajecto Lisboa – Porto cobre, em receitas, 48% do investimento .Para quem não quer perceber, isto equivale a dizer que 52% do investimento vai ser pago com os nossos impostos, contribuindo ferozmente para o empobrecimento acelerado em curso.
O trajecto Lisboa – Madrid gera cash-flows da ordem dos 54% ,deixando para os nossos impostos 46% do investimento. Outra ajuda para a pobreza que o PS, socraticamente , está a instalar no país e que se fará sentir nos próximos 30 anos!
Se juntarmos a tudo isto que o dinheiro tem que ser emprestado, porque não o temos, e vai juntar-se aos 110% de dívida pública que temos que pagar, a uma economia perto da estagnação e que não gera riqueza, só cabe perguntar.O que levará esta gente a querer estes mega e ruinosos investimentos?
Porque não apoiam os investimentos que geram emprego rapidamente ? Que dão trabalho às PMEs e não às tecnologias lá de fora ?
A reabilitação urbana tem trabalho para 10 anos, esgotando a capacidade instalada!
Não bastam os Mega investimentos em autoestradas que nos dão o rídiculo recorde de sermos o país com mais autoestradas por habitante?
E se são assim tão importantes porque somos tão pobres e vamos continuar pobres?
Não seria honesto mudar de estratégia?

Megaprojectos – O apelo de 28 economistas

Vinte e oito economistas apelam a Sócrates para reavaliar os investimentos públicos, propondo recurso a um painel consultivo de economistas, gestores e engenheiros, nacionais e estrangeiros, de reconhecido mérito.

Argumentos:

Painel : é um absurdo insistir em investimentos públicos de “baixa ou nula” rentabilidade e com fraca criação de emprego em Portugal. Para além do sobreendividamento da nossa economia e com o empobrecimento do país.

Ferreira do Amaral : O TGV vai empenhar-nos durante décadas!

Augusto Mateus : O projecto global do TGV não faz sentido

José Junqueiro . O PSD procura uma medalha, numa competição que não existe

Henrique Neto : O TGV não nos liga à Europa, mas a Espanha.

Francisco van Zeller : O lucro vai todo para os estrangeiros

Fernando Santos : A alta velocidade é prioritária. Se for preciso, corte-se no plano rodoviário.

Luis Moreira : reparem no inteligente argumento de quem defende as políticas do governo!

DN – 1,3 mil milhões de mentiras

Em manchete, o DN de ontem anuncia que a não construção do TGV implicava a devolução a Bruxelas de 1,3 mil milhões de euros !
Como já muita gente veio dizer é uma notícia falsa. Os apoios comunitários são concedidos em pacotes que se desdobram em projectos. O dinheiro que não se aplicar num projecto pode aplicar-se noutro projecto, já existente ou a criar.
Mas o que levará um jornal a dar uma notícia destas, quando milhares de pessoas lhe poderiam explicar como funcionam as coisas?
Se examinarmos a data da notícia, logo nos chama a atenção que o TGV era o projecto que estaria em cima da mesa na Comissão de Obras Públicas na Assembleia da República, onde o Ministro Lino se apresentaria nessa mesma tarde.
Não é pois, por falta de informação que este jornalismo se pratica. É por ser mau jornalismo, por dar voz a interesses instalados e poderosos que estão à espera de abocanhar o seu pedaço. Mesmo que isso seja muito mau para o país.
As notícias que hoje nos chegam, do Primeiro Ministro, do Ministro das Obras Públicas e do próprio Presidente da República, que atiram a discussão e as decisões para depois das eleições, mostram bem que o jornal quiz influenciar o que aí vinha.
É assim que funciona a promiscuidade entre o “jornalismo de sarjeta” e os grupos poderosos que nos controlam, e nos empobrecem. Não há fontes, não há cruzamento de informações, não se ouvem as várias partes interessadas.
Dá-se a notícia e depois espera-se que a Justiça à verdade diga nada!
Depois queixam-se que os jornais vão perdendo leitores.

Duas novidades da tecnologia

A Google criou um novo motor de buscar especialmente pensado para os mais pequenos. Numa primeira análise penso que poderá ser uma boa opção para quem tem em casa gente mais nova. O endereço é www.kidrex.com.

O novo motor de busca da Google para os mais pequenos

O novo motor de busca da Google para os mais pequenos

Uma outra novidade, menos interessante, mas igualmente noticiável: o Facebook permite desde sábado a criação de endereços personalizados do tipo http://www.facebook.com/jpaulo.

A Facebook permite personalizar o endereço.

A Facebook permite personalizar o endereço.

Para os verdadeiros twitteristas

twitter em 1935

Palmado aqui.