Esta frase faz parte dos hábitos de uma população que desvaloriza a ética e que, portanto, nunca tem problemas em eleger ou reeleger políticos que não escondam, ou que escondam mal, o recurso a meios ilícitos ou menos lícitos para, como é costume dizer, “fazer obra”.
O cidadão nem sequer se preocupa em negar que o seu político tenha ultrapassado orçamentos ou recorrido a maiores ou menores corrupções: desde que seja da sua cor, qualquer atropelo à honestidade é compreensível “porque fez muito pela nossa terra”. Para além disso, há sempre outros que fizeram o mesmo ou pior, desculpa habitual no mundo infantil dos países em que a corrupção faz parte do carácter nacional.
Alberto João Jardim, esse Sócrates sem Paris, é o mais português dos políticos portugueses, porque, na realidade, ninguém pode negar que tenha realizado obra.






Pois fez tal obra que o delize da Ilha em 2011 se deve não apenas às chuvadas mas a obras de implantação muito duvidosa e que até foi comentada (como eu o fiz mas sem “palco” ) por um geólogo funclalense que ouvi na TV e fiquei muito admirada com a análise feita e que foi “perfeita” – mas disse ninguém fala nem recorda – a notícia espalhafatosa dá mais nas vistas e a ignorância jornalistica é assustadora – cada vez mais – e viram como o vento e são superficiais, como o solo da Madeira que nem à rocha (vilcânica) se agarra – aluir ou não, aluir mais ou menos, depende de muita coisa e não só de chuvadas – rios e ribeiras não são “caneiros de Alcântara” – os “jamés” são a maioria e estão nos governos e lugares de decisão, e que até decidem e nem lêem os pareceres técnicos dos que sabem, e não dos EIA que encomendam a quem “aldraba” e um EIA não é nada depois de feito o projecto – é um parecer (análise) a fazer ANTES – nunca depois, ou antes, um 2º depois para “tratar das feridas das paisagens aedificandi” – porque saber o que é sempre non-aedificandi é só para quem tem honestidade intelectual adicionada ao saber – e pressupões outros saberes e projectos – construir pela telhado só dá para cair – é uma questão de tempo -Todos se arrogam o saber de ordemamento biofísico – ou o que é aedificando estilo Várzea Fresca e FreePort – mas que tristeza – ter opinião é válido mas não é SABER
Alberto João Jardim, esse sócrates do Atlântico!
Também já ouvi a argumentação que faz o título do texto referente a um certo autarca da “linha” que usa e abusa dos buracos da lei para conseguir manter-se em liberdade. Chega-se à conclusão que há muita gente com um fascínio irresistível pela trafulhice. Talvez resida aqui o segredo da longevidade política dos trapaceiros…